🗼 Roteiro Clássico pelo Centro de Paris: O Charme do 1º e 2º Arrondissements
O jeito mais fácil, prático e inteligente de desbravar Paris é organizar o seu roteiro, dividindo a cidade pelos seus arrondissements (os bairros/distritos numerados). Para quem quer vivenciar o coração histórico da realeza e o pulsar financeiro da cidade, a combinação geométrica dos 1º e 2º arrondissements/distritos é o ponto de partida perfeito. Esta é a parte mais antiga de Paris e muito apreciada pelos turistas.👑 O 1º Arrondissement: O Coração da Realeza e Elegância
O 1.º arrondissement é o centro geográfico e parte mais antiga de Paris, abrangendo desde a Île de la Cité até à margem direita do Sena. Sendo que foi o primeiro a ser ocupado na Île de la Cité, era o centro da cidade romana de Lutécia (conquistada em 52 a.C.), e depois, mais tarde, já durante a Idade Média, foi ocupada a margem direita.Uma parte significativa do 1º arrondissement pertence ao Museu do Louvre e aos Jardins das Tulherias. O 1.º arrondissement mantém uma atmosfera de elegância da realeza imperial e histórica.
Palácio e Jardim das Tulherias
Palais des Tuileries foi um palácio parisiense, cuja construção começou em 1564 sob o impulso de Catarina de Médici, num local ocupado anteriormente por uma fábrica de telhas (tuiles).
Foi aumentado em reinados sucessivos, dispondo de uma imensa fachada com 266 metros de comprimento.
O ponto de encontro com a família toda é no Jardin des Tuileries. Alguns chegam mais cedo para tomar café da manhã ensolarado, debaixo das árvores do parque; outros chegam na hora marcada, em torno das 11h.
Os jardins históricos no local do antigo Palais des Tuileries são ideais para caminhadas.
Angelina
Place Vendôme

A Place Vendôme é uma das praças mais bonitas e sofisticadas de Paris. Pequena, sem árvores e marcada pela arquitetura homogênea dos prédios, ela é famosa pela coluna central e por abrigar joalherias de luxo e o icônico Hotel Ritz.
Criada em 1699, só ganhou sua vocação joalheira no final do século XIX, quando a Boucheron se instalou ali em 1893, seguida por outras casas de luxo após César Ritz adquirir um imóvel em 1898. Nos anos 1980, a praça perdeu prestígio para a avenida Montaigne, mas voltou a brilhar nos anos 1990 com a pirâmide do Louvre, a loja Colette e o hotel Costes.
A coluna Vendôme, construída em 1810, celebra a vitória de Austerlitz e foi feita com o bronze de 1.200 canhões austríacos e russos.
Apesar de ser um símbolo do luxo parisiense, a praça tem apenas três moradores fixos: um milionário árabe, uma senhora de família tradicional francesa e o cantor Henri Salvador. O restante dos edifícios abriga joalherias, ateliês, o Hotel Ritz, um ministério e escritórios de advocacia.
Palais Royal
Antiga sede real com os jardins calmos e as colunas de Daniel Buren, localizados próximos ao 1.º
Arrondissement de Paris.
Em frente à ala norte do Louvre, o seu famoso pátio (cour d'honneur) é delimitado por colunas.
O Place du Palais-Royal foi bastante ampliado pelo Barão Haussmann, depois da abertura da Rue de Rivoli por Napoleão.
Jardim do Palais Royal
Muito interessante também é o jardim do Palais Royal, que está ao lado do Louvre. Um lugar calmo que contrasta com o burburinho da rue de Rivoli e da rue Saint-Honoré.
| Rue Saint-Honoré |
Desde 1986, a extremidade sul da praça contém as famosas obras de arte, as colunas do artista Daniel Buren.
Saindo do jardim, você vai ver uma das entradas de metrô mais bonitas da cidade. Trata-se de uma das entradas da estação Palais Royal-Musée du Louvre.
Galeria Vérot-Dodat
Passagem coberta de 1826, além do Museu do Louvre e Sainte-Chapelle.
A Galeria Vèrot-Dodat é mais uma dessas passagens cobertas parisienses cheias de charme e de história, que geralmente ficam fora dos roteiros turísticos.
A galeria fica no 1º arrondissement, fazendo ligação entre as ruas Jean-Jacques Rousseau e du Bolois.

Construída em 1826, a galeria leva o nome de seus fundadores, os açougueiros e investidores imobiliários Véro e Dodat, que decidiram abrir essa passagem com espaços para lojas, encurtando o caminho entre o antigo mercado da cidade (Les Halles) e o Palais Royal.
Construída em 1826, a galeria leva o nome de seus fundadores, os açougueiros e investidores imobiliários Véro e Dodat, que decidiram abrir essa passagem com espaços para lojas, encurtando o caminho entre o antigo mercado da cidade (Les Halles) e o Palais Royal.
Restaurada em 1997, a galeria guarda sua arquitetura original — teto com painéis pintados intercalados com vidraças.
💼 O 2º Arrondissement: O Distrito da Bolsa e Passagens Ocultas
O 2º arrondissement, também chamado de Arrondissement de la Bourse, é o menor distrito administrativo de Paris, focado no comércio e em passagens históricas menos exploradas.O 2º arrondissement é resultado do crescimento da cidade no sentido norte, durante os séculos XV e XVI.
As primeiras construções iniciaram no século XIV. O muro da cidade, erigido por Carlos V da França neste tempo, atingia a atual Rue d'Aboukir.
No reinado de Luís XIII da França, a cidade cresceu em área, atingindo no século XVI a fronteira norte do arrondissement, onde atualmente estão os grandes Boulevards.
O 2eme é uma parte de Paris um pouco subestimada, é praticamente desconhecida pelos turistas, mas que tem vários pontos interessantes, incluindo uma torre medieval e um dos melhores mercados abertos da cidade.
Galerie Vivienne e Galerie Colbert
As passagens cobertas são típicas da metade do século XIX, pois protegiam os pedestres da chuva, dos cavalos e das carruagens numa época em que os passeios ainda não existiam.
No jardim do Palais Royal, do lado oposto das Colunas de Daniel Buren, há uma saída para a rue Beaujolais.
Atravesse a rue des Petits-Champs e continue pela rue Vivienne.
Nesta rua, antes de entrar na galeria, veja:
Nº 1 — Loja de Jean-Paul Gaultier, com vitrines refletindo os prédios da rua.
Nº 2 — Brasserie Le Grand Colbert, decoração belíssima, muros de 6 metros, renovada em 1985 e classificada como monumento histórico em 1992.
Ao lado do Gaultier está a entrada da Galerie Vivienne.
Galerie Vivienne
É uma das passagens cobertas mais elegantes de Paris. Construída em 1823, possui três entradas:
- 6 rue Vivienne
- 5 rue de la Banque
- 4 rue des Petits-Champs
Dentro da Galerie Vivienne, visite com calma:
- Loja de brinquedos educativos com dois grandes ursos na entrada
- Restaurante/casa de chá À Priori Thé (excelente para lanche ou prato do dia, especialmente nas mesas externas sob as arcadas)
- Lojas de tapetes
- Papelaria
- Loja de echarpes da América Latina
Galerie Colbert
Fica ao lado da Galerie Vivienne e pertence à Bibliothèque Nationale.
Construída em 1826, destruída e reconstruída em 1980. Abriga o Musée des Arts du Spectacle.
Do corredor da Galerie Colbert, é possível ver o interior da famosa Brasserie Colbert.
Outras fotos e pontos do roteiro
Bia/Bourse: abriga o prédio da Bolsa e a Biblioteca Nacional.
Onde almoçar — Nossa experiência
Almoçamos no Café Paris Halles, no Boulevard de Sébastopol, perto do Centre George Pompidou e da Rue Rivoli, numa rua fechada para carros, ambiente agradável. Tranquilo, pouco movimento. Comida boa (apesar das avaliações). Garçom não muito simpático — normal em Paris.😄
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