Santiago do Chile | Chile: Roteiro pelo Centro Cívico com La Moneda, Plaza de la Constitución e ruas históricas
20:59
Nesta primeira postagem sobre a cidade de Santiago, vou falar sobre o Centro Histórico, que ainda conserva alguns prédios
históricos e monopoliza praticamente as atrações turísticas, indicado para turistar.
Os pontos fundamentais da capital podem ser visitados em um único dia, se você sair cedo e com disposição.
Para entender a cidade, estude o traçado da Avenida
Bernardo O’Higgins — ou “Alameda”, como é mais conhecida. Ela parte do centro
tradicional — que ainda conserva alguns bonitos prédios antigos — e segue ao
longo do rio Mapocho por bairros que vão ficando cada vez mais modernos.
Saindo pelo centro antigo, você chega aos vinhedos
do vale de Casablanca e a cidades como Valparaíso e Viña del Mar. Saindo pelos bairros novos, você chega às estações
de esqui do alto da montanha.
Palacio La Moneda
A sede da atual presidência chilena, um marco histórico no país.
Em 1973, o prédio foi bombardeado, no cenário de golpe militar liderado por Augusto Pinochet.
O então presidente Salvador Allende, após um discurso antológico, humilhado e constrangido, se matou. O grande apelo da praça está na estátua dele, bem ali, ao lado do palácio.
Do ponto de vista histórico — esta é a principal atração turística do Chile.
Este procedimento
militar já assumiu fins turísticos, com direito até a banda tocando música
brasileira.
Se no dia da sua visita à cidade não for dia dela, entre
pela porta da frente, onde é possível fazer visitas às instalações internas, como o primeiro andar, salões e alguns pátios internos. Reservas pelo endereço: visitas@presidencia.cl.
Entrada grátis.
No subsolo está o Centro Cultural Palácio La Moneda.
O novo centro cultural, no subsolo da formal sede do governo chileno, abriga mostras de arte e cinema. No dia de nossa visita, está tendo uma exposição sobre o Brasil.
Além disso, tem uma loja da Fundación de Artesanías de Chile, onde você vai achar as lembranças para os amigos e parentes que deixou em casa.
A loja abriga um mapa gigantesco do Chile, em volta do qual se caminha para ler as plaquinhas espetadas nos povoados — “cestaria”, “tecelagem”, “cerâmica”, sinalizando o tipo de artesanato produzido em cada lugar. Os artigos são bonitos, bem feitos e têm bons preços. A exposição de arte é super bem cuidada.
1.ª dica | Centro Cultural Palacio La Moneda, com lojas de artesanato e uma filial do Café Torres, o mais antigo de Santiago.
Volte à superfície e caminhe algumas quadras pela principal avenida que corta Santiago de leste a oeste, a Libertador Bernardo O’Higgins, muito mais conhecida como Alameda.
Desça na estação Universidad de Chile. Em estilo neoclássico francês, datado de
1872, fica em frente ao Club de la Unión, na Alameda.

Vale atravessar a avenida
pelo túnel do metrô para espiar os coloridos painéis pintados por Mario Toral:
eles mostram cenas da história chilena e fazem parte do projeto Metro Arte, que
adorna as estações da cidade.
A Bolsa de Valores chilena, de 1917, também em estilo francês, tem uma charmosa torre com relógio.
Pode-se entrar para ouvir a gritaria dos corretores à luz das últimas cotações que piscam no painel eletrônico.
Siga pelo Paseo Ahumada até a Plaza de La Constitución.
2.ª dica | Reconhecer a arquitetura dos
anos 20 caminhando pelo Paseo Ahumada e Paseo Huérfanos, os calçadões de
Santiago.
Paseo Ahumada
O Paseo Ahumada é um calçadão comercial, onde
você vai encontrar de tudo, desde casas de câmbio, supermercados e grandes
lojas de departamentos. Caminhada imperdível, mais por experiência
antropológica do que por prazer estético. É a principal rua de comércio do centro desde os tempos coloniais e liga a Plaza
de Armas à Alameda. Caminhe por ali entre famílias de classe média que vêm
trazer os filhos para ver os artistas de rua e fazer compras na Falabella, uma das
poderosas lojas de departamento do país — o El Corte Inglés chileno.
Entre na Calle
Agustinas, repare nos belos exemplares da arquitetura dos anos 20, como o
prédio do Banco de Chile (1925) e o
edifício do ex-Hotel Crillon (1917), símbolo do luxo do passado que hoje virou
mais uma galeria comercial.
Passe pela Prefeitura de Santiago, logo na Plaza de la Constitución. Na superfície, é a praça mais patriótica
da cidade, que recebe a troca da guarda do Palácio de La Moneda, em frente.
Mas, debaixo da terra que está sua melhor história: ali existia um bunker onde o
general Pinochet se refugiava em momentos tensos do governo.
Entre no Paseo Huérfanos, cuja maior atração é a sorveteria Bravissimo,
as barulhentas fuentes de soda, lanchonetes e bares bem populares.
Ou seguir em frente até a Calle Morandé, subir sentido à Companhia de Jesus, onde está o Museo Del Palacio de La Alhambra (estava em restauração).
Onde Comer no Centro de Santiago
Para quem está explorando o Centro Histórico, duas opções tradicionais e excelentes:
Confitería Torres (Alameda)
Restaurante histórico de Santiago, aberto desde o século XIX, com ambiente elegante e pratos clássicos chilenos. Famoso pelo sanduíche Barros Luco.
📍 Alameda Libertador Bernardo O’Higgins, 1570, Centro.
Bar Nacional (Matías Cousiño)
Instituição chilena com mais de 50 anos de história, servindo pratos típicos como cazuela, lomo a lo pobre e empanadas.
📍 Paseo Matías Cousiño 54, Centro.
La Casona del Centro (antigo Las Carnes de Morandé) (atualmente La Casona de Los Parra)
O espaço é uma casa senhorial (casona) patrimonial que pertenceu à família do presidente José Manuel Balmaceda.
Atenção: o espaço passou por várias fases, incluindo Las Carnes de Morandé e breves tentativas sob outros nomes, sendo gerido atualmente pela família Parra.
📍 Calle Morandé, 538, Santiago
Mapa do Roteiro
Leia também:
✨ Postagem anterior: Santiago do Chile | Chile: Roteiro pelo Centro Cívico com La Moneda, Plaza de la Constitución e ruas históricas
✨ Próxima postagem: Santiago do Chile | Chile: Roteiro pela Plaza de Armas com museus coloniais, igrejas e arquitetura histórica
✨ Voltar para a página da série: Roteiro de 8 dias no Chile

0 comentários