Praias do Sul | Rio Grande do Norte: guia das melhores praias entre Natal e Baía Formosa

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A partir de Natal, ir descobrindo o litoral sul do Rio Grande do Norte é uma das viagens rodoviárias mais marcantes do Nordeste.
O percurso completo soma cerca de 160 km de praias paradisíacas e, embora dê para percorrer o asfalto em poucas horas, o ideal é dividir o passeio em dois ou três dias. Para aproveitar ao máximo, vale a pena pernoitar na Barra de Tabatinga e reservar um tempo extra para a Praia da Pipa, um reduto vibrante que combina alta gastronomia, falésias exuberantes e um agito noturno comparável ao de Búzios.
A aventura começa logo na saída de Natal pela icônica Via Costeira, um corredor panorâmico cercado por dunas, vegetação nativa e hotéis de alto padrão. Veja abaixo o roteiro atualizado das paradas obrigatórias ao longo deste paraíso potiguar:

1. Praia do Cotovelo (Parnamirim)
O que esperar: mar calmo, dunas de areia branca, coqueirais e imponentes falésias avermelhadas. O ambiente é muito tranquilo e ideal para banho.
Estrutura: dispõe de excelentes quiosques à beira-mar e estacionamento estruturado.
Destaque: Daqui é possível avistar a histórica Barreira do Inferno, a base de lançamento de foguetes da Força Aérea Brasileira. O reflexo do sol nas falésias vermelhas cria um visual impressionante.
2. Pirangi (norte e sul)
Este trecho do litoral potiguar reúne nove praias, divididas em três municípios: Parnamirim, São José de Mipibu e Nísia Floresta. A maioria delas é calma, com piscinas naturais e olhos d'água brotando na areia branca. Mas quem gosta do surfe também encontra boas ondas.

O que separar: o Rio Pirangi divide a região. Do lado norte fica a badalação; do lado sul, o sossego e a fama de servir um dos melhores camarões do estado.
O Gigante da Natureza: é em Pirangi do Norte que fica o Cajueiro de Pirangi, reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo. Devido às anomalias genéticas, seus galhos crescem para os lados e criam novas raízes ao tocar o chão, cobrindo uma área monumental de aproximadamente 8.500 m² (equivalente a um campo de futebol).  
Passeios locais: a infraestrutura do cajueiro conta com passarelas suspensas, mirante e lojas de artesanato. Da praia, saem passeios de barco de duas horas rumo aos parrachos e piscinas naturais da região.
3. Barra de Tabatinga (Nísia Floresta)
O que esperar: uma barreira natural de corais protege a orla, criando uma paisagem desenhada por falésias e dunas.
Destaque dos golfinhos: na maré alta, é muito comum observar golfinhos nadando perto da costa. A melhor vista fica no Mirante dos Golfinhos, ponto estratégico na estrada que conta com restaurante e banheiros.
Cultura local: aproveite para conhecer as rendeiras locais, que confeccionam o tradicional artesanato em renda de bilros na calçada de suas casas.

4. Tibau do Sul e Praia do Madeiro
A Rota e as Balsas: antigamente, a única opção para carros era retornar à rodovia BR-101. Atualmente, embora a BR-101 continue sendo uma rota expressa e segura para Tibau do Sul, também existem balsas para veículos que cruzam a Lagoa de Guaraíras. Elas conectam pontos como Malembá e Tibau do Sul, facilitando o trajeto para carros convencionais e veículos 4×4.
Ambiente: a Praia de Tibau do Sul exibe o encontro das águas da Lagoa de Guaraíras com o mar aberto, sendo perfeita para quem viaja em família pelas águas mansas.
Praia do Madeiro: acessada por escadarias rústicas entre as falésias, exibe uma natureza selvagem fascinante. Juntamente com a Praia do Curral, forma a famosa Enseada dos Golfinhos, um dos melhores pontos do estado para longas caminhadas e banhos tranquilos.
 
5. Praia da Pipa
O que esperar: o destino mais cosmopolita e famoso do litoral sul potiguar. Falésias coloridas, golfinhos na Baía dos Golfinhos e dunas imensas compõem o cenário.
O visual: o natural Mirante do Chapadão é uma parada obrigatória para fotografar o paredão avermelhado contra o mar esmeralda. Para os surfistas, as praias da região chegam a registrar ondas excelentes.
Noite Potiguar: a vila de Pipa é famosa por sua vida noturna efervescente. A principal avenida concentra hotéis boutique, hostels descolados, bares com música ao vivo e restaurantes de padrão internacional. Se o seu objetivo for descansar e fugir do agito jovem, evite feriados prolongados.
Curiosidade: o nome “pipa” deve-se ao fato de que os portugueses, ao passar de navio pelas proximidades, avistaram uma pedra que lembrava o formato de uma pipa. Pipa, em Portugal, era (ou é) a denominação de barril, e esta pedra lembra um barril de vinho.
 

6. Baía Formosa
 
O que esperar: quase na divisa com a Paraíba, esta charmosa vila mantém viva a essência dos pescadores tradicionais.
Reserva da Mata Estrela: abriga o maior santuário remanescente de Mata Atlântica do estado.
Lagoa da Coca-Cola: ocupando o coração da reserva, a Lagoa de Araraquara ganhou fama turística pelo apelido de Lagoa da Coca-Cola. A coloração escura de suas águas é um fenômeno natural gerado pela alta concentração de ferro, iodo e pela pigmentação das raízes da vegetação nativa. O acesso até ela preserva o aspecto selvagem e exige passeios guiados de buggy ou caminhadas ecológicas estruturadas por meio das trilhas da mata.

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