Vilnius é a capital da Lituânia, um pequeno país do extremo leste europeu. Junto da Letônia e Estônia, eles formam os Países Bálticos.
Quem viaja para os Países Bálticos muitas vezes tem Vilnius, na Lituânia, como porta de entrada.
Vilnius é provavelmente uma das capitais menos conhecidas e visitadas da União Europeia. Uma pena, porque ali você encontra uma bela combinação de história, arte de rua, cultura e custo/benefício.
Falar de Vilnius não é tarefa fácil. A capital da Lituânia transpira história e arte, estórias e lendas, cultura e romantismo, tolerância e abertura. Se as pedras da calçada das suas ruelas medievais falassem, ficaríamos espantados com a miríade de narrativas de sofrimento e de triunfo. Se as paredes das casas se transformassem em telas, veríamos a força e perseverança deste povo batalhador.
Falando rapidamente da história recente deles, a Lituânia foi anexada à antiga União Soviética em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial em um acordo entre os alemães e soviéticos. Apenas em 1990, com a queda da União Soviética que a Lituânia e os países vizinhos que faziam parte do bloco socialista ganharam a sua independência. Por conta disso, é fortíssima a influência russa tanto na Lituânia, como em toda essa região.
A capital Vilnius é a cidade mais populosa do país, mas conta com apenas 600 mil habitantes, para você ver como é uma cidade pequena.
Vilnius fica no vale Rio Neris, cercada por muitas colinas verdes e montes. É uma das cidades mais verdes que já visitei nesta parte do mundo.
A cidade é a menor das três capitais dessa região, mas ainda assim merece pelo menos dois dias da sua atenção, ou mais, caso você queira fazer bate-voltas de lá para outras cidades e passeios pelo interior da Lituânia.
Nesse texto, como vocês vão notar, montamos um guia completo do que fazer em Vilnius, incluindo um roteiro de dois dias ou mais, com dicas de onde comer, onde ficar, quanto custa e outras sugestões. Nesta postagem conto para vocês exatamente onde ficar em Vilnius, explicando quais as melhores regiões da cidade para sua hospedagem e também dando dicas de hotéis legais para todos os estilos de viajantes.
Dá para fazer em um só dia, mas será necessário eliminar alguns passeios ou correr um pouco mais.
Se você souber escolher onde se hospedar, por conta do tamanho, dá para fazer tudo a pé em Vilnius.
Já em dois dias dá para ver quase tudo na cidade e se vai passar mais que o par de dias pela capital da Lituânia ou se sobrou tempo na cidade, ainda há coisas para ver em Vilnius, no caso, recomendamos uma visita bate-volta ao Castelo de Trakai, uma popular estância de férias lituana rodeada de florestas, colinas e lagos, situada a somente 28 km de Vilnius.
Como chegar
Não existem voos diretos do Brasil para a Vilnius, mas chegar até lá é fácil fazendo conexão em qualquer grande cidade Europa que receba voos do Brasil. Nós voamos de Lisboa para Varsóvia, na Polônia.
Visto
Brasileiros não precisam de visto para entrar na Lituânia, o país faz parte da União Europeia e sendo um país Schengen, o visto de entrada vale para a visitar o país e os países membros por 90 dias.
Quanto custa
Vilnius é uma cidade bem barata, algo que me surpreendeu muito. Dá para se divertir muito sem gastar rios de dinheiro.
Minha viagem, que teve um estilo econômico/confortável, custou cerca de 45 euros por pessoa/dia:
Foram 70 € por três noites num estúdio para duas pessoas (€12,50 por noite)
Some ainda cerca de 25 € por dia (por pessoa) com alimentação em restaurantes legais, passeios, cervejinhas e pequenas contas; e 7 €do ônibus que nos levou para Riga. Não usamos transporte público na cidade.
Diria que um mochileiro conseguiria sim diminuir os custos no nível de 35 a 40 € por dia. Uma viagem mais confortável, num hotel 3 ou 4 estrelas, ficaria em torno de 60 € por dia ou mais, afinal há restaurantes mais sofisticados na cidade.
Quando ir
Dá para visitar em qualquer época do ano, mas eu evitaria o inverno. As temperaturas médias em Vilnius variam drasticamente.
O inverno é gelado e os meses de verão podem ser bastante quentes. Em nossa opinião os melhores meses para visitar são maio/junho e setembro/outubro. Julho e agosto são os meses mais quentes e os preços do alojamento são muito mais elevados. Para quem gosta de ver cidades pintadas de branco recomendamos visita em dezembro. Dessa forma podem ver neve com fartura e ao mesmo tempo desfrutar dos coloridos e animados mercados de Natal da capital lituana.
Como se locomover
A melhor forma de andar por Vilnius é a pé, mas se você precisar, o táxi é barato. O Uber também funciona super bem e é ainda mais barato que o táxi.
Caso você se canse, existe a opção dos patinetes da Bolt ou os próprios carros (é só baixar o app).
Quantos dias
Considere pelo menos dois dias inteiros, ou seja, descontando o dia da chegada e o da partida. Acredito que Vilnius é a cidade ideal para começar seu roteiro por Estônia, Letônia e Lituânia, porque é menor e mais compacta que as outras capitais. Fiquei três noites e tive dois dias e meio de passeio, o que foi suficiente para aproveitar a cidade.
Roteiro 1º dia
Old Town
O nosso roteiro de Vilnius começa na Old Town ou Cidade Velha, mais especificamente na Pilies gatvé ou Rua Pilies, a mais antiga e animada rua pedonal de Vilnius.
Mesmo não existindo mais resquícios dessa muralha original, a Old Town de Vilnius é cheia de ruazinhas estreitas e casas antigas, semelhante a maioria das outras cidades velhas.
Não menos encantadoras são as ruelas empedradas que ramificam a partir da Rua Pilies. Siga por ela, que por si só é uma atração. Percorrer esta rua colorida é sentir a Cidade Velha no seu mais autêntico espírito.
A rua distingue-se pela sua variedade arquitetônica desde o gótico no nº 12 ao renascentista, passando pelo barroco.
Na Idade Média esta era a artéria principal da cidade, que conectava o castelo e muralhas ao resto da vila, com a Polônia e a Rússia.
Calcorrear estas calejas da Cidade Velha convida-nos a espreitar para os pátios das casas, a pasmar com inúmeras obras de arte espalhadas pela cidade, a sentar numa pequena esplanada dos seus muitos “kava”.
O programa na Old Town é explorar cada cantinho, cada ruela e nem preciso dizer que o lugar está cheio de bons restaurantes, vale muito almoçar por ali antes de seguir o passeio.
Praça Konstantino
Siga em direção à Praça Konstantino, aos pés da Igreja Ortodoxa St. Paraskeva’s é uma igreja ortodoxa neo-bizantina inaugurada em 1345, mas que só foi exercer seu papel religioso em 1991, com o fim da URSS.
Isso porque era usada como mercado de peixe durante a Idade Média, e depois passou a sofrer vários incêndios e ataques durante as guerras da história da Lituânia, então sempre estava em restauração.
Foi aberta como museu sobre o ateísmo durante o período soviético, e atualmente é aberta para fins de culto, além de ter em sua frente várias barraquinhas de artesanato bem interessantes.
Horário de funcionamento: todos os dias, de 12h às 18h.
Praça Daukanto
No caminho, faça um desvio até a Praça Daukanto, para dar uma olhada no imponente complexo da Universidade de Vilnius, uma das mais antigas da Europa do Leste e o Palácio Presidencial, a residência oficial do Presidente da Lituânia.
Os seus edifícios são uma mescla dos estilos: gótico, barroco e clássico dado que foram sendo construídos ao longo dos séculos. A torre sineira que ladeia a barroca Igreja de São João Baptista e São João Evangelista, é o mais alto edifício da Cidade Velha.
Depois dessas paradas, regressando à gatvė Pilies, sigam até o Amber Museum-Gallery. Viajar pelos Países Bálticos significa encontrar inúmeras lojas que vendem peças de âmbar. Esse museu gratuito conta mais sobre a resina fóssil. Eles tem também peças para vender. Eu comprei um lindo quadro feito com micro pedras de âmbar retratando a cidade de Vilnius.
Literatų gatvė
Dali siga para a Literatų gatvė ou Rua Literária, uma ruazinha com muitas peças de arte e fotos de artistas penduradas nas paredes. Na verdade ela tem esse nome em honra a um poeta, Adam Mickiewicz, que viveu ali. Em 2008, um grupo de artistas resolveu decorar toda a rua com temas relacionados à literatura – e lá estão até hoje.
Church St. Anne
Andando de viela em viela continuem o roteiro de Vilnius visitando a Church St. Anne ou Igreja de Santa Ana, uma obra-prima do gótico, com sua fachada de tijolinhos vermelhos e à sua torre sineira do séc. XIX.
O templo de St. Anne and Church of St. Francis and St. Bernard tem cerca de 500 anos e sobreviveu às diversas invasões à cidade.
A Igreja de Santa Anna e São Francisco de Assis estão lado a lado, sendo que a Igreja de Santa Anna foi construída no século XV, em homenagem à Anna, duquesa da Lituânia e esposa do Duque Vytautas.
São as igrejas mais bonitas de Vilnius, enormes e de estilo gótico. A igreja tem entrada gratuita.Vale muito a visita, e certamente uma foto!
Conta a lenda que Napoleão, fascinado pela beleza da pequena igreja, quis levá-la para Paris na palma da mão.😂
Church of St. Francis and St. Bernard
Quando da ocupação soviética foi transformada em armazém. Os sinais de abandono e degradação estão à vista. Mas, é de salientar o mérito e o esforço que a Lituânia empreende na reconstrução dos seus monumentos. Vale muito uma passadinha, entrar não paga nada.
Orthodox Cathedral of the Theotokos
O edifício atual da Orthodox Cathedral of the Theotokos ou Igreja da Santa Mãe de Deus, agora ortodoxa, é do séc. XIX apesar ter mais de seis séculos de história.
República de Uzupis
Por fim, seguindo pela margem do pequeno Rio Vilnia, que mais se parece com um riacho. Ainda à margem do rio, a gente chega a um ponto muito, mas muito curioso de Vilnius. Atravessando a pequena Uzupis Bridge entramos na autodeclarada República Independente de Uzupio.
A República de Uzupis – o nome significa atrás do rio – um bairro de Vilnius que se proclama uma república independente.
Comparável a Montmartre de Paris ou a Christiania de Copenhague, Užupis é uma república de artistas com um hino, bandeira, moeda, constituição e presidente, próprios.
Historicamente, este era o bairro costumava ser a área mais pobre, com a reputação de local mais perigoso, de má vida e violento da cidade de Vilnius. Nas últimas décadas, com a independência da Lituânia, em 1991, por questões econômicas, jovens artistas e boêmios fixaram residência em Užupis.
O bairro se declarou uma “res publica”, declarada comunidade livre e independente em 1997-1998, criando uma comunidade criativa, com sua própria constituição, hino, tendo até representação diplomática em alguns países, um presidente e bispo.
Falemos agora dos pontos altos deste bairro tão sui-generis.
Quando entramos no bairro, logo damos de cara com um dos símbolos deste bairro: a Sereia de Užupis.
A escultura de bronze Užupis Mermaid, também conhecida como a menina Užupis, foi criada em 2002 pelo escultor Romas Vilčiauskas. Ele fica em um nicho na margem do rio Vilnelė, do outro lado do rio do renomado Užupis Cafe. Quer você passe pela Ponte Užupis ou esteja curtindo a água que corre sob ela, certamente notará a sereia. A escultura, com seu cabelo esvoaçante, rabo e olhar pensativo seguindo cada pessoa, é pequena, simples e ainda assim tão especial.
O quartel-general das autoridades situa-se, espantem-se, no Café Užupio kavinė. Não será muito difícil cruzarem-se com o Presidente por lá!
Se você quiser, pode até ganhar um carimbo no passaporte. Não ganhei porque tenho cidadania portuguesas e viajo com o cartão do cidadão aqui pela Europa, mas dizem que é difícil conseguir um visto, porque o oficial da imigração vive dormindo😄.
Por lá, não deixe de ver o muro onde está a Constituição da República de Uzupis em diversos idiomas. Como dissemos acima, a ideia foi tão bem aceita e planejada que a República Independente de Uzupio tem até Constituição, acredita? Ela fica bem a mostra em um dos muros do bairro.
As placas estão em diversos idiomas e um ponto diz que “todo mundo tem o direito de ser amado. E que todo mundo também tem o direito de não ser amado”.
Anota os principais artigos para não dar bola fora:
Todos têm o direito de morrer, mas isso não é uma obrigação.
Um cachorro tem o direito de ser um cachorro.
Um gato não é obrigado a amar seu dono, mas deve ajudá-lo quando precisar.
Todos têm o direito de ter fé.
Todo mundo tem o direito de ser feliz.
Ninguém tem direito à violência.
Não derrote.
Não se renda.
Seguindo pela Avenida Principal nos deparamos com Angel of Užupis ou Praça do Anjo., o Uzupis Art Incubator e o Beco da Gratidão.
O Anjo de Užupis fica em um pedestal de 8,5 metros tocando sua buzina e anunciando o renascimento e a liberdade artística do distrito de Užupis para o mundo. O Anjo de Užupis foi criado para homenagear o patrono do distrito de Užupis, Zenonas Šteinys. Quando o escultor Romas Vilčiauskas não conseguiu terminar a escultura a tempo para a cerimônia de inauguração, um ovo foi colocado em seu lugar e a comunidade foi informada de que o Anjo de Užupis logo eclodiria.
O dia da independência acontece no 01 de Abril, e não é mentira. Claro que eles levam tudo isso no bom humor e logicamente que a Lituânia não reconhece esse “país”.
Andar por Uzipio é bacana, mesmo com uma dezenas de casas antigas mal conservadas e empoeiradas, a gente encontra lugares fofos como o Beco da Gratidão. Você pode escrever mensagens de gratidão e pendurar pelo beco.
Ali podemos visitar o Uzupis Art Incubator com diversas obras de artistas locais.
Bernardine Garden
Saindo dali, volte para a Lituânia😂 e você pode dar uma volta pelo Bernardine Garden, jardins que ficam logo atrás da colina de Gediminas.
É um parque bem bonito e se você animar, vale subir até o Three Crosses ou Morro das Três Cruzes, um morro bem no meio de Vilnius com um monumento com três cruzes que fica no alto de uma colina, com uma vista linda de toda a cidade.
O Monte das Três Cruzes é um mirante que abriga três cruzes brancas enormes, e reza a lenda que foram construídas em memorial ao martírio de três frades franciscanos de 1400.
As cruzes foram destruídas durante o Império Russo, mas reconstruídas e consideradas um amuleto de proteção de Vilnius. O monumento é muito bem cuidado e a vista que temos de seu topo é surreal, mas a subida é muuuito cansativa!
São mais de 300 degraus e a subida é bem íngreme, então pense duas vezes antes de arriscar a trilha, porque não é brincadeira. Quem está de carro dá para chegar até quase o topo.
Roteiro 2º dia
Comece o dia no Museu da KGB, ou melhor, Museu das Ocupações e Luta pela Liberdade. Naquele que foi outrora o quartel-general da KGB, quando da longa ocupação soviética, encontram-se hoje os documentos, relatos e fotos dum dos períodos mais negros vividos por este povo entre 1940 e 1990. O espaço não é muito grande, conta com dois andares de exposição e o subsolo da antiga prisão da KGB, o serviço secreto da URSS.
Um resumo da história
A Alemanha Nazista e a União Soviética assinaram secretamente um pacto de não-agressão, chamado Molotov–Ribbentrop, em 1939. Dentre os termos desse pacto estava a divisão de alguns territórios entre esses países, incluindo a região dos Bálticos. Assim, os soviéticos anexaram Estônia, Letônia e Lituânia. Até que, em 1941, a Alemanha Nazista quebrou o pacto e invadiu esses países, que depois da guerra voltaram a ser anexados pela URSS. Milhares de pessoas morreram e os três bálticos só se tornaram independentes em 1990/91.
A visita ao museu conta os detalhes dessa história, dos grupos de guerrilha que se organizaram para lutar pela independência, e também sobre espionagem, tortura entre outras coisas.
Nas pedras exteriores estão gravados os nomes dos resistentes que pereceram sob a tortura das forças ocupantes.
Horário de Funcionamento: de quarta a sábado das 10h às 18h, e domingo das 10h às 17h.
Preço: 6 €.
Avenida Gediminas ou Gedimino prospektas
Continuamos o nosso roteiro de Vilnius com a exploração da zona mais moderna e apalaçada da cidade. Do museu, siga pela Avenida Gediminas ou Gedimino prospektas. Esta avenida apresenta uma grande variedade arquitetônica. Você passará por prédios históricos lindos, dos séculos XIX e XX.
Lithuanian National Opera and Ballet Theatre
Não deixem de visitar o impressionante Teatro Nacional do Drama da Lituânia, adornado com a icônica escultura “Feast of Muses”.
Praça da Catedral ou Cathedral Square
Na Praça da Catedral ou Cathedral Square é outro ponto de partida para conhecer Vilnius. Naquele espaço ficam a Basílica da Catedral, um templo enorme e todo branco, que mais se parece com um palácio, a Torre do Sino e o Palácio dos Duques da Lituânia. A praça central da cidade desde o século XIII, apesar dos prédios ali serem bem mais novos, do século XVIII, incluindo o edifício da prefeitura em si, que hoje também funciona como Centro de Exposições.
As primeiras honras vão exatamente para o edifício que dá nome à praça, a Catedral de São Stanislav e São Vladislav é o mais importante centro de culto católico de toda a Lituânia.
Muitas das figuras proeminentes da história deste país encontram-se sepultados sob as abóbadas desta imponente edificação.
Horário de funcionamento: 7h às 18h. Aos domingos: 7h às 19h. Entrada gratuita.
Obs.: Os grupos de turistas estão terminantemente proibidos de visitar a Catedral durante a missa!
Defronte da catedral situa-se a Torre Sineira ou Torre do Sino, com os seus 57 metros de altura que espelham vários estilos arquitetônicos, desde o pé medieval à cúpula em estilo semi-barroco e semi-clássico, em harmonia.
No século XVII foi instalado um relógio com a particularidade de não ter ponteiro dos minutos e que todos os 15 minutos soa o sino. Durante séculos, era preciso transpor 92 degraus para dar corda ao mecanismo, hoje tudo foi automatizado.
Dentro dela funcionam um minimuseu da torre e um mirante. O museu tem umas caixas de madeira com fones de ouvido espalhadas pelos andares, onde se ouvem áudios antigos e atuais contando a história da torre. Tem também algumas estações com telas e joysticks que controlam as câmeras que ficam no topo da torre.
Você pode ouvir os sinos do campanário da Catedral de Vilnius todos os dias às 17h.
Preço: Campanário - 6 € (com desconto - 4 €)
Para informações atualizadas sobre as visitas consulte no site: https://bpmuziejus.lt/lt/
Mosaico “Mágico”
Continuando a visita ao coração histórico de Vilnius, nada como seguir uma das tradições desta cidade gótica. Descobrir o mosaico “mágico” onde começou a corrente humana de 595 km que ligou Vilnius, Riga e Tallin com o propósito de dar voz aos desejos de independências dos três países do Báltico.
A palavra Stebuklas, em lituano "Milagre", está num mosaico do chão frente à Catedral de Vilnius, e marca o local onde começava a Cadeia Báltica.
Designa-se por Cadeia Báltica o evento ocorrido em 23 de Agosto de 1989 nos três países bálticos - à data ainda repúblicas soviéticas - quando aproximadamente dois milhões de pessoas deram as mãos para formar uma cadeia humana de mais de 600 km de comprimento, cruzando as três repúblicas bálticas: Estônia, Letônia e Lituânia e passando pelas três capitais: Tallinn, Riga e Vilnius, respectivamente. Ilustrando solidariedade entre as nações, o movimento foi descrito como publicitariamente efetivo, emocionalmente cativante e visualmente impressionante.
Esta original manifestação foi organizada para chamar a atenção da opinião pública mundial sobre o destino comum que tinham sofrido as três repúblicas. De fato, celebrou-se coincidindo com o cinquentenário da assinatura do acordo secreto conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop, pelo qual a União Soviética e a Alemanha Nazista dividiram esferas de influência na Europa de Leste, e que levou à ocupação por parte dos soviéticos dos três estados. Este pacto só foi admitido pelas autoridades soviéticas uma semana antes da realização da Cadeia Báltica. O protesto foi completamente pacífico.
Diz a crença que os nosso desejos se tornam realidade quando pedidos sobre este mosaico.
Obs.: olhar para a catedral, pedir um desejo, rodar sobre si mesmo 3 vezes e dar 3 pulinhos. Nós seguimos o ritual, mas nunca poderemos revelar o nosso pedido!
Palácio dos Grão-Duques da Lituânia ou Valdovų rūmai
Saindo dali, por detrás da catedral, encontra-se o Palácio dos Grão-Duques da Lituânia, prédio onde fica a presidência da Lituânia e o antigo centro político do país.
Outrora afamado por toda a Europa como centro artístico e cultural e até mesmo político. No início do séc. XIX foi totalmente demolido. A sua reconstrução é hoje sinônimo de soberania estatal e identidade nacional devido à recente independência alcançada por este país.
O Palácio dos Grão-Duques ou Valdovų rūmai foi aberto ao público em geral no centro histórico de Vilnius, em 2013, hoje Museu de História.
Esta é a reconstrução do palácio renascentista original de 1520, que ficava no mesmo local perto da Catedral de Vilnius e abrigava os Grão-Duques da Lituânia. O palácio original foi danificado pela invasão russa em 1655 e sob a ocupação imperial russa, completamente demolido em 1801.
Os porões em ruínas são autênticos, enquanto os interiores recém-construídos supostamente representam épocas diferentes. No entanto, a única diferença entre os quartos são os tetos e fornos com todas as paredes brancas. As exposições são um estoque misto de achados arqueológicos autênticos e principalmente réplicas de móveis. As placas fornecem a história lituana e inglesa do Grão-Ducado.
O projeto do Palácio foi altamente controverso e sofreu estouros de tempo e custos. Os custos reais da construção foram 3,6 vezes maiores do que o inicialmente planejado, levando a investigações criminais infrutíferas.
Outros pontos de crítica ao Palácio têm sido a sua autenticidade duvidosa, a falta de visão unificada para a sua finalidade e o fato de uma casa de um comerciante do século XIX ter de ser demolida para libertar o local da construção.
Para seus proponentes, o palácio reconstruído é um símbolo poderoso da nação renascida, um monumento à unidade e à cultura lituana. Sob essa premissa, o projeto atraiu doações de lituanos-americanos e de diversas empresas. Ainda assim, porém, foi o contribuinte que pagou a maior parte da conta e o verdadeiro patriarca do projeto foi o falecido Algirdas Brazauskas, ex-comunista que se tornou social-democrata pós-independência; seu personagem agora está pendurado com orgulho na entrada e seus troféus de caça serão exibidos no interior.
Para seus detratores, o Palácio continua a ser um elefante branco e um símbolo de desfalque, clientelismo e pompa ao estilo soviético.
Mesmo ali ao lado, a Estátua do Grão Duque Gedimino homenageia a grandeza do fundador de Vilnius, governante da Lituânia e chefe militar, embora a sua fama o tenha granjeado pela Europa do séc. XIV pelos seus dotes diplomáticos.
Museu Nacional da Lituânia
Depois recomendo a visita ao Museu Nacional da Lituânia, que fica aos pés do monte, ele conta a história do país e tem umas peças de arte muito bonitas.
Do lado oposto da Catedral, mesmo em frente ao Museu Nacional da Lituânia, outra estátua homenageia o primeiro Grão Duque e único rei da nação, Karalius Mindaugas.
Horário de Funcionamento: Terça a domingo 10h-18h. Meia hora antes do final do dia, os ingressos não são mais vendidos.
Preços: Para adultos – 5,00€/Bilhete com desconto* – 2,50€
Colina de Gediminas
Sugerimos que continue o seu roteiro pela capital da Lituânia pelo coração histórico da cidade de Vilnius, mais especificamente pela Colina de Gediminas.
A Montanha Gediminas é livremente acessível durante o dia. Os visitantes podem subir a colina por um caminho histórico de pedras ao lado do Rio Vilnius. Caso queiram poupar uns trocos e sentir verdadeiramente o declive podem sempre chegar ao topo a força de pernas, pois para quem está com o preparo físico em dia pode não achar a subida muito difícil, mas este não é adequado para bicicletas, cadeiras de rodas ou carrinhos de bebê.
As pedras são bem escorregadias, imagino que no inverno e com neve deve ser bem perigoso. Os visitantes também podem subir por um elevador do pátio interno do Antigo Arsenal, o Funicular to the Gediminas Hill. Na vertente norte da colina, ele leva o visitante até ao seu topo sem esforço físico fruindo duma vista fantástica para a margem norte do Rio Neris onde se espraia a Vilnius mais moderna.
Castelo Gediminas
Logo atrás do Palace of the Grand Dukes of Lithuania por entre a frondosa vegetação, fica um monte e no topo dele vai surgindo o Castelo Superior e a Torre de Gediminas, a única torre que ainda se mantém de pé da fortificação medieval, hoje um símbolo da cidade e um dos ícones de Vilnius.
Reza a história que depois das tentativas goradas dos Cruzados em invadir a cidade de Vilnius, a cidade não tornou a ver exércitos estrangeiros durante 250 anos, tal a fama de fortificação impenetrável.
Tanto o castelo como a torre têm sido alvo de restauros e reconstruções ao longo dos recentes anos. Hoje, a Torre de Gediminas alberga um pequeno museu onde estão patentes quadros, fotos e maquetes que relatam a sua história.
Subindo ao topo da Torre de Gediminas somos brindados com a melhor vista sobre a cidade de Vilnius pontilhada pelas torres e cúpulas de dezenas de igrejas, a praça da catedral fervilhando de gente, a Cidade Velha e suas ruelas labirínticas e a Colina das Três Cruzes.
Tudo isto enquadrado num fantástico verde. Um dos pontos mais altos de qualquer roteiro de Vilnius, literalmente…
O castelo faz parte do acervo do Museu Nacional da Lituânia, com coleções de arqueologia, história, cultura tradicional, entre outras.
Horário do Funicular: 10h-19h de maio a setembro, às 17h de outubro a abril
Preço do Funicular: adulto 2 €/estudante 1 €.
Preço do Museu: 5 €.
Após desfrutarem da soberba vista sugerimos terminar este terceiro e último dia do seu roteiro de Vilnius com um passeio junto ao Rio Neris, ou atravessando a Ponte Mindaugas, que cruza o rio.
Quer ir um pouco mais além? Faça um passeio de barco pelo rio, de preferência desfrutando das fantásticas cores do pôr do sol, a luz é realmente linda e tem um calçadão na margem do rio que atravessa uma boa parte da cidade.
Town Hall Square ou Praça da Prefeitura
Comece o seu roteiro em Vilnius pelo centro antigo da cidade, indo para a Town Hall Square ou Praça da Prefeitura. A praça também é um bom ponto de partida para você circular por todo o centro histórico de Vilnius.
Esta artéria desemboca na praça da Câmara Municipal de Vilnius. Desde o séc. XIV que as autoridades da cidade têm aqui o seu quartel-general. Esta praça acolheu durante séculos mercados e feiras, artistas, saltimbancos e artesãos, o que significa que tudo à sua volta servia este entreposto comercial: estalagens, oficinas, lojas, e até uma guilda.
Esse traço de ponto de convergência de pessoas e comércio mantém-se ainda hoje, com as incontornáveis adaptações à modernidade.
Agora, minha sugestão é que você suba a Rua Didzioji e aproveite para explorar algumas das ruelas do lado esquerdo da Praça Town Hall.
Church of St. Casimir
A Igreja de São Casimiro ou Šv. Kazimiero bažnyčia é uma igreja católica romana na Cidade Velha de Vilnius, perto da Prefeitura. É a primeira e mais antiga igreja barroca de Vilnius, construída em 1618.
A construção da igreja começou em 1604 em memória do santo príncipe São Casimiro. Foi construída pelos jesuítas com financiamento do Grão-Chanceler do Grão-Ducado da Lituânia, Lew Sapieha, do Voivoda de Vilnius, Mikołaj Krzysztof "o Órfão" Radziwiłł, e de outros nobres.
Big and Small Ghettos
Em seguida, vamos começar pelo Big and Small Ghettos:
O pequeno gueto, onde está o Vilnius Ghetto Memorial fica na região da Stiklių costumava ser o centro da vida judia na cidade no período medieval. A placa com explicação sobre a história fica entre as ruas Stiklių e Didzioji.
Até que, com a ocupação nazista, cerca de 12 mil membros da comunidade foram segregados ali, até sua extinção, quando em 1941.
As autoridades alemãs ordenaram a construção do grande gueto, nas ruas Lydos, Rūdninkų, Mėsinių, Ašmenos, Žemaitijos, Dysnos, Šiaulių e Ligoninės.
Lá, cerca de 29 mil pessoas foram presas e a maioria acabou massacrada nos arredores de Vilnius nos dois anos que se seguiram, tornando o dia 23 de setembro de 1943, quando o gueto de fato deixou de existir, o dia do Genocídio Judeu na Lituânia.
Apesar da história triste, a região é hoje bonita e animada, cheia de bares e jovens. Principalmente na área que seria o pequeno gueto.
Daqui recomendamos partirem em busca do Bairro Judeu e da Sinagoga de Vilnius, onde ainda subsistem algumas marcas da forte influência da comunidade judaica que vingou na capital da Lituânia.
Halle Market ou Mercado Municipal de Vilnius
Dali são dois quarteirões até o Halle Market ou Mercado Municipal de Vilnius, cuja visita convida a sentir os cheiros e sabores de produtos típicos e frescos. Há opções de restaurantes dentro do mercado.
Em frente fica um mural grande do artista de rua Millo. Aos domingos, nesta área funciona um grande mercado de rua.
Se você quer uma vista diferente vá à Rua Pylimo, onde tem prédios inteiramente pintados por artistas mundiais, inclusive, brasileiros!
Lithuanian Railway Museum ou Museu da Ferrovia
Ali perto fica num espaço que pertence ao Lithuanian Railway Museum, onde antigas carruagens de trens servem de bares e foodtrucks, com comida de rua de toda Europa.
Aušros Vartai ou Porta da Aurora
A subida pela rua do Museu da Ferrovia, você passará por várias lojinhas e restaurantes legais, até chegar ao The Gates of Dawn. Um roteiro de Vilnius nunca fica completo se não se atravessar a sua Aušros Vartai ou Porta da Aurora. Por isso, recomendamos que deste ponto volte em sua direção. Ao cruzar os portões você entra na parte nova da cidade.
O nome tem a ver com o culto à Virgem Maria. E a imagem da virgem, do século XVII, fica na capela do portão e é famosa entre fiéis cristãos.
A Porta da Aurora, data do séc. XVI (1522) é a única sobrevivente das 10 portas que constituíam a muralha defensiva da cidade, totalmente demolida durante a ocupação soviética.
Curiosamente, falar-se da Porta da Aurora a um lituano significa, hoje, falar dum local de culto e peregrinação, pois o nome tem a ver com o culto à Virgem Maria.
Em tempos idos, foi aqui construída uma capela para a qual foi expressamente trazido o quadro de Nossa Senhora de Vilnius. A imagem da virgem, do século XVII, fica na “minúscula” capela do portão um bastião de ecumenismo religioso.
No entanto, a sua pequenez está longe de ser sinônimo da devoção e fé é famosa entre fiéis cristãos, pois move milhares de crentes católicos, ortodoxos e gregos ortodoxos a prestar culto à Nossa Senhora de Vilnius por acreditarem ser milagrosa.
Praça Jonas Basanavicius
Pelo adorável caminho que levará até a Praça Jonas Basanavicius, que homenageia um homem que lutou pela independência da Lituânia, no início do século XX. Além disso, o visitante é brindado com uma boa dezena de outros monumentos dos quais o olhar não consegue escapar, como o belo prédio da Lithuanian National Philharmonic Society.
Bastião da Muralha de Defesa
Há 350 m dali na Subačiaus g. 18, você poderá subir no Bastião da Muralha de Defesa, parte da antiga torre de defesa da cidade. Lá do alto se tem uma bela vista da área.
Horário de Funcionamento: Terça a domingo 10h-18h. Os últimos ingressos são vendidos meia hora antes do horário de encerramento.
Preços: Para adultos – 6,00€/Bilhete com desconto* – 3,00€
Dica: Subindo por essa mesma rua e chegando na esquina da rua Maironio você também consegue ter uma vista panorâmica da cidade – e de graça.
O que comer na Lituânia
Portanto, na Lituânia isso não poderia ser diferente!
Então, vejam quais são as principais iguarias de lá e não deixe de provar:
• Cepelinai: é um bolinho de massa de batata recheado com carne de porco.
• Védarai: linguiça de batata bastante tradicional recheada com toucinho.
• Gira: cerveja adocicada com pouco álcool.
• Sopa de cogumelo no pão.
• Krupnikas: licor forte podendo ter mel, baunilha, canela e cravo.
Onde comer
O pub Spunka é um pequeno espaço na Praça do Anjo, com boas cervejas locais.
2)Thierry Kepykla
Já o café Thierry Kepykla, que tem outros dois endereços na cidade, tem uma seleção deliciosa de bolos e doces.
3)Alyne Beer Pub
Alyne Beer Pub que serve cervejas artesanais e pratos típicos.
4)Bambalyne
Na mesma rua do Alyne Beer Pub, em frente, fica uma cervejaria do mesmo grupo, a Bambalyne, numa cave no subsolo, que vende em garrafas que o próprio cliente escolhe, com cerca de 150 opções de cervejas artesanais da Lituânia.
5)Dziugas
Para quem gosta de queijo, a loja Dziugas é especializada em queijos da Lituânia. Você pode se sentar no café para apreciar o produto típico ou pode comprar uma porção de 100g por 2,90€ para comer como piquenique numa praça de sua escolha.
6)Halle Market
Há opções de restaurantes dentro do mercado – essa foi a minha escolha de almoço neste dia, pela proximidade da estação de ônibus. Almocei no Spoon Out, que serve sopas tanto da Lituânia, quando asiáticas.
7)Vijokliai Beergarden
Por ali, uma boa pedida em dias de sol é a Vijokliai Beergarden, uma cervejaria com área aberta.
8)Plataforma
Plataforma fica num espaço que pertence ao Museu da Ferrovia, onde antigas carruagens de trens servem de bares e foodtrucks, com comida de rua de toda Europa.
9)Café Užupio kavinė
Nada como aproveitar a sua esplanada, soberbamente localizada na margem do Rio Vilnia, saboreando um belo chocolate quente se calhar de estares por lá num dia frio.
10) Old Green House
Na região da Old Town, experimentamos o tradicional Old Green House. O restaurante serve pratos típicos do país; os preços variam de 5 a 20 €.
11)Lokys
O Lokys é um restaurante sofisticado especializado em comida tradicional, com menu bastante variado com pratos dos três países Bálticos.
Certamente, o melhor lugar para experimentar os pratos símbolos da região, inclusive carne de javali, que é bastante famosa.
12)Etno Dvaras
Apesar de parecer moderno por fora, o Etno Dvaras é um restaurante rústico com salas que parecem cavernas de pedra, seguindo o padrão da Old Town.
Aliás, está localizado na Rua Pilies, na Cidade Velha, então quando passar por ela, não deixe de fazer uma paradinha. A propósito, foi aqui que eu experimentei a sopa de cogumelo no pão e o cepelinai, recomendo muito!
Onde ficar
Se você estiver procurando onde ficar em Vilnius, aqui vão algumas dicas:
De uma forma geral, a Lituânia é um país bem barato, os hotéis no centro são um pouco mais caros que em outras partes da cidade, apesar de Vilnius ser uma cidade muito pequena. Uma dica importante é não fazer reserva de quarto sem ar condicionado, o que no verão europeu pode ser um problema.
Quais são os melhores bairros:
1)Cidade Antiga de Vilnius
A cidade antiga de Vilnius é uma área relativamente grande, mas totalmente caminhável, que vai da beira do rio até a estação de trem. No meio do caminho estão os portões da cidade antiga, a praça da prefeitura, o antigo gueto judeu, a universidade, igrejas e todos os demais prédios históricos. Também é onde se concentram os restaurantes e bares. Basicamente, não tem como estar nessa região e ficar mal localizado.
2)Užupis
Tecnicamente, Užupis fica na região do centro histórico, mas merece sim uma distinção não só porque esse bairro é uma república autodeclarada, mas porque você precisa cruzar uma pequena ponte pelo Rio Vilna para chegar lá. Um espaço onde os moradores, criativos e com espírito artístico, se uniram para criar uma constituição própria (de brincadeirinha), em prol de um lugar livre de preconceitos e também contra grandes corporações e cadeias de fast-food, por exemplo.
Ficando em Uzupis você estará dentro do centro histórico e também próximo de um ambiente mais boêmio e artístico. Por ali, você encontra apenas apartamentos e estúdios.
3)Naujamiestis
A área de Naujamiestis é a parte nova da cidade, que vai da estação de trem e ônibus até o rio. A cara dessa região muda bastante: a parte mais perto da estação de trem tem um aspecto que lembra a União Soviética, com prédios mais cinzas, hoje decorados com belos murais de grafite. Apesar do aspecto meio estranho, é uma região segura como o resto da cidade e é perfeitamente possível caminhar dali para o centro histórico, e também uma boa porque está perto do aeroporto e das estações de trem e ônibus.
E mais perto do rio você estará próximo da área mais elegante da cidade, na Avenida Gedimino, que tem várias praças, o Museu da KGB, igrejas, etc. Ali, há vários bares frequentados por moradores locais.
Dicas de Vilnius
1) No centro de Vilnius parte tour de ônibus no estilo hop-on /hop-off, custa 25 € e você pode até ficar tentado, mas não vale a pena, pois a cidade é tão pequena que em uma hora de ônibus você terá visto tudo. E 25€ para isso é bem caro, totalmente fora do padrão de preços na Lituânia. E pelos os comentários que li o serviço é péssimo;
2) Se você for no inverno, não deixe de levar botas, casacos pesados, luvas, cachecol e gorro. Faz muito frio e a temperatura fica constantemente abaixo de zero. No verão, quando eu fui estava bem calor, com temperaturas passando facilmente dos 30°C, mas a boa notícia é que venta bastante;
3) No outono e inverno amanhece por volta das 9h e começa a anoitecer lá pelas 15h. Sabendo disso, planeje seu dia da melhor maneira para aproveitar as poucas horas de sol. Já no verão o sol brilha lá pelas 6h da manhã e se põe depois das 21h.
4) Poucas pessoas falam inglês, mas dá para se virar perfeitamente;
5) Comprar um chip telefônico na Lituânia não é muito simples, mas o chip de qualquer outro país europeu funciona bem lá, como o da EasySIM4U que usa a rede da americana T-Mobile;
6) Uber funciona muito bem e é super barato. Fiz diversas corridas e não paguei mais de 3 € no trajeto mais longo.
7) A comida é basicamente composta de salsichas, repolho e carne de porco. Quem tem estômago fraco ou não curte esses pratos pode ter problemas, assim como vegetarianos e veganos;
8) Achei a Lituânia um país muito barato, economizei bastante comprando comida no supermercado da rede Maxima;
9) É proibido beber nas ruas e a maioria dos estabelecimentos, incluindo supermercados não vendem bebidas alcoólicas depois das 20h. Dizem que poucos restaurantes tem autorização, mas não vi nenhum;
- 07:54
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