Plasencia | Roteiro do que visitar
06:56Visitar Plasencia é conhecer na Extremadura a “cidade dos
prazeres” e também, visitar Plasencia é apaixonar-se pela cidade que foi
capital de província antes de Cáceres.
Isto lia-se na inscrição
do brasão da cidade quando da sua fundação no século XII para reforçar a linha
do Tejo: “Ut placeat Deo et hominibus”,
que significa “agradar a Deus e aos
Homens”.
Plasencia tem como principal destaque as suas
duas catedrais, a nova e a velha, mas também muitos espaços verdes para boas
caminhadas, paisagens ribeirinhas junto ao Rio
Jerte, uma muralha, um aqueduto, e uma linda “plaza mayor” onde todos os
anos na primeira terça-feira de Agosto ocorre um mercado bem tradicional. Entre
outros locais interessantes!
Visitar Plasencia com as Cerejeiras em Flor
Apesar de nunca ter estado na Extremadura em fins de março, deve ser imperdível!
Por quê? Porque o Vale de Jerte em Plasencia é
famoso pela cereja e pelos seus campos infinitos de cerejeiras que totalizam
mais de um milhão. Ora, cerejas você encontra no supermercado, mas cerejeiras
em flor nesta quantidade? Ah, isso você só vai encontrar ao visitar Plasencia nesta época do ano.
Para conhecer Plasencia, preparei um
itinerário pela cidade que parte de uma das portas da muralha: a Porta de Trujillo. Todo o artigo foi
escrito como se
tratasse de uma sequência, e pode ser realizado em apenas 1 dia. Claro que se você tiver mais tempo, pode até optar por explorar os
arredores.
1. Entrar em Plasencia pela
Porta de Trujillo
Esta é uma das portas mais bonitas da cidade, e
por isso um excelente início para este roteiro. Na lateral tem o brasão dos
Reis Católicos. Adoro a sua decoração, principalmente na parte interior com a Ermita
de la Salud, do século XVIII em estilo barroco.
Do lado de fora, por sua vez, consegue-se ver
uma boa secção da muralha, com um bonito jardim e passeio em redor dela. Não se
engane: não existe muralha toda a volta da cidade, e este pedaço vai só até
ao virar da esquina, onde se sobe para a catedral.
Deixo-lhe a opção: ou seguir pelo exterior até
essa escadaria, ou procurar as Catedrais de Plasencia pelo interior. São elas a
próxima paragem. Isto se fizer como eu, e saltar o Museu Etnográfico, mas se quiser visitar ele funciona de quarta a sábado:11:00 - 14:00 // 17:00 -
20:00. Domingo:10:00 - 14:00
A entrada é gratuita.
As duas Catedrais ficam lado a
lado, unidas pelo mesmo claustro. À primeira vista parecem uma só, com duas
fachadas principais. A Catedral Velha é maioritariamente românica e
gótica, originalmente construída no século XIII. A Nova, por sua vez, é
maioritariamente gótica, do século XV.
Da Catedral Velha destaca-se a sua Torre del
Melón, a rosácea, e a cena da anunciação na sua fachada. A título de curiosidade,
a rosácea não é mais a original, uma vez que a primeira foi destruída no
terremoto de Lisboa.
Já da Catedral
Nova salta à vista a sua fachada principal que, apesar de extraordinária nos
parece incompleta, e está mesmo: faltam as estátuas! Nunca foram feitas, apesar
de terem culpado durante muito tempo os franceses de as roubar na guerra da
independência.
Horário:De terça a domingo:11:00 - 13:30 // 16:00 -
18:30
Preço:Bilhete individual com audioguia: 4€
O bilhete normal inclui uma visita à Catedral
Velha de Plasencia e à nova.
O preço de um
bilhete especial para visitar apenas a Sé Velha é de 2,5€.
Junto fica também a Casa
del Déan, edifício do Palácio da
Justiça(não admite visita interior). Frente à fachada principal da Catedral
Nova tem uma pequena praça agradável com uma fonte e árvores de fruto.
Não esquecer ainda o Palácio Episcopal e o pátio interior também visitável de segunda a
sexta das 10 às 14 h. Gratuito.
3. Seguir até à Plaza Mayor de
Plasencia
A próxima parada é outra das
grandes atrações da cidade, a sua Plaza Mayor.
Pelo caminho passa pelo posto de turismo da cidade, onde pode recolher mais informações para a sua visita ao Mosteiro da Encarnação.

A Plaza Mayor de Plasencia é muito
diferente da de Cáceres, ela é de estilo mais urbano e
menos monumental. Ao centro tem vários bancos de jardim, e ao redor diversos
cafés. Um edifício se destaca: ao fundo, o Palácio Municipal.
4. Esperar que o Avô Mayorga diga as horas!

5. Seguir até à Plaza de San
Nicolás
Pelo caminho não esquecer de passar pelo Palácio
Carvajal, construído no local de uma antiga Sinagoga na Plaza Ansano,
no século XVI. Foi residência privada até meados do século XX e hoje é um
hotel.
Na Plaza de San Nicolás ter em atenção
três pontos de interesse de Plasencia:
A Igreja de San Nicolás, do século XIII e
a Fonte de San Nicolás




Horário: De segunda a sexta:11:30 - 12:30 //
19:00 - 20:00/De Sábado a Domingo:10:30 - 13:30
E o Palácio de los Monroy, do século XIV.Tem
acesso livre sem horário.Deste último destacam-se os leões nas suas
portas: simbolizam que a casa não estava sujeita a nenhuma outra jurisdição
para além da sua. Já da Igreja salienta-se a enorme fenda na lateral onde se
encontra a rosácea: provocada pelo terremoto de Lisboa.
6. Visitar o Palácio del
Marqués de Mirabel
Destaco a “Calle Esparrilas“, que começa passando o túnel na fachada do palácio. Tem que atravessar e explorar do lado de lá.
E depois há que visitar a Igreja de San Vicente Ferrer, anexada do outro lado ao Palácio dos Marqueses de Mirabel.
Por último, falo do Palácio de Mirabel, o edifício civil
mais importante da cidade. Afinal, era a casa da família Zúñiga, duques de
Plasencia nomeados pelos próprios Reis Católicos.
Reza
a lenda que Leonor de Pimentel, Duquesa de Plasencia e Béjar (1437 – 1486),
doou parte do seu Paço aos Dominicanos porque São Vicente Ferrer curou seu filho. Embora, os testemunhos posteriores digam o
contrário. Por exemplo, o fato de não
ter sido permitida uma passagem direta do palácio para a igreja, mas de
existirem duas portas que ligam o palácio e a igreja, ambas sob o brasão da
Zúñiga, mas que estão separadas por cerca de 3 metros pela rua. Assim como os
Zúñiga têm uma cripta-panteão e uma das grandes capelas como necrotério.
Telefone para reservar. Sem reserva também pode acessar tocando a campainha da porta principal, embora a disponibilidade não seja garantida.Preço: 4 euros por pessoa.
A primeira das sinagogas da cidade de Plasencia se localizava na zona de Mota, a zona mais protegida da antiga Torre de Ambroz
ou Ambracia. Atualmente é conhecida como a antiga sinagoga de La Mota. Sua
localização na modernidade é conhecida desde que vários "yad"
(indicador judaico para seguir a leitura da Torá) foram encontrados na
reabilitação e criação do Parador
Turístico Nacional de Plasencia como vários outros vestígios arqueológicos.
Horário:De segunda a
domingo:11:00 - 14:00 // 17:00 - 20:00
Preço do
bilhete: 2€/pessoa
O bilhete normal inclui uma visita à Igreja de
San Vicente Ferrer, que fica no topo da Antiga Sinagoga de La Mota.
7. Visitar as ruínas e museu
da Igreja de la Magdalena
Esta igreja funciona hoje como
um museu de artesanato, dado que está em ruinas e foi reaproveitada o espaço
para fins culturais.
A Igreja é do século XIII, mas acredita-se que foi já reconstrução de
um templo anterior.
De quarta a sábado: 10:00 - 14:00 / 16:30 -
19:30
Junto à igreja fica novamente
a muralha, desta vez a Porta de Coria. É um arco simples, nada que se
assemelhe à Porta de Trujillo por onde começou este roteiro.
O que aconselho aqui é que faça um passeio
junto à muralha e a acompanhe até à próxima porta da cidade, a Porta de
Berrozana.
Esta, por sua vez, já é mais monumental, com um enorme brasão dos Reis
Católicos a dar-te as boas vindas à cidade, muito como na de Trujillo.
Sem a grandiosidade de outras
praças já mencionadas, a Plaza de San Martín tem aquela que se diz ser a
igreja mais antiga de Plasencia, do século XIII. Algures está inscrito no
estrutura do edifício de 1228.
Para chegar à Igreja de San Salvador tem que passar pelo Convento de San Ildefonso. Foi um convento
de freiras de clausura até há poucos anos atrás, no século XXI. Está por
enquanto desocupado.
De
segunda a sexta (exceto quinta):12:15 - 13:15 // 19:00 - 20:00
Sábado:19:00
- 20:00
Domingo:09:30
- 13:30 / 20:30 - 21:30


Existem outras duas portas que você pode conhecer ao visitar Plasencia:
a Porta do Sol e a Porta do Carro. Caminhe por elas seguindo
pela Calle las Cruces. Do lado de fora da Porta do Sol aprecia a Estátua
Equestre do Rei Afonso VIII, fundador da cidade, e tira foto junto às letras a dizer Plasencia como recordação.


Opcionalmente, faz desvio até à Igreja de San
Pedro. Caminha um pouco pela calle del sol, cheia de espaços
comerciais.
Depois dirige-te ao Centro de Interpretação da Fortaleza e da Cidade
Medieval de Plasencia. O conjunto de muralhas nos arredores tem o nome de Torre
Lucia, e são o pedaço mais bem conservado da muralha medieval. Se visitar o centro de interpretação poderá saber mais sobre a história de Plasencia, e
por favor, não esqueça de subir às muralhas e de ter outra perspectiva da
cidade a partir dela.
Terminou a cidade muralhada,
mas ainda tem o Aqueduto de Plasencia
para conhecer, não esqueça: é uma das suas principais atrações. Para chegar lá tem de atravessar primeiro o Parque de la Rana, que se ergue no
local onde anteriormente ficavam as ruínas do Alcázar de Plasencia. O Parque
de la Rana tem esse nome, “da rã”, devido ao fontanário de onde jorra água
da boca de uma rã: descobre-a ao visitar o parque a pé.
O Aqueduto de Plasencia, ou Aqueduto
/ Arcos de San Antón, é uma construção extraordinária. Adorei o lugar em
especial pela conjugação com os jardins que o cercam, e o tornam ainda mais
agradável de conhecer, e mais bonito.
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