Templos de Angkor Thom
19:49
Nesta postagem
vou mostrar para vocês os templos que visitamos, nos dois dias que ficamos
em Siem Reap.
Assim que
chegamos fomos levados pelo nosso guia para almoçar no Restaurante Madame Buttefly,
e depois do almoço saímos para visitar o Bayon
Temple e o Terrace of the Elephants.
Não menos
intrigante e impressionante, que o Angkor Wat, o Angkor Thom foi a
capital do Khmer, o último núcleo político e religioso do
império. (Quem quiser se aprofundar
mais, sugiro a leitura da história do que foi o Império Khmer).
Construído por Jayavarman VII entre os séculos XIII e XIV, o Angkor Thom foi
projetado numa figura perfeita de um quadrado, circundado por um fosso e
por uma muralha de 12 quilômetros de extensão.
Seu nome atual
traduzido da língua khmer significa "Grande Capital". Porém na época
de sua construção era conhecida como Jayashri, que traduzido do sânscrito
significa "Afortunado pela Vitória". No centro geográfico da cidade
se localiza o Templo de Bayon e a noroeste dele está o Baphuon Temple,
construído em meados do século XI, dedicado do deus hindu Shiva, além do Phimeanakas, um
templo hinduísta, que também fazia parte da sede real do monarca e Prah
Palilay, templo dedicado ao budismo, cercado de bela natureza, localizado
ao norte do Baphuom.
Para entrar
no Angkor Thom existem 5
grandes portões: no norte, no sul e no oeste, apenas um portão proporciona
acesso, enquanto o lado leste desfruta de um portão que conduz ao Palácio Real,
o chamado Victory Gate ou Portão da Vitória; e outro portão ao
sul conhecido como o Gate of the Dead ou Portão dos Mortos. A
tradição sustenta que o nome deriva do costume do portão só ser usado quando se
transporta um rei para o seu funeral, mas não há nenhuma evidência histórica
disso. Já a lenda diz que foi através deste Portal, que os
condenados eram enviados para serem executados. O mais provável é que o portão
simplesmente serviu como entrada leste do Angkor Thom, com o Portão de Vitória
proporcionando entrada direta para o Palácio Real e arredores circundantes.
Curiosidades à parte, o mais interessante é que ele está justamente alinhado
com a entrada sul do Bayon Temple.
Prepare-se, porque você também vai se impressionar. Antes de
cruzar o Portão Sul, você percorrerá uma monumental ponte por onde se perfilam,
em cada um de seus lados, 54 devas (deusas guardiãs) e 54 asuras (deuses
demoníacos). Enquanto as primeiras puxam a cabeça da gigantesca serpente, na
direção oposta os asuras fazem força com o rabo da serpente.
Os eixos dos quatro portões instalados em direção aos pontos cardeais,se interceptam ao centro da cidade, onde foi implantada outra joia da arquitetura Khmer: o Templo Bayon. A nossa primeira visita do dia. O Bayon Temple, que é um templo Khmer bem conhecido e ricamente decorado dentro do Angkor Thom foi construído no final do século XII ou início do século XIII como o templo oficial do rei budista Mahayana Jayavarman VII.
O Bayon Temple fica exatamente no centro de Jayavarman, que era a capital de Angkor Thom Khmer, representando a intersecção entre o céu e a terra. Mais tarde, após a morte de Jayavarman, ele foi modificado e aumentado por reis budistas Hindu e Theravada, de acordo com suas próprias preferências religiosas.
É nesse templo que você vai encontrar os famosos rostos de pedra, uma das principais características da arquitetura Khmer.
Alguns falam em 53, li no Wikipedia 49, enfim… são várias torres em estilo gótico decoradas com uma multidão de rostos entalhados nas pedras, cerca 216 faces gigantes sorridentes, que sobressaem do terraço superior e se aglomeram ao redor de seu pico central. E apesar de parecidas, algumas serenas, outras sorridentes, mas nenhuma, nenhuma face tem a mesma expressão!
Ainda existem 37 torres em pé neste templo, porém nem todas tem os rostos nos quatro lados. De qualquer forma é extremamente interessante explorar o templo e descobrir ângulos onde podemos ver os rostos se olhando.
Outra parte que vale a pena prestar mais atenção, é nas paredes exteriores do templo, onde podemos ver uma parte da história esculpida em detalhes,representando momentos históricos, como batalhas vencidas pelo Império Khmer.
Ao todo são mais de 11 mil figuras em alto relevo, entalhadas em mais de 1 km de parede. Não pudemos ver estes com mais detalhes, porque estavam gravado cenas de um casamento na hora, mas são realmente impressionantes!
Foi um dos templos que mais me impressionou, mas sou suspeita para afirmar isso, porque gosto muito de lugares históricos, de conhecer o que já produziu a humanidade no passado. Acho que mesmo o turista mais avesso a ruínas, não pode deixar de se espantar com a grandiosidade do que foi erguido ali.


É muito legal se perder pelo labirinto de corredores, se achar em um, imaginar como seria essa cidade povoada, como eram as coisas por ali… 
Nossa segunda parada foi no Terraço dos Elefantes. Formando a fronteira oriental, de frente para a área do Palácio Real, estão os Terraços Reais, que compreendem: o Terraço dos Elefantes ao Sul e o Terraço do Rei Leproso ao Norte.Essa é uma área bem grande, já dentro de Angkor Thom. Ambos os terraços contêm extensa escultura de Devatas, Apsaras, animais mitológicos e demônios.
O que mais impressiona neste lugar é uma parede de mais de 2 metros de altura e 300 de comprimento TODA decorada com elefantes esculpidos!


O terraço Elefantes consiste em seções internas e externas. As paredes internas bem preservadas contêm numerosos entalhes de Apsaras, guerreiros e animais como cavalos de várias cabeças. O extremo norte das paredes exteriores contém esculturas de esportes, como jogos de Polo, lutadores e corridas de carros. A seção Central do terraço contém esculturas de Garudas, Kinnarees e elefantes envolvidos em uma caça, bem como representações do Buda.O terraço do Rei Leproso foi construído por Jayavarman VII no final do século 12, diretamente ao norte do terraço Elefantes.O terraço mede 25 metros de comprimento, é completamente coberto com escultura em alto relevo. Longas filas de figuras esculpidas sentadas, principalmente de serpentes Naga, guardas armados, garudas e seres celestiais femininos decoram as paredes.
O terraço do “Leper King’ foi nomeado asssim após ali ter sido encontrada, no topo do terraço, uma estátua sua. Segundo a crença local, a estátua era uma representação do rei Yasovarman I, que também era conhecido como o Rei Leproso porque ele sofria de lepra. Supõe-se agora que a estátua representa Yama, o Deus da morte. A estátua agora sentada sobre o terraço Leper King é uma cópia, o original é mantida em um museu em Pnomh Penh.
O terraço foi usado como uma sala de audiências e para cerimônias públicas. De acordo com os relatos do diplomata chinês Zhou Daguan, o Rei apareceu diariamente no terraço dos Elefantes para ouvir as queixas e problemas dos cidadãos do Reino de Angkor. Os parques em frente ao terraço foram utilizados como cenário para vários festivais, jogos, procissões e desfiles do exército Khmer vigiado pelo rei do Terraço dos Elefantes.
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