Santiago do Chile | Chile: Barrio Brasil e Quinta Normal: museus, praças históricas e cultura chilena
20:501.ª dica | Passeio pelo Mercado Central, em
Santiago. Para quem é de frutos do mar e mariscos que aparecem por lá!
Ao chegarmos à Plaza das Armas, caminhamos até o Mercado
Central, onde estão os
mariscos mais exóticos do mundo. Não é um lugar dos mais charmosos, mas é um passeio curioso. É a típica atração: ame-a ou odeie-a. Se você não
suporta cheiro de peixe, nem vá.
Mas, se quiser conhecer alguns dos mariscos que só aparecem na região do
Chile, não perca! E quem é louco por frutos do mar e quer ficar cara a cara
com a interminável variedade de moluscos e crustáceos que vão às mesas chilenas
vai sair suspirando do Mercado Central, uma imponente estrutura de aço montada
em 1872.
Não considero programa gastronômico, mas vale reservar um tempo para se
sentar em um dos dois restaurantes — La Joya del Pacifico e Donde
Augusto, que ocupam quase todo o hall central do mercado. Solicite um típico
caldillo de congrio de entrada e, como prato principal, uma centola, aquele
caranguejo gigante.
Mas é bom lembrar que o trunfo
do lugar não são os pratos elaborados, mas o frescor do produto.
Por outro lado, se você não aguenta o assédio de garçons disputando os
fregueses à tapa na porta, nem tocadores de bolero ou multidões se acotovelando
nas mesas… a minha dica é: drible os chatos dos garçons arrebanhando turistas e
observe aquele monte de bicho (vivo!) que vai para sua panela, sem fazer cara
de nojo.
Escape dos garçons pegajosos do onipresente Donde Augusto e entre na primeira portinha onde não haja ninguém
agarrando clientes à unha.
Solicite qualquer coisa de mariscos (de preferência
na forma de “paila” ou “chupe”, os ensopados à chilena), ali em pé mesmo nos
minúsculos restaurantes dos corredores laterais — não é muito confortável, mas
leva a vantagem de a conta sair muito barata.
Os frutos do mar são
excepcionais; mas não espere pagar barato pela centolla (caranguejo
chileno gigante).
Caso prefira, coma uma empanada de mariscos ou queijo com camarão;
forre o estômago antes de partir para o melhor museu da cidade.
O Mercado Municipal funciona todos os dias, das 7h às 15h.
Metrô: Puente Cal y Canto.
Estación Mapocho
A antiga estação ferroviária, inaugurada em 1913 e ponto final dos
trens vindos de Valparaíso, foi remodelada em 1994 para virar centro cultural.
A sua silhueta de teto metálico, corpo de alvenaria e arcos de dois
andares é parte da atração.
Dentro, dois restaurantes, um salão de exposições com 17 metros de
altura e uma sala de concertos montada na antiga casa de máquinas recebem
mostras de arte, feiras e shows. Confira a programação no site.
Obras de arte do Metrô Cal y Canto, na Plaza de la Cultura
2.ª dica | Ir ao hermoso Barrio Concha y Toro (não confundir com a vinícola), em Santiago. Bairro com paralelepípedos e casarios coloniais.
Daqui tomamos o metrô Cal y Canto, saltamos na Estação Los Heroes e fomos andando a pé até a Avenida Brasil. Aqui está o Bairro Brasil/Concha y Toro.
Barrio Brasil
Este bairro histórico está cheio de mansões, com
fachadas que vão do neoclássico à art déco. Ruas de paralelepípedos e um
casario antigo iluminado por arandelas de luz amarela.
É a melhor lembrança que
levamos de Santiago. Bom para passear sem rumo.
Concha y Toro
Um conjunto de sobrados de fachadas neoclássicas e góticas, dispostos
ao redor de uma charmosa pracinha.
Declarado monumento histórico nacional em 1989, o bairro começou com um
palácio mourisco de
3.500 m², morada de Enrique Concha y Toro, irmão
caçula de Don Melchor, o fundador da famosa vinícola.
Com a morte de Enrique em 1922, sua mulher, Tereza Cazotte, resolveu
lotear os jardins ao redor da casa para amigos e empresários das minas, que
contrataram os arquitetos mais renomados da época para construir suas mansões.
Fica próxima do cruzamento das avenidas Brasil e Libertador Bernardo
O'Higgins, entre as estações de metrô República e Los Heróes.
Concha Palácio
Construído em 1920, localizado em Erasmo Escala com Concha y Toro — o portal do Barrio Concha y Toro.
Café Tales Restaurante
O sobrado tem uma varanda muito agradável no segundo andar, com mesinhas que dão para o charmoso bairro Concha y Toro. A decoração dos salões lembra a de uma casa, com sofás, estantes e vasos de plantas.
O menu do almoço é preço fixo e inclui torradas e patê de abacate, salada pequena, prato principal, sobremesa, suco natural e café. Há bebidas inusitadas, como a soda italiana, com xarope de framboesa, e o chá gelado com xarope de amora.
3.ª dica | Plaza Brasil, no bairro Concha y Toro, em
Santiago. Abriga 22 esculturas da artista Federica Matta.
Plaza Brasil
Parece praça de cidade do interior, com senhores de boina sentados no
banco, universitários conversando deitados na grama, e meninas mais novas, de
uniforme colegial, caminhando com suas pastas debaixo do braço.
E, no meio de tudo isso, 22 esculturas-brinquedos multicoloridas,
assinadas pela artista Federica Matta, filha do pintor chileno Roberto Matta.
Este ex-convento, erguido de 1873 a 1906 pelo italiano Eusebio Chelli,
ficou famoso por refugiar mães solteiras da aristocracia e socialites com “distúrbios psiquiátricos”.
A sua mais ilustre moradora foi a escritora Teresa Wilms Montt, que fugiu
dali com um dos principais poetas da época, Vicente Huidobro, para Buenos Aires.
Um escândalo na alta sociedade santiaguina. Visitação gratuita.
Museo Ferroviario
Por entre
jardins e recantos tranquilos do Parque Quinta Normal, espalham-se 16 trens a
vapor preservados, desde uma locomotiva Rogers de 1893 até um vagão
presidencial do início do século XX.
A estrela deste museu ao ar livre é a lendária locomotora transandina,
que atravessava a Cordilheira e ligava Chile e Argentina, via Mendoza, entre
1911 e 1971.
É possível embarcar em dois trens e assistir a documentários nos vagões, além de visitar a réplica de uma estação ferroviária antiga.
4ª dica | Museo Nacional de Historia Natural,
em Santiago. Não perca o enorme esqueleto de baleia na entrada. Grátis domingo.
Museo de Historia Natural
Um esqueleto imenso de baleia azul no hall de entrada recepciona os
visitantes. O museu tem coleções notáveis de borboletas, insetos, fósseis,
meteoritos e moluscos.
Numa das salas mais novas, discute-se o impacto humano no arquipélago de
Juan Fernández, onde estaria a Ilha de Robinson Crusoé. Outro destaque são os
vestígios de culturas indígenas nativas, como os rapanuis da Ilha de Páscoa,
com seus impressionantes moais (estátuas de pedra gigantes).
Tinha muito mais coisas para ver, mas não deu tempo e também estávamos muito cansados. O mapa deste roteiro não foi alterado. Caso alguém queira incluí-los em seu roteiro, são: Biblioteca de Santiago, Museo de Ciencia y Tecnología, Centro Cultural Matucana 100 e Estación Central.
A cidade de Santiago é muito linda e tem muita coisa para ver.
Mapa do Roteiro
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