Santiago do Chile | Chile: Roteiro pela Plaza de Armas com museus coloniais, igrejas e arquitetura histórica

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Nesta postagem, vou continuar falando sobre o Centro Histórico de Santiago, em continuidade com o roteiro realizado na parte da manhã. A continuação natural do passeio é o museu mais imperdível da cidade, o Museu de Arte Pré-Colombiana.
Museo de Arte Pré-Colombiano é o melhor da cidade e a melhor aula de história sobre o tema.
É um dos principais legados artísticos de todos os povos pré-colombianos da América. 

Ele guarda uma coleção impressionante de peças de arte e utensílios de dezenas de povos indígenas de toda a América Latina, que dominavam o território antes da chegada dos espanhóis.
A ambientação é perfeita, com mapas explicativos e sinalização adequada. São várias esculturas, vasos, obras de arte, utensílios domésticos e materiais em cobre e cerâmicas de 3000 a.C.
Além disso, você vê a diversidade de culturas nativas; as múmias chinchorro, que são 2.000 anos mais antigas do que as egípcias.
3.ª dica | Não perca a Plaza de Armas, o marco zero da cidade.
Plaza das Armas
Na Plaza de Armas tem um escritório de informações turísticas, mas é específico do município de Santiago.
A alma santiaguina circula por esta região. Ainda que seja o lugar mais turístico da cidade, a impressão que se tem é de estar entre eles, ser um deles. É um vai e vem de executivos, estudantes, vendedores ambulantes e artistas alternativos.

Na praça, alguns prédios coloniais, como o Correio Central e a Catedral, com Paseo Puente.
A mais elegante construção da Plaza de Armas é hoje a sede dos Correios. O atual edifício dos
Correios é de 1882, e a repaginação que adicionou o terceiro piso no estilo neoclássico francês é de 1908. No primeiro andar funciona o Museo Postal y Telegráfico.

Ele ocupa o terreno onde Pedro de Valdívia, “El Conquistador de Chile” — Santiago del Nuevo Extremo foi fundada em 1541 pelo espanhol Pedro de Valdívia — mandou erguer sua residência, mais tarde substituída pela Casa de los Gobernadores, no período colonial, e, pós-independência, pela Casa de los Presidentes de Chile. 

Em 1846 é que a sede do governo e residência presidencial foi transferida ao Palacio de La Moneda. 

Na Plaza das Armas também está o Museo Histórico Nacional, com pequena e consistente coleção de objetos, roupas e mobiliário colonial. Mostra o paí­s desde o perí­odo pré-colombiano até o golpe de 73. Gratuito domingo.
Ali também está a Prefeitura de Santiago, que, nos séculos XVI e XVII, funcionou como cabildo 
(edifício administrativo da metrópole espanhola) e presídio.
O prédio atual, sede da Prefeitura de Santiago, de 1895, é uma reconstrução do edifício neoclássico feito em 1790 pelo italiano Toesca, destruído em um incêndio em 1891. Não está aberto ao público.
Imponente mesmo é a Catedral Metropolitana de Santiago, fazendo pose ao lado da modernidade.
É a quinta igreja construída no mesmo local. A primeira estrutura, de adobe, foi queimada pelos índios mapuches; outras duas vieram abaixo nos terremotos de 1647 e 1730.   
                           
A fachada neoclássica atual é de 1789, assinada pelo arquiteto romano Joaquín Toesca, o mesmo do Palacio de La Moneda. As duas torres foram adicionadas em 1800.
Não deixe de entrar pelas imponentes portas de madeira de cedro entalhadas para ver o altar repleto de adornos, a infinidade de lustres e detalhes dourados e as duas naves laterais. 
Repare nas pilastras — suas pedras foram rebocadas e pintadas como imitação de mármore rosado. 
6.ª dica | Museo Casa Colorada, em Santiago. Construção colonial. Mostra a evolução histórica da capital. Gratuito aos domingos. 

Uma quadra a leste fica a Casa Colorada. O nome deste casarão colonial vem da cor dos tijolos na parede do primeiro andar e do estuque vermelho no segundo. É um dos prédios mais bem preservados da cidade. Foi construído em 1779 para servir de residência a don Mateo de Toro y Zambrano, o comerciante todo-poderoso da época. 

Atualmente, abriga o modesto Museo de Santiago: uma coleção que traz cenários do período colonial, maquetes e painéis explicativos sobre a história da cidade.

7.ª dica | Museo de La Merced, em Santiago. Enorme coleção com objetos referentes à Ilha de Páscoa. Gratuito aos domingos.
Siga pela Calle Merced até a Basilica de la Merced, onde também está o Museo de la Merced.

Paseo Estado
 
No domingo, o Paseo Estado (uma rua paralela ao Paseo Ahumada) tem uma feirinha que é uma delícia para um passeio sem compromisso. 
Ela começa lá pelas 11h da manhã e vai até às 20h. Vai ser o melhor (e mais barato) lugar para comprar souvenirs e artesanato típico. 
Vire na Huéfanos para o Teatro Nacional, o epicentro artístico da cidade.

Neste teatro luxuoso por dentro, elegante por fora, a temporada de óperas e concertos vai de abril a novembro. O seu projeto à moda renascentista, de Brunet des Baines, foi concretizado em 1857, com colaboradores do calibre de Charles Garnier, o mesmo da Ópera de Paris. Foi destruído por um incêndio em 1870 e por um terremoto em 1906, mas sempre reconstruído segundo o projeto original. Vale visitar o lugar, ao menos para tomar café no chiquérrimo Tavelli.

8ª dica | Iglesia de San Francisco, de 1586, no centro de Santiago. A construção mais antiga da capital.
Esta igreja já foi considerada o símbolo de Santiago — sua imagem aparecia em praticamente todas as pinturas, ilustrações ou cartões-postais da capital. Trata-se da construção mais antiga da cidade e o único exemplar da arquitetura colonial do século XVI. 

As paredes e arcos de cor creme, feitos de pedras enormes e irregulares empilhadas, dão a impressão de uma caverna transformada em templo. A atmosfera beira o surreal. No altar figura a imagem da Virgen del Socorro, padroeira da cidade. Enterrados no subsolo estão algumas figuras famosas, como a viúva do conquistador Pedro de Valdívia, Marina de Gaete, e o arquiteto Joaquín Toesca, projetista de vários prédios públicos. 

Do lado, tem um importante museu de arte sacra, o Museo de Arte Colonial San Francisco. 
Ocupa o antigo convento anexo à igreja e guarda uma das melhores coleções de pinturas e esculturas do século XVII da América espanhola no país. As salas são ligadas por arcadas toscanas ao redor de um pátio cheio de árvores, jardins e uma fonte. 
A maior joia do acervo são as 54 telas gigantes que retratam com riqueza de detalhes a vida de São Francisco. Na sala Gabriela Mistral estão os fac-símiles da medalha e do diploma de Nobel de Literatura recebidos pela poetisa em 1945. As outras salas trazem a história dos franciscanos no país, com muita arte religiosa e vestimentas eclesiásticas.

9.ª dica | Passear pelo bairro Paris-Londres, o mais charmoso da capital chilena. Ruas de pedras com mansões do século XIX.
Quarteirão Paris-Londres
A região é formada pelo encontro de tão somente duas ruas: a Paris com a Londres.
O pequeno quarteirão “Paris-Londres”: oásis colonial no centro moderno.



Um pedaço da Europa no meio de Santiago. Um pequeno quarteirão, o mais charmoso da cidade. 

Todo de paralelepípedo, com edifícios, mansões e casarões coloniais dos anos 1920, rodeados por alguns bares e restaurantes, junto ao centro antigo, hoje região de albergues e mochileiros.

Onde Comer

Liguria é um lugar incontornável, com decoração irreverente, carta de vinhos e drinques imensa e tradicional deste bar-restaurante, que tem três filiais, todas em Providencia. O maior fica próximo da estação Manuel Montt. É um ótimo lugar para provar os sanduíches (sánguches) chilenos, como o Barros Jarpa (misto-quente) e o Barros Lupo (com rosbife no lugar do presunto), acompanhado de um chope (schopp) ou vinho em taça.

Mapa do Roteiro

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