Hanói | Vietnã : Roteiro de um dia no Old Quarter, Passeio de Riquixá e Lago Hoàm Kiếm
16:08Roteiro do 2º dia em Hanói: Old Quarter, Passeio de Riquixá e Lago Hoàm Kiếm
Saímos do Quartier Francês para entrar no burburinho caótico do Old Quarter. O Old Quarter, com suas ruelas estreitas — só rivalizado por Hoi An — com nomes de antigos ofícios e casas tubulares, pulsa de vida; e os lagos e templos centenários.
Dos museus que contam as páginas mais marcantes da história vietnamita, da cena cultural dos cafés tradicionais sempre animados e de mercados vibrantes que nos seduzem com cores, cheiros e sons intensos.
Some-se a isto uma das gastronomias mais deliciosas do mundo — rica, fresca e incrivelmente aromática.
Visitar Hanói é também partir à descoberta de lagos serenos como o Hoan Kiem, de templos que oferecem momentos de serenidade em meio ao trânsito frenético das motos e pagodes centenários envoltos numa aura mística.
É justamente essa autenticidade — vibrante, social e cheia de histórias — que conquista quem se permite olhar além do trânsito e das primeiras impressões.
E nada melhor do que vivenciar esta experiência sentado em um riquixá. Por isso, reservamos um passeio pelo bairro antigo, que reúne uma série de atrações interessantes, dando para sentir como é estar no meio daquele trânsito caótico de motos, carros e pedestres.
1. Passeio de Riquixá (Rickshaw) — O tradicional meio de transporte popular na Ásia
Ao longo da história, este veículo movido à força humana foi bastante utilizado em países da Ásia. Entre eles estão Índia, Japão e China, nações onde o famoso riquixá auxiliava as pessoas a fazerem viagens curtas e se locomoverem pela cidade.Atualmente, esse meio de transporte ganhou novas versões com a modernidade.
Basta caminhar uns quarteirões para entrar noutra Hanói. Embrenhar-se pelo emaranhado de ruelas estreitas da zona histórica e comercial da velha capital é uma viagem no tempo.
História viva: cada rua tinha outrora o nome do ofício predominante, como seda, ourivesaria, papel ou especiarias. Hoje, a lógica comercial já não é tão rígida, mas o ambiente mantém-se deliciosamente caótico e autêntico.
Arquitetura e cotidiano: as ruas mudam a cada hora do dia, obedecendo a um ritual próprio. Destacam-se o bulício das lojas nas tube houses (estreitas, altas e coloridas), a destreza dos vendedores ambulantes com cestos em varas de bambu e os vendedores de rua que montam bancas em qualquer pedaço de passeio livre de motos.
3. 🛍️ Onde Comprar & Mercados
O bairro antigo é um banquete para os sentidos e o destino ideal para os shopaholics:
Mercado de Dong Xuan: é o maior mercado de Hanói. Um espaço colossal onde irá encontrar literalmente de tudo, desde roupa e acessórios contrafeitos a souvenirs, animais e street food.

Night Market: realiza-se no fim de semana e estende-se por algumas das ruas do Old Quarter, como a Hang Dao e a Dong Xuan.

4. 🍜 Gastronomia Local
O Bairro Antigo oferece uma mistura rica de experiências culturais e culinárias:
Bun Cha: uma especialidade vietnamita imperdível com raízes profundas na história de Hanói. Consiste em carne de porco grelhada, servida com macarrão de arroz, ervas e um molho para mergulhar. Pode ser apreciado em vários restaurantes locais.


A poucos passos ao sul do Bairro Antigo, encontra-se o quadro cênico mais emblemático de Hanói. Este oásis de paz convida a um passeio tranquilo, quer sob a luz suave da manhã, quer ao cair da noite com os reflexos da iluminação noturna.
Tenho a impressão de que os vietnamitas comem o dia inteiro, e isso faz da rua um enorme restaurante ao ar livre. São tantos cheiros bons e tantas opções que você fica realmente atordoado, e as barracas que vendem comida de rua são extremamente baratas.
5.🌳 Lago Hoàn Kiếm (“Lago da Espada Restituída”)

A poucos passos ao sul do Bairro Antigo, encontra-se o quadro cênico mais emblemático de Hanói. Este oásis de paz convida a um passeio tranquilo, quer sob a luz suave da manhã, quer ao cair da noite com os reflexos da iluminação noturna.

A Lenda da Espada: o lago está imerso em história. Segundo a tradição, o imperador Lê Lợi recebeu uma espada mágica para derrotar as forças chinesas. Ao regressar triunfante, uma tartaruga gigante dourada surgiu das águas para reclamar a espada e devolvê-la ao Deus Tartaruga. O lago ainda hoje está associado à antiga Tartaruga Tataravô.
Marcos Arquitetônicos: a torre da Tartaruga (Tháp Rùa) é uma estrutura centenária localizada no meio do lago que relembra eternamente o episódio mítico.
Ponte Thê Húc: uma vibrante ponte pintada de vermelho vivo que contrasta com o espelho de água verde.
Templo da Montanha de Jade (Đền Ngọc Sơn): localizado no fim da ponte, é um dos espaços espirituais confucianos mais acarinhados pelos locais.

Se tiver interesse (e estômago), uns escassos quarteirões separam-no da prisão-museu de Hoa Lo.
Marcos Arquitetônicos: a torre da Tartaruga (Tháp Rùa) é uma estrutura centenária localizada no meio do lago que relembra eternamente o episódio mítico.
Ponte Thê Húc: uma vibrante ponte pintada de vermelho vivo que contrasta com o espelho de água verde.
Templo da Montanha de Jade (Đền Ngọc Sơn): localizado no fim da ponte, é um dos espaços espirituais confucianos mais acarinhados pelos locais.
6. Prisão-Museu Hoa Lo

Se tiver interesse (e estômago), uns escassos quarteirões separam-no da prisão-museu de Hoa Lo.
É um registro completamente distinto deste roteiro para visitar Hanói, mas importante para perceber a resiliência vietnamita e a profundidade das cicatrizes deixadas por décadas de conflito.
Construída pelos franceses no final do século XIX, destinava-se a deter prisioneiros políticos vietnamitas que se opunham firmemente à ocupação colonial e, mais tarde, durante a Guerra do Vietnã, foi utilizada para encarcerar os soldados norte-americanos capturados, que ironicamente a apelidaram de “Hanoi Hilton”. Fotografias, relatos e objetos contextualizam poderosamente as condições duríssimas e a opressão vivida dentro destas paredes.
Construída pelos franceses no final do século XIX, destinava-se a deter prisioneiros políticos vietnamitas que se opunham firmemente à ocupação colonial e, mais tarde, durante a Guerra do Vietnã, foi utilizada para encarcerar os soldados norte-americanos capturados, que ironicamente a apelidaram de “Hanoi Hilton”. Fotografias, relatos e objetos contextualizam poderosamente as condições duríssimas e a opressão vivida dentro destas paredes.
Assim, fechamos o nosso segundo dia de visita à cidade de Hanói. Na próxima postagem, vamos mostrar a deslumbrante Ha Long Bay. Aguardem!
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