Segóvia é uma cidade espanhola localizada, aproximadamente, 100 quilômetros de distância de Madrid, capital do país. Segóvia é uma cidade muito antiga que começou a ser erguida na época do Império Romano.
Ela proporciona um passeio bem diferente, sendo uma cidade bem eclética, pois onde mais você veria um aqueduto romano, uma catedral gótica e um palacete árabe a poucos minutos um do outro? 
No entanto, Segóvia não é tão popular quanto Toledo. Assim, você terá a companhia de bem menos turistas, em que as praças se impõem às vielas, e os mirantes oferecem belas fotos panorâmicas. Vá de manhã, para arrematar a visita da maneira mais típica possível: com um conchinillo, o porquinho de leite assado que é a especialidade local.
Por mais que o passeio seja somente de um dia, você poderá conhecer bastante desta cidade somente caminhando por suas ruas, observando a arquitetura e se encantará com as paisagens montanhosas.
Como chegar
A viagem entre Segóvia e Madrid dura pouco mais de meia hora de trem – ou, para quem quer economizar uns trocados, uma hora de ônibus. Recomendo que você pegue seu trem ou ônibus cedinho e deixe para comprar a volta na hora; é só ficar esperto nos horários para esperar o mínimo possível na estação. E pronto, você poderá curtir a cidade no seu ritmo, sem pressa para voltar.
O trem rápido de Madrid para Segóvia sai da estação Chamartín. O trem que sai de Atocha é o "cercanias", que continua lento. A viagem é feita em meia hora; você desce na estação Segóvia Guiomar, que fica fora da cidade, e é ligada ao centro histórico por um ônibus que acompanha os horários do trem.
Outra opção é ir de ônibus pela Empresa La Sepulvedana, que fica em Madrid no Intercambiador de Transportes Moncloa, Metrô Moncloa, Paseo Moret y Plaza Moncloa, guichê nível 2, local 27. Horário: 06:15 h às 23:00 h; sáb./dom. 07:30 h às 23:00 h.
Em Segóvia, fica na Plaza Ezequiel Gonzalez, S/nº.
Horário: Sáb. 07:15 h às 21:30 h. A viagem custa entre 7 e 8 euros e dura cerca de 2h.
Saindo da estação de ônibus em linha reta, você chegará à primeira parada obrigatória do dia, e também a grande estrela da cidade: o enorme aqueduto romano. 
Aqueduto Romano
Este é, sem dúvida, o ponto turístico mais procurado da cidade. Trata-se de uma construção da época do Império Romano, erguida lá pelo século II d.C., que, pela perfeição em que foi construída, continua firme e forte.
Com 28 metros de altura em seu ponto mais alto e 15 km de extensão, dos quais muitos passam por debaixo da terra, totalizando 166 arcos.
O mais impressionante é que ele não possui nenhum tipo de cimento ou argamassa; todas as peças foram milimetricamente encaixadas, perdurando por milhares de anos! Repare no encaixe praticamente perfeito das pedras e na simetria dos arcos… é bem bonito! Repare também em como a cidade está construída ao redor do aqueduto.
Para tirar umas boas fotos, não deixe de caminhar em torno da construção, indo desde a parte baixinha até o ponto em que é preciso subir de escadas.

Ali, pertinho do aqueduto, está o escritório de Turismo de Segóvia. Entre lá e pegue seu mapinha grátis. O mapa vai lhe ajudar bastante a se guiar pelas ruazinhas e passar pelos pontos de destaque.
A sua próxima parada será a Catedral de Segóvia, mas, antes de chegar lá, você passará por algumas casas que valem uma menção, como a Casa dos Picos, que tem sua parede ornamentada com formas pontiagudas que lembram um diamante, e outras casas antigas com romanescos, ou seja, uma espécie de relevo que envolve toda a parte de fora da casa e que dá uma aparência linda.



Pertinho da casa dos picos, você encontrará o “Mirador de la Canaleja”, com uma bela vista da cidade.
Outro detalhe bacana de Segóvia é que a maior parte das ruazinhas que ligam cidade baixa e cidade alta são apenas para pedestres, o que deixa a cidade ainda mais charmosa. 

Caminhar pelas ruas sinuosas, estreitas e limpas do bairro judeu, com suas casas também estreitas, com as fachadas trabalhadas, é uma sensação única; parece voltar no tempo, com suas histórias. Os judeus foram expulsos da Espanha em 1492.
Aqui dê uma parada, pois vale a pena conhecer a história da antiga Sinagoga Mayor de Segóvia, transformada em Iglesia de Corpus Christi. O ingresso custa 1 €.
Para mais informações sobre como visitar, clique aqui.
Também não deixe de visitar o Centro Didático de la Judería, uma edificação em dois andares e no centro do pátio, típica das casas de classes nobres da cidade.









Catedral de Santa María
Esta igreja católica, localizada na Plaza Mayor de Segovia, é conhecida como a “Dama de las Catedrales”, devido à sua imensa dimensão, elegância e seu estilo delicado – para arquitetura – um gótico tardio com uma pitada de renascentista.
Foi construída entre os séculos XVI e XVIII (1525 e 1577), ou seja, uma das últimas igrejas góticas da Espanha e Europa. Nesta época, cerca de 1500 d.C., já se erguiam as primeiras igrejas com estilo renascentista.

A Catedral de Segóvia é muito linda. Dentro da Catedral, você encontrará uma série de capelas; ao todo são 27 capelas, não podendo ignorar o charme dos vitrais, que fazem parte do patrimônio histórico da indústria de vidro espanhola. Também, ao todo, são 65 peças, instaladas em três épocas diferentes. 




O interior é tão delicado quanto a parte de fora, destaque para o claustro com seus mil detalhes decorados em relevo e algumas árvores verdinhas. Repare que a catedral tem três grandes abóbadas e muitas pontinhas que lembram velas de aniversário bem decoradas.
A igreja pode ser visitada de novembro a março: das 09:30 às 17:30, e de abril a outubro: das 09:30 às 18:30. A entrada custa 3 euros e vale para visitar a catedral, o claustro e o museu.
Saindo da Catedral, caminhe em direção ao Castelo – ou Alcázar Real. Nesse meio caminho, você passará pela Plaza Mayor e por algumas igrejas bem antigas.
Plaza Mayor
Um detalhe em que Segóvia, até os mais necessitados, tem celular! Esta aqui estava na porta da igreja, rsrsrs…
Os espanhóis gostam muito de dizer que este delicado castelinho serviu de inspiração para que os produtores da Disney desenhassem o Castelo da Cinderela.
Repare que, do lado de fora, o castelo também é repleto de Romanescos, como as casinhas que você passou em frente ao longo do dia. 

E, para melhorar, lá no alto do castelo, você terá uma vista incrível da cidade.
O que ver no Alcázar?
Torre de Juan II: trata-se de uma grande torre panorâmica; dali pode ser observada uma privilegiada vista da cidade. Para subir, é preciso caminhar 156 degraus de escada; a maior parte está distribuída em formato caracol, bastante estreita e inclinada.
Sala del Palacio Viejo: esta construção foi erguida na época do reinado de Afonso VIII. Nos dias atuais, ainda se mantêm as grandes janelas que permitiam a entrada de luz ao palácio, os frisos de estilo mudéjar extraídos de uma residência do século XIII e decoração terminada com armaduras alemãs do século XV.

Sala de la Chimenea: a sala da chaminé foi construída nos tempos de Felipe II, com mobiliário do século XVI, ainda bem conservado, ao lado de retratos do Rei Filipe II e Filipe III. Dentro da sala pode ser apreciado um belo tapete flamenco do século XVI, entre outros detalhes de decoração clássicos da época.
Sala del Trono: esta conserva intacta a decoração original.

Sala de la Galera: construída pela Rainha Catalina de Lancáster em 1412, destaca o teto dourado, elaborado em gesso com inscrições, armaduras e grandes janelas com vitrais.





Salas de las Piñas: a origem do nome se deve à decoração que recorda a contextura de um abacaxi.
Câmara Regia: onde é possível observar cenas da vida em família dos Reis Católicos, como, por exemplo, em uma cama há uma coberta com fios de ouro.




Salas de los Reyes: possui como destaque as estátuas correspondentes aos Reis de Astúrias, León y Castilla, obra de Hermando de Ávila, encarregada pelo Rei Felipe II.

Capilla: capela na qual o Rei e a Rainha frequentavam a missa.
Sala de Armas: onde ficam guardadas as armas da Real Armería de Madrid.



Na saída, você pode voltar pelo mesmo caminho e olhar mais um pouco para o maravilhoso aqueduto ou se enfiar pelas ruazinhas buscando alguma novidade. Quando bater aquela fominha, prove a especialidade da cidade: o cochinillo, uma espécie de leitão assado bem saboroso, parecido com nosso leitão à pururuca. Como já havíamos provado no Sobrino de Botín, em Madrid, na noite anterior, preferimos ficar ali pela Plaza Mayor. Sentamos em um dos muitos restaurantes, pedimos outra especialidade espanhola, tomamos uma cerveja e ficamos apreciando o movimento dos segovianos, até dar a hora de irmos para a rodoviária tomar o nosso ônibus de volta a Madrid.
Roteiro Resumido
- Informações Gerais: Madrid | Espanha: Guia Prático de Como Chegar, Onde Ficar, Transportes e Dicas Gastronômicas
- Dia 4: Bate-volta pelos arredores de Madrid; escolhemos: Segóvia

- 13:30
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