A Rota das Grutas Peter Lund é um roteiro turístico que inclui as cidades de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Cordisburgo.
O roteiro é bem estruturado e possui várias atrações, opções de hospedagem e alimentação para toda a família. Vale a pena conhecer!
Como chegar e percorrer a Rota das Grutas Peter Lund
A opção mais fácil e prática para fazer esse roteiro é voar até o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Depois, alugar um carro para percorrer a Rota das Grutas Peter Lund.
Você pode fazer este circuito de visitação, montando base na cidade de Sete Lagoas, pois em um raio de cerca de 100 quilômetros há dezenas de passeios que cabem perfeitamente em dois dias ou três dias de bate-e-volta, pois ela fica no meio do caminho, com boa infraestrutura.
Porém, é possível também dividir o roteiro em vários dias e visitar uma gruta de cada vez em um bate-e-volta a partir de Belo Horizonte.
Onde se hospedar na Rota das Grutas
Para conhecer as atrações da Rota das Grutas Peter Lund, você pode se hospedar em Belo Horizonte, em Cordisburgo, o ponto mais distante (123 km da capital mineira), ou em Sete Lagoas (100 km).
Peter Lund
Mas, antes, vamos saber um pouco sobre quem foi Peter Lund, que deu nome à rota das grutas. Peter Wilhelm Lund era um naturalista, paleontólogo e arqueólogo dinamarquês que viveu no Brasil no século XIX. É considerado o ‘pai da paleontologia brasileira‘. Ele que descobriu o verdadeiro valor da região, além das belezas naturais. O naturalista pesquisou a caverna durante quase dois anos. Em sua pesquisa sobre a paleontologia brasileira, fez importantes descobertas de restos humanos e fósseis de animais que representavam registros da vida pré-histórica — oriundos do período quaternário.As grutas da Rota das Grutas Peter Lund
As três grutas da rota são bem diferentes entre si:Gruta de Maquiné: foi a primeira gruta a ser explorada por Peter Lund e impressiona pelos seus imensos salões.
Gruta Rei do Mato: é bem profunda e extensa, e o acesso a ela é feito por meio de passarelas e escadas.
Gruta da Lapinha: foi eleita uma das 7 maravilhas da Estrada Real e possui corredores estreitos. Além de galerias subterrâneas escavadas por antigos rios que passavam por ali.
Parque Estadual do Sumidouro
O Parque Estadual do Sumidouro, com seus 2.000 ha, foi criado com o objetivo de preservar o patrimônio cultural e natural existente na região cárstica de Lagoa Santa. A unidade possui como atrativos trilhas interpretativas, dando destaque para elementos como Lagoa e Lapa do Sumidouro com as pinturas rupestres, e o sítio arqueológico de importância mundial escavado pelo naturalista Dr. Peter Lund, bem como a Gruta da Lapinha com seus belos espeleotemas.
Museu Peter Lund
O Museu Peter Lund foi inaugurado em 2012 e contou com a presença do casal real Frederik e Mary Elizabeth, da Dinamarca, e é mais um atrativo oferecido pelo Parque Estadual do Sumidouro.
O prédio de 1.850 m² e três andares possui: fósseis vindos do Museu Natural de Copenhague; espaço destinado à conscientização da importância histórica e cultural de Lagoa Santa; sala multiuso; salas com explicações sobre os Planos de Manejo do Parque e Espelológico; lanchonete/café e Eco Loja.
Importância na região
A fauna quaternária da região calcária da Lapinha originou-se por volta de 25.000 anos.

O megatério (ou preguiça gigante), o mastodonte, o tigre-dente-de-sabre, o gliptodonte e o toxodonte foram alguns dos animais que habitaram a região de Lagoa Santa.
A fauna quaternária da região calcária da Lapinha originou-se por volta de 25.000 anos.
O megatério (ou preguiça gigante), o mastodonte, o tigre-dente-de-sabre, o gliptodonte e o toxodonte foram alguns dos animais que habitaram a região de Lagoa Santa.
O aparecimento de fósseis dessa rica fauna atraiu a atenção do paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund.



As descobertas e pesquisas de Lund contribuíram, por sua vez, para os estudos de Charles Darwin sobre a teoria da evolução das espécies.


Luzia e o Homem de Lagoa Santa
As descobertas e pesquisas de Lund contribuíram, por sua vez, para os estudos de Charles Darwin sobre a teoria da evolução das espécies.
As teorias sobre a ocupação humana nas três Américas são desafiadas pelas ossadas humanas descobertas na região de Lagoa Santa. Isso porque os fósseis encontrados na área da Lapinha são bem mais antigos do que o suposto tempo da ocupação inicial do continente americano.
Especialistas também apontam os traços negróides dos humanos que habitavam a região, diferentemente das características mongolóides que possuíam os primeiros povos indígenas americanos.
Luzia é o apelido da ossada de uma mulher encontrada na gruta de Lapa Vermelha IV, em Pedro Leopoldo. O fóssil é o mais antigo esqueleto humano encontrado nas Américas.
Uma legítima representante do Homem de Lagoa Santa, Luzia viveu há 11.500 anos.
A primeira habitante das Américas ganhou esse apelido em alusão a Lucy, a fêmea da espécie Australopithecus afarensis de 3,5 milhões de anos encontrada na Tanzânia em 1974.
A primeira habitante das Américas ganhou esse apelido em alusão a Lucy, a fêmea da espécie Australopithecus afarensis de 3,5 milhões de anos encontrada na Tanzânia em 1974.
A Gruta da Lapinha está situada no município de Lagoa Santa e recebe turistas de diversos lugares do Brasil e do mundo por causa de sua importância geológica.

Descoberta por Peter W. Lund em 1835, a Gruta da Lapinha reserva à visitação uma área de 511 metros de extensão e 40 metros de profundidade, distribuídos em galerias e salões.

Fascinante por sua beleza natural, a Gruta da Lapinha integra o Circuito das Grutas e é uma das portas de entrada para o Parque Estadual do Sumidouro, que possui inúmeros sítios arqueológicos, cavernas e áreas de paragem de aves migratórias.
Gruta Rei do Mato
O curioso nome da gruta tem origem na lenda de que um homem de identidade ignorada, possivelmente fugitivo da Revolução de 1930, teria habitado o local. O eremita atraiu a curiosidade dos habitantes de Sete Lagoas, na região central do estado, chamado de “Rei do Mato”.
A Gruta Rei do Mato localiza-se em Sete Lagoas, às margens da BR-040, a 62 quilômetros de Belo Horizonte (MG). A sua entrada se dá por meio do trevo de acesso à cidade. Possui quatro salões, percorridos nos 220 metros de extensão e 30 de profundidade.
As formações de estalagmite da gruta chamam a atenção de geólogos de todo o mundo. São raras as duas colunas cilíndricas com diâmetro de aproximadamente 25 centímetros e 12 metros de altura, localizadas em seu último salão. Nenhuma gruta brasileira tem esse tipo de espeleotema em seu interior.

Pinturas rupestres, feitas com sangue e gordura vegetal, de seis mil anos, foram encontradas na Grutinha, anexo da Rei do Mato. Também foram descobertas ferramentas indígenas petrificadas, em perfeito estado, que hoje estão em laboratórios de estudos científicos.

A Grutinha expõe, também, uma réplica do Xenorhinotherium bahienses, animal herbívoro que habitou Minas Gerais, Bahia e sul de São Paulo, há cerca de seis mil anos.




O grande destaque da visita é o Salão das Raridades, com formações rochosas raríssimas, como as torres gêmeas, formadas ao mesmo tempo, uma raridade.
Cordisburgo
Se você ainda considera que não tem motivos suficientes para ir a Cordisburgo, espere até ver sua próxima atração: a Gruta do Maquiné e o Museu Guimarães Rosa.
Cordisburgo fica a 120 quilômetros de Belo Horizonte. Ela é pequenina, tem menos de 10 mil habitantes.

Sem confusão do trânsito, ruas praticamente desertas, crianças andando de bicicleta na rua, pessoas caminhando sem pressa…
O que ver em Cordisburgo

Andar por lá é muito fácil, pois, além de a cidade ser pequena, suas atrações são bem sinalizadas.

Cordisburgo é terra de Guimarães Rosa, um dos mais importantes escritores mineiros, autor do livro brasileiro Grande Sertão: Veredas.

As referências a ele estão por todo canto e vão dos nomes das lojas aos 95 marcos territoriais que sinalizam locais citados em suas obras.

Andar por lá é muito fácil, pois, além de a cidade ser pequena, suas atrações são bem sinalizadas.
Cordisburgo é terra de Guimarães Rosa, um dos mais importantes escritores mineiros, autor do livro brasileiro Grande Sertão: Veredas.
As referências a ele estão por todo canto e vão dos nomes das lojas aos 95 marcos territoriais que sinalizam locais citados em suas obras.
Museu Guimarães Rosa
O Museu Casa Guimarães Rosa foi instalado na casa onde nasceu o famoso escritor, em 1908, e viveu até os 9 anos de idade. A casa foi reformada e transformada em museu em 1974, após passar por vários proprietários. O museu é pequeno, mas seu acervo é rico.

O museu possui visita guiada, que fica a cargo dos integrantes do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim. Ao final da condução pelo museu, os Miguilins (jovens voluntários) contam histórias sobre o escritor e narram trechos de suas obras, no jardim que fica ao fundo da casa.
Alguns cômodos da casa original foram recriados, como a cozinha, a venda e o quarto da avó de Guimarães Rosa.
O Museu Casa Guimarães Rosa foi instalado na casa onde nasceu o famoso escritor, em 1908, e viveu até os 9 anos de idade. A casa foi reformada e transformada em museu em 1974, após passar por vários proprietários. O museu é pequeno, mas seu acervo é rico.
A venda mantida pelo pai de Guimarães Rosa e que funcionou até 1923 ressurgiu no mesmo cômodo; agora vende lembranças da cidade e livros variados. A casa está localizada em uma esquina, em frente à linha férrea que corta a cidade.



O museu abre de terça a domingo, das 9h às 17h. A entrada custa R$ 2,00 (em janeiro de 2015). A taxa de entrada não é cobrada para pessoas da cidade e, para escolas públicas carentes, o pagamento não é obrigatório.
⭐ Abaixo estão duas fotos minhas, em épocas diferentes, mas no mesmo lugar da cidade de Cordisburgo, ou seja, em frente à Casa de Guimarães Rosa.
| 1985 |
| 2015 |
Gruta do Maquiné
Um dos atrativos turísticos do município de Cordisburgo é a Gruta de Maquiné. Descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné. A partir de 1834, a gruta também foi explorada cientificamente por Peter Wilhelm Lund.
Estive na Gruta de Maquiné em 1985; daquela época para cá, muita coisa mudou. Lembrava-me só da rampa da entrada. Hoje fiquei impressionada com sua estrutura externa: na entrada, ao lado da bilheteria, tem o Museu da Gruta do Maquiné, inaugurado há menos de um ano. O museu é moderno, interativo e tem alguns ambientes voltados especialmente para crianças.


O trajeto é todo iluminado, com pouco desnível, portanto, de fácil acesso. Como é uma gruta que já vem sendo explorada há muitos anos, tanto é que o guia que nos conduziu trabalha lá há mais de 20 anos e era visivelmente apaixonado pela gruta, deu para sentir que o local faz parte de sua vida (embora tenha achado um pouco antiético ele solicitar para quem pudesse ajudar com uma gorjeta, alegando que o salário deles era pouco!).

Então, por causa desta antiga exploração, a gruta tem muita coisa desgastada, deteriorada pelas pessoas que a visitam, que não se contentam só em ver, querem levar pedaços de lembrança para casa. Mas a Gruta nunca deixará de impressionar pela sua grandiosidade e magnitude.

A Gruta do Maquiné tem sete salões explorados, com 650 metros de extensão e profundidade de 18 metros. As suas galerias e salões são resultado do trabalho da água durante milênios. O principal elemento da formação da Maquiné é o carbonato de cálcio. Porém, a gruta também apresenta sinais de outros minerais: sílica, gesso, quartzo e ferro.
A visita à Gruta do Maquiné dura quase uma hora e está disponível todos os dias, das 8h às 16h. A entrada custa R$ 18,00 inteira e R$ 9,00 (valor de janeiro de 2015) e inclui o acesso ao Museu da Gruta do Maquiné. A estrutura inclui estacionamento, lanchonete, banheiros e bebedouros.
Site: www.grutadomaquine.tur.br
Aproveitamos que estava na hora do almoço para conhecer o Restaurante Chero’s, que fica logo em frente à bilheteria da gruta. É uma chance de experimentar a comida e a hospitalidade mineiras pagando pouco.

A refeição (2015) custa R$ 22,00 por pessoa e inclui arroz, salada, feijão tropeiro e uma opção de carne. Coma à vontade! A comida é bem servida na mesa e você pode solicitar reposição do que quiser. Para completar, as mesas da varanda conferem direito a uma vista linda da mata da região. Mas vá com dinheiro, porque eles não aceitam cartão de crédito (estas informações estão todas na placa de entrada, foto abaixo).

Cidade de Sete Lagoas ao entardecer

As visitas à Gruta do Maquiné são guiadas. Fomos em um sábado pela manhã; achei o nosso grupo meio grande. Éramos umas 25 a 30 pessoas, além do guia. Foi um passeio tranquilo, mas poderiam fazer com menos gente. A gruta tem cerca de 650 metros de extensão, mas apenas 400 metros são abertos à visitação.
O trajeto é todo iluminado, com pouco desnível, portanto, de fácil acesso. Como é uma gruta que já vem sendo explorada há muitos anos, tanto é que o guia que nos conduziu trabalha lá há mais de 20 anos e era visivelmente apaixonado pela gruta, deu para sentir que o local faz parte de sua vida (embora tenha achado um pouco antiético ele solicitar para quem pudesse ajudar com uma gorjeta, alegando que o salário deles era pouco!).
Então, por causa desta antiga exploração, a gruta tem muita coisa desgastada, deteriorada pelas pessoas que a visitam, que não se contentam só em ver, querem levar pedaços de lembrança para casa. Mas a Gruta nunca deixará de impressionar pela sua grandiosidade e magnitude.
Aproveitamos que estava na hora do almoço para conhecer o Restaurante Chero’s, que fica logo em frente à bilheteria da gruta. É uma chance de experimentar a comida e a hospitalidade mineiras pagando pouco.
A refeição (2015) custa R$ 22,00 por pessoa e inclui arroz, salada, feijão tropeiro e uma opção de carne. Coma à vontade! A comida é bem servida na mesa e você pode solicitar reposição do que quiser. Para completar, as mesas da varanda conferem direito a uma vista linda da mata da região. Mas vá com dinheiro, porque eles não aceitam cartão de crédito (estas informações estão todas na placa de entrada, foto abaixo).
Cidade de Sete Lagoas ao entardecer
- 18:54
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