Roma | Itália: Roteiro do Monte Capitolino a Piazza Venezia

14:39

Nosso roteiro continua novamente onde terminamos na postagem anterior, ou seja, no Coliseu.
Roteiro do Monte Capitolino a Piazza Venezia
1- Coliseu 
2-Mercado de Trajano (Foro di Nerva, Foro di Augusto e Foro di Trajano)
3-Lupa Capitolina e Monte Capitolino (Museus Capitolinos)
4-Scalinata da Basilica di Santa Maria in Ara Coeli
5- Ascensori Panoramici (Altar della Patria)
6- Piazza Venezia

1)Ao saltar na estação de metro Colosseo, ele estará à sua frente,  vire a direita e caminhe por 450 m pela Via di Fori Imperiali até chegar na Via Cavour, atravesse o Largo Conrado Ricci e entre a direita na Via Alessandrina. 

Do lado direito estarão os Foros di Nerva e Augusto e do seu lado esquerdo suas respectivas estátuas.
Mais à frente estarão: o Foro di Trajano (esquerda) e o seu Mercado (direita).
Entre à esquerda no Foro di Trajano, mas olhe para a direita para ver a Coluna de Trajano.
2)Atravesse a Via di Fori Imperiali passando por atrás do Monumento della Patria. 
Suba a Via di San Pietro in Carcere. Dê uma paradinha para olhar lá  embaixo, onde está o Forum Romano. 
Continue subindo e verá à sua esquerda a Lupa Capitolina, é uma cópia, pois a verdadeira você verá dentro do Museus Capitolinos.
3)Pronto você já está no Monte Capitolino, onde tem a Estátua Equestre de Marco Aurélio, a original também está lá dentro nos Museus Capitolinos.
O Museu Capitolino é composto por dois imponentes edifícios situados na Piazza del Campidoglio: o Palácio dos Conservadores (Palazzo dei Conservatori) e o Palácio Novo (Palazzo Nuovo), dois edifícios unidos através da Galeria Lapidaria, uma passagem subterrânea que atravessa a Praça Campidoglio sem a necessidade de sair dos museus. 
A criação dos Museus Capitolinos começou com a doação de uma coleção de bronzes do Papa Sisto IV em 1471, o que o converte em um dos museus mais antigos do mundo.
Situados em pleno centro da cidade, os dois palácios que formam o museu oferecem uma 
impressionante coleção de obras pictóricas e escultóricas romanas expostas para o deleite do visitante. Uma visita imprescindível. 
Palácio dos Conservadores
Aberto ao público em 1734, quase um século depois da encomenda do Papa Clemente XII, o Palácio dos Conservadores contém uma completa pinacoteca que inclui famosas pinturas de autores como Caravaggio, Tiziano, Rubens e Tintoretto, além de uma grande coleção de bustos de personagens ilustres.

Uma das principais atrações dessa parte do museu é a figura original da Loba Capitolina, embora também possam ser encontradas outras obras de grande valor, como o Ritratto di Carlo I d’Angiò de Arnolfo di Cambio, de 1277, o primeiro retrato esculpido de um personagem vivo.
Uma das salas mais chamativas do palácio é uma sala coberta por vidro onde é exposta a estátua equestre de Marco Aurélio (o original da que se expõe na Piazza del Campidoglio), além dos fragmentos que se conservam de algumas estátuas colossais.
Palácio Nuovo
O Palácio Nuovo é dedicado principalmente à exposição da maioria das obras escultóricas da coleção, quase todas elas cópias romanas dos originais gregos.
Entre as melhores obras do museu está a Vênus Capitolina, uma escultura de mármore feita entre os anos 100 e 150 d.C., embora também se possam ver outras obras conhecidas como O Discóbolo, ou a imagem do Gálata moribundo.
Na Sala dos filósofos são expostos excelentes bustos dos principais personagens da Grécia antiga, que posteriormente decoravam os jardins e bibliotecas das pessoas mais abastadas.
Horário:De terça a domingo, das 9:30 às 18:30 horas.
PreçoAdultos: 14€. Cidadãos da UE entre 18 e 25 anos: 12€.

4)Ao sair do Museu desça a rampa até chegar na Via del Teatro di Macello, se você olhar à sua esquerda, lá no final da via estará o Teatro di Marcello.
Mesmo que não queiramos perder tempo vendo a Basílica de Santa Maria in Aracoeli, é necessário subir as suas escadarias, porque está situada ao lado do Monumento a Vittorio Emanuele. Antes de entrar na igreja, do lado esquerdo tem um portão que dá acesso aos elevadores do Monumento.
Escada Aracoeli
A escada Aracoeli foi construída em 1348 para celebrar o fim da epidemia de peste. Trata-se de uma escada de mármore formada por 124 degraus empinados que terminam na entrada da Igreja.
Dizem que quem subir as escadas de joelhos será premiado no sorteio da loteria nacional.
A Basílica de Santa Maria in Aracoeli é uma das igrejas mais queridas pelo povo romano.
Situada ao sul da Colina Capitolina, a Basílica de Santa Maria in Aracoeli foi construída durante o século VI sobre uma antiga abadia bizantina. Durante o século IX, a igreja foi entregue em um primeiro momento aos beneditinos e posteriormente aos franciscanos, que lhe deram um aspecto gótico.
Em 1797, durante o período da República, chegaram maus tempos para a basílica, que foi transformada em um estábulo.
A peça mais famosa da igreja é a figura de madeira do Santo Bambino ou  Menino Jesus, da qual dizem que tem o poder de ressuscitar os mortos. A figura, feita em madeira de olivo durante o século XV, foi roubada em 1994 e nunca foi recuperada, por isso foi substituída por uma réplica.
A igreja está dividida em 22 colunas de diferentes tipos que foram retiradas de alguns edifícios da Roma Antiga.
O teto de madeira está decorado com pinturas que representam a Batalha de Lepanto, na qual os cristãos venceram os turcos. Também se destacam os túmulos e frescos do século XV.
A Basílica de Santa Maria in Aracoeli não se destaca sobre o resto das igrejas de Roma, mas o fato de estar localizada em pleno centro da cidade, ao lado do Monumento a Vittorio Emanuele II, faz com que seja uma parada muito comum para os turistas. 
Horário:Todos os dias das 9:00 às 12:30 e das 15:00 às 18:30 horas.

5) Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II, conhecido também como Vittoriale, é um
imponente edifício situado na Piazza Venezia.
Terraço panorâmico
Um dos maiores atrativos do Monumento a Vittorio Emanuele é a vista panorâmica que se tem do terraço situado na altura das quadrigas. Os elevadores panorâmicos são a única forma de ter acesso à parte superior do monumento, mas a vista faz com que valha a pena subir. 
O Monumento Nazionale foi inaugurado em 1911 para homenagear Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália depois da unificação. 
No seu interior estão: o Instituto para a História do Ressurgimento e o Museu Central do Ressurgimento.
Desde 1921, o Monumento abriga a tumba do soldado desconhecido, um lugar onde brilha a chama eterna e que está sempre custodiado por dois soldados.
O colossal monumento de 135 metros de largura e 70 metros de altura está composto por dezenas de majestosas colunas coríntias e intermináveis escadas, tudo isso feito em mármore branco. Uma escultura equestre de Vittorio Emanuele feita em bronze preside o conjunto e duas quadrigas guiadas pela deusa Vitória coroam o pórtico de 16 colunas.
O monumento foi muito criticado desde a sua construção, já que foi necessário derrubar diversos edifícios de grande valor para deixar o espaço suficiente livre, e os italianos não gostaram da ideia de instalar um edifício tão chamativo e carregado junto aos edifícios clássicos que o rodeiam. 
Museu do Ressurgimento
A base do monumento alberga o Museu do Ressurgimento, um museu dedicado à unificação da Itália onde são expostas armas, bandeiras e outros objetos relacionados com este monumento que, embora seja essencial para os cidadãos italianos, não é muito interessante para os turistas.
O Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II é um dos edifícios mais chamativos de toda cidade.As suas impressionantes dimensões e o brilho do sol refletido no seu mármore branco fazem com seja o foco das fotografias de milhares de turistas todos os dias. A entrada é gratuita, mas para subir utilizando o elevador é pago.
Elevador: Adultos, 7€. Menores de 18 e maiores de 65 anos, 3,50€.

6) Desça o elevador continue a sua direita pela Via del Teatro di Marcello, passe em frente à Piazza Venezia tire algumas fotos, depois se estiver na hora do almoço, sugiro pegar o bonde na Piazza Venezia em direção a Casaletto e saltar na estação Belli  para ir ao Bairro Trastevere.
Lá podemos comer uma pizza al taglio, tomar uma birra...
Cruzando o Rio Tibre, chegaremos ao Trastevere, um dos bairros preferidos por todos os turistas. 
Ao descer do bonde siga em frente e pegue a Via di Lungaretta à sua direita. A via mais bonita e charmosa do bairro. O Trastevere é uma das melhores regiões de restaurantes de Roma e é muito agradável passear por suas ruas, especialmente à noite quando chega a hora de jantar.  Então, se você preferir deixar para ir ao bairro à noite, na próxima postagem conto como seguir em frente para ir ao Campo di Fiori.

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