Rota dos Castelos do Val de Loire | França
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Uma região que vê as coisas em grande: paisagens extraordinárias e riqueza de espaços naturais. Um patrimônio arquitetônico, artístico, cultural de exceção, uma produção vitivinícola com dezenas de denominações de origem controlada e mais de 900 quilômetros de itinerários para amantes de cicloturismo são apenas uma parte do muito que oferece a região francesa de Vale de Loire. De fato, 280 km do Vale do Loire (entre Sully-sur-Loire e Chalonnes) estão listados como Patrimônio Mundial da Unesco como uma paisagem cultural viva. Parta à descoberta do Vale do Loire, que está pronto para lhe oferecer todas as suas riquezas e joias.

Castelos talvez não seja a palavra mais apropriada. A palavra francesa “château” pode ser traduzida tanto por castelo, quanto por palácio. E não só isso: são monumentos, também. Ou mais: elementos indissociáveis da paisagem. De fato, os 300 châteaux espalhados pelo vale do Rio Loire, construídos entre os séculos X e XVI pela nobreza e pela realeza da França, são castelos e palácios ao mesmo tempo. Então, os castelos renascentistas e palaciais que vemos hoje são bem diferentes das fortificações originais do século XIX, mas foi durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, no século XV, quando Paris foi tomada, que a região ganhou status de realeza. Mesmo depois do fim da guerra o então rei François decidiu manter a corte no Vale do Loire.
Os Castelos de Amboise, Chambord e Blois eram os castelos reais oficiais e os demais pertenciam a outros membros da realeza. Há quem visite o Vale do Loire em tours de um dia saindo de Paris. O encanto da região, contudo, só é revelado por inteiro a quem se dispuser a passar duas ou três noites por ali. Visitáveis são 79, mas a ter de escolher são 10 imprescindíveis. Não se preocupe em visitar o maior número possível de castelos: não é assim que se aproveita a viagem. Vá a no máximo dois châteaux por dia; entre um e outro, entregue-se às estradas vicinais, seguindo placas que levam a castelos menores e desimportantes, situados em cantinhos incríveis. Você vai se lembrar dessas descobertas como os pontos altos dos seus dias por lá.


Nenhum é mais romântico do que ele. Chenonceau é a personificação do château de ilustração de livro de fábulas, pois paira sobre pilares atravessando o Rio Cher.
É conhecido como o “Château des Dames”, por causa das sete senhoras poderosas que mandaram na propriedade — a mais célebre delas, Catarina de Médicis, que ocupou Chenonceau depois de enviuvar de Henrique II e promoveu ali algumas das festas mais espetaculares já vistas no vale dos castelos.
Durante a visita é impossível não se impressionar com os deslumbrantes arranjos de flores que a administração atual faz questão de espalhar pelo château.
Como chegar
O Château de Chenonceau abre o ano inteiro, das 9h30 às 17h nos meses mais frios, estendendo a abertura das 9h às 20h no auge do verão (veja detalhes mês a mês aqui).

A visita ao interior vale pelas
escadas em dupla hélice (duas escadarias em espiral que se abraçam, mas não se
comunicam em nenhum andar) que levam ao terraço, onde as torres ganham uma
dimensão surpreendente. Diz a lenda que Leonardo
da Vinci teria projetado o château, ou pelo menos a escadaria, mas não há
certeza.
Como chegar
O Château Chambord abre o ano inteiro, com exceção dos dias 1º de janeiro, da primeira 5ª feira de fevereiro, e de 25 de dezembro. De abril a setembro recebe visitantes das 9h às 18h; nos outros meses, das 9h às 17h.

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Crédito da Foto: Wikipédia |
Residência de sete reis e dez rainhas da França, o Château de Blois não promete muito, por isso, optamos por não visitá-lo. É o único dos grandes châteaux do Vale de Loire que está escondido dentro de uma cidade de certo porte. Mas seus interiores são notáveis — tanto o magnífico patio quanto os aposentos preservados em todo o seu luxo. Seis salões da ala Luís XII abrigam o Museu de Belas Artes, com obras de artistas do porte de um Ingres. Você também pode dar a sorte de encontrar alguma encenação de um duelo medieval sendo apresentada no pátio.
Como chegar
O Château de Blois está aberto o ano inteiro, com exceção dos dias 1º de janeiro e 25 de dezembro, a partir das 9h entre abril e outubro e a partir das 10h entre novembro e março. Entre novembro e março há interrupção da visita entre 12h e 13h30, mas nos outros meses o horário é contínuo (veja detalhes mês a mês aqui).
O ingresso custa € 10,50 para adultos, € 5 até 17 anos e é grátis até 5 anos. Site oficial: aqui.
Villandry está a 255 km de Paris, 18 km de Tours, 44 km de Amboise, 55 km do Château de Chenonceau, 83 de Blois e 104 km do Château Chambord. Se não estiver de carro, vá de trem até Tours; de lá, um táxi leva 20 minutos. Em julho e agosto há um ônibus (“navette fil vert”) que leva da estação de trem de Tours ao château.
Os jardins estão abertos o ano inteiro a partir das 9h; já o castelo fecha entre meados de novembro e meados de fevereiro, abrindo durante a época de Natal e Ano Novo (veja detalhes mês a mês de horários do jardim e de dias de fechamento do castelo aqui).
Dicas: Para não ter surpresas, saímos de casa com todos os ingressos comprados pela internet no site oficial dos castelos, já que não tínhamos dias extras, não queríamos correr o risco. Outro detalhe é que, optamos por visitar o Chateau de Villandry e não o de Bois, mesmo por que para visitar os castelos, nós montamos base na cidade de Tours, que fica a pouca distância. Por isso, a minha dica é que sem carro, monte base em Tours, que tem melhores opções de transporte público e tours. De carro, ache um hotel que seja a sua cara e aproveite – é tudo pertinho, não vale a pena trocar de base.

O único problema é que, justamente em razão da cidade ser tão procurada pelos visitantes, os hotéis mais bem localizados lotam muito rápido, então não deixe sua reserva para a última hora se quiser se hospedar por lá!
Dica: você pode comprar uma fatia de terrine, um pedaço de queijo, uma baguete e uma garrafa de vinho e fazer um belo piquenique!

Por ali, temos a Catedral Saint-Gatien que homenageia o Saint Gatien (São Gatiano), que foi o primeiro bispo da cidade e cuja construção, que permeia entre os estilos românico, gótico e renascentista, levou quatro séculos para ser concluída. Abriga em seu interior elementos do século XVI e também o túmulo dos filhos de Carlos VIII e Ana da Bretanha. A catedral faz parte da lista de patrimônio arquitetônico da França por conta dos belíssimos vitrais, mas que infelizmente estava fechada, então só foi possível fotografar por fora.
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