
Braga — Guia Completo: o que visitar, ver e fazer em 2 dias
Dando continuidade à nossa mega série de 35 dias que cruzará a Europa rumo aos Balcãs, o nosso roteiro de carro pelo Norte de Portugal chega à sua última e mais monumental paragem: a fascinante cidade de Braga!
🚗 Como Chegar e Logística de Transporte
- Como Chegar de Carro: partindo do Porto, o acesso mais rápido é pela rodovia A3 (com pedágio eletrônico) em um trajeto de 54 km que leva cerca de 45 minutos. Se preferir a rota sem pedágios pelas estradas nacionais, siga pela A11 combinada com a A3 (via Apúlia/Penafiel), totalizando 67 km.
- Onde Estacionar: dirigir dentro do miolo histórico pedonal é proibido. A dica de ouro é deixar o carro no Estacionamento Subterrâneo do Campo da Vinha (na Praça Conde de Agrolongo), que fica bem no centro e tem tarifas ótimas. Outra opção central é o estacionamento do Braga Shopping.
- Como Circular: o centro histórico é plano e super compacto, feito para ser explorado inteiramente a pé (o circuito central não passa de 2,5 km). Apenas para visitar os grandes santuários da montanha (que ficam a cerca de 7 km do centro), você precisará do carro ou das excelentes linhas de ônibus urbanos da operadora TUB, que vende um bilhete turístico diário de acesso livre.
- Braga Romana — recriação histórica com trajes e mercados romanos.
- Festas de São João — junho, com desfiles e fogueiras.
- O Bananeiro — tradição natalina única, na Rua do Souto, na noite da Consoada.


Onde ficar
em Braga — Sugestões de alojamento
Hotel Moon
& Sun Braga
Recentemente
experimentamos o novíssimo, estiloso, moderno e cosmopolita Hotel Moon
& Sun Braga no coração da cidade. Passou por uma renovação total
que lhe deu um ambiente de boutique hotel com interiores
personalizados arquitetonicamente impressionantes. Até os corredores mereciam o
estatuto de galeria de arte. Os quartos espaçosos luminosos, aclimatizados, com
um look super fresh, estão um mimo. A cama atrai como um imane só
de olhar para ela. E que bem que se dorme! O pequeno almoço é muito bom e tem
oferta variada.
Sé
Guesthouse
Mesmo na rua da
Sé de Braga, a Sé Guesthouse surge como uma excelente
opção para quem procura um alojamento económico, jovial e a praticidade de
estar perto de tudo numa estadia curta. Oferece quartos com casa de banho
partilhada numa
guesthouse que
surpreende pela modernidade (até tem check-in e check-out automático),
decoração de bom gosto e limpeza. Cozinha totalmente equipada, sala de
refeições e salas de estar também partilhadas. Cumpre a regra dos três “B”s:
bom, bonito e barato.
Ibis Budget
Braga Centro
Uma das opções
mais económicas com excelente localização, na Avenida da Liberdade, é
o Ibis Budget Braga Centro. Mesmo na Avenida da Liberdade, a
localização é muito central e os quartos insonorizados são especialmente
confortáveis para a classe Budget da cadeia Ibis. A grande mais valia deste
hotel são os funcionários que se desdobram para responder às necessidades dos
hóspedes. A opção de pequeno almoço incluído pode valer a pena para um casal.
Mas se não incluir o pequeno almoço e não precisar do estacionamento, o preço é
imbatível.
Braga
Heritage Lofts
O Braga
Heritage Lofts, localizado no centro histórico, mesmo ao lado do Paço
Medieval de Braga, é um aparthotel de charme que disponibiliza estúdios e
apartamentos autossuficientes com muito estilo. Esta unidade contemporânea é
uma das favoritas dos viajantes: fica a poucos passos dos melhores highlights no
coração da cidade e oferece ótimas condições para quem procura um alojamento
para escapadinha de fim de semana ou para viagens de negócios. A grande
mais-valia: o terraço com vistas para o Jardim de Santa Bárbara.
Vila Gale
Collection Braga
Na categoria do
luxo, o Vila Gale Collection Braga é um hotel de 4 estrelas
com conforto e serviços que justificam o preço. Spa, sala de massagens, piscina
e salas de reuniões provam como está atento a todas as necessidades dos seus
hóspedes. A localização é excelente para quem quer explorar o centro histórico
da Cidade dos Arcebispos. O pequeno almoço é fantástico.
O Melhor de
Braga num Roteiro de 2 dias | O que ver e fazer
🗺️ Roteiro de 2 dias em Braga
🏰 Dia 1 — Centro histórico e principais monumentos
Largo do Paço e Chafariz dos CastelosLocalizada no coração de Braga, na Praça Conde de Agrolongo, ao redor, com edifícios monumentais. A Igreja do Pópulo é uma deslumbrante igreja que remonta ao século XVI, misturando estilos renascentista e barroco.
Centro cultural moderno instalado no antigo quartel da GNR. Espaço de arte e tecnologia, símbolo da Braga contemporânea.
Ruínas medievais com arcos ogivais e jardim florido — um dos cartões-postais da cidade.

Seguimos para sul na Rua Dr. Justino Cruz. Já podemos vislumbrar um pouco do que nos espera: o Antigo Paço Arquiepiscopal, também conhecido como o Paço Medieval de Braga. Obviamente data da Idade Média, e a sólida construção com as ruínas dos arcos ogivais é um dos postais de Braga. Encha os olhos com o colorido do Jardim de Santa Bárbara, um dos favoritos para namorar.
E numa cidade tão antiga, não se vê castelo? Pois, é verdade, castelo já não se vê, mas escondidinha numa travessa está o que resta do castelo medieval, a Torre de Menagem. A visita é gratuita, mas requer reserva prévia.
Torre de Menagem
Restos do antigo castelo medieval. Visita gratuita mediante reserva.
Igreja dos Terceiros de São Francisco
Monumento barroco de 1690 com altares dourados e azulejos típicos portugueses.
Rua do Souto
Principal rua pedonal e ponto de encontro dos estudantes. Cheia de cafés, lojas e vida noturna.
Café A Brasileira
Café histórico onde se pede “um café de saco”. Interior restaurado com mobiliário e painéis originais.
Casa dos Crivos
Exemplo único da arquitetura residencial dos séculos XVII e XVIII, com fachadas de ripas de madeira.
Praça da República e Arcada
Coração da cidade, com o Jardim da Avenida Central, o Chafariz, e os cafés Vianna e Astoria. Ideal para fotos e descanso.
Basílica dos Congregados
Obra barroca de André Soares, com fachada imponente e torres sineiras. Interior ricamente decorado com estátuas e escadaria monumental.
Theatro Circo
Teatro histórico inaugurado em 1915, renovado em 2006. Centro cultural com concertos, peças e festivais.
Igreja da Santa Cruz
Igreja barroca do século XVIII, famosa pela lenda dos “três galos”. Quem não os encontrar, dizem, não casa!
Casa e Capela dos Coimbras
Capela manuelina com torre flamboyant e azulejos sobre Adão e Eva. Museu e jardim anexo.
Sé de Braga
A mais antiga diocese de Portugal (século XI). Mistura estilos românico, gótico e barroco. Interior com tesouros de arte sacra e o Museu da Sé.
Museu dos Biscainhos e Jardim
Palácio barroco do século XVIII com mobiliário, porcelanas e jardins formais. Excelente para fotos de arquitetura e natureza.
Museu D. Diogo de Sousa
Museu arqueológico com peças desde o Paleolítico até à Idade Média.
Termas Romanas do Alto da Cividade
Roteiro para
visitar Braga: 1º Dia
Igreja dos
Terceiros de São Francisco

A Igreja da Terceira Ordem em
Braga é uma visita obrigatória entre as 30 igrejas da cidade. Datada de
1690, este monumento barroco de interesse público possui uma grande arquitetura
e interiores ornamentados, incluindo um teto em cúpula, altares dourados e
paredes azulejadas. Localizada no coração do centro da cidade de Braga,
é facilmente acessível para os visitantes que passam por lá. O exterior é
adornado com azulejos, enquanto o interior apresenta um impressionante altar
com painéis de azulejos típicos portugueses.
Continuamos
pela ruela na direção sul para desembocarmos na Rua do Souto.

A Rua
do Souto é a rua da nightlife, da daylife,
da everyday life. Ponto de encontro de estudantes
universitários que fazem de Braga a cidade mais jovem de Portugal e,
consequentemente, uma das ruas mais animadas da Cidade dos Arcebispos. O
engraçado é que em Braga não se evita a jovialidade inconsequente dos
estudantes e, somem-se os anos que se somarem aos ossos, os bracarenses andam
calçada abaixo e acima numa noite de copos.
Agora vamos
tomar um café n’A Brasileira, mas esta é de Braga. Aqui não se
pede uma bica ou cimbalino. Pede-se um café, “mas de saco, por favor!” Novos ou
velhos, da terra ou de fora, todos cumprem religiosamente o ritual de visitar o
café mais icônico de Braga. Sabemos que apetece ficar na esplanada a ver
a vida passar, mas fica a perder. No interior, mobiliário, balcão, tetos e
painéis de parede, também se saboreiam morosamente: tudo foi recuperado para
devolver a este café centenário a classe e requinte dos tempos áureos.

Logo aqui ao
virar da esquina, há um tesouro escondidinho de Braga: a Casa
dos Crivos. O único exemplar sobrevivente da tipologia habitacional típica
de Braga nos séculos XVII e XVIII em que se primava pela privacidade,
mas só de fora para dentro, porque lá dentro podia-se coscuvilhar tudo o que
acontecia na rua.

E agora, vamos
sentir o coração de Braga a pulsar! Passamos a explicar. A Praça
da República reúne o jardim da Avenida Central, respectivos
coreto e “chafariz”, o sinal Braga (parece que todo o lugar que se preze
tem que disponibilizar estes sinais aos visitantes, não vão eles esquecer o
nome da terra) e, este sim o verdadeiro “sinal” de Braga, a Arcada.
A Praça da República é um centro
central em Braga que oferece uma variedade de atrações a uma curta
distância. Desde a Escadaria Monumental da Universidade até a estátua
do Rei D. Dinis na rotunda da Universidade, esta área é rica em marcos
históricos e arquitetônicos.

Basílica dos
Congregados
Vamos dar um passeio pela praça para apreciar
o casario encantador que rodeia a praça, alguns palacetes a competirem pela
melhor ornamentação do seu respetivo estilo arquitetônica, a bela fachada
barroca e rococó da Basílica dos Congregados e a Igreja
da Senhora-A-Branca de arquitetura maneirista, barroca e neoclássica.
Sentados num
banco ou nos muros dos canteiros da praça, os mais velhos ainda preservam as
redes sociais mais antigas do mundo: conversa de pé d’orelha, coscuvilhice de
comadres e “cumbíbio”.
A Basílica
dos Congregados, também conhecida como Igreja dos Congregados, é uma
basílica barroca do século XVIII localizada em Braga. Projetada pelo
arquiteto Andre Soares, a basílica apresenta uma grande fachada e um
interior adornado com elegantes elementos de design do século XIX. A igreja é
flanqueada por duas torres sineiras e abriga quatro estátuas de granito
representando figuras bíblicas. Os visitantes são atraídos pela impressionante
escadaria e são incentivados a esperar no topo para ouvir os sinos tocarem.

Na Arcada em si
estão os “cafés” mais conhecidos de Braga: o Café Vianna (não,
não nos enganamos, escreve-se assim desde 1871) e o Café Astoria.
Não abane a cabeça nem se assuste com os garçons primorosamente fardados. É
verdade que, normalmente, os preços são um pouco puxados para a carteira.
Não beba ainda o cafezinho do almoço porque
vamos tomá-lo ali na cafetaria dum dos recantos favoritos de Braga. Como
temos uma paixão por livros, sugerimos dar um pulinho na livraria Centésima
Página. Entre e depressa vai sentir um espaço sereno que convida a folhear
páginas, a viver histórias, a apreciar arte através das suas exposições e a
ensinar os mais novos a amar livros.
Voltamos atrás,
até porque aqueles canteiros de flores de todas as cores da Avenida da
Liberdade chamaram-nos a atenção.
Theatro
Circo
Passamos defronte do Theatro Circo de
Braga, um dos mais belos e prestigiados teatros de Portugal, e
inclusive da Europa.
O centro
histórico de Braga oferece um passeio encantador por igrejas, edifícios
históricos como o Palácio do Raio e o icônico Theatro Circo. Este
teatro, aberto desde 1915 e recentemente renovado em 2006, é uma fonte de
orgulho para os locais. Serve como um centro cultural que acolhe diversos
eventos, como concertos, peças de teatro, performances de dança, artes
circenses, programas educacionais, oficinas, sessões de cinema, conferências,
exposições e festivais. 
Igreja da
Santa Cruz
A Igreja da Santa Cruz em Braga
é uma maravilha do século XVIII localizada em uma bela praça. O interior
exibe estilos barrocos intrincados adornados com folhas de ouro, criando uma
visão deslumbrante. Esta igreja portuguesa apresenta impressionantes abóbadas
de pedra esculpidas e um belo órgão, tornando-a uma atração imperdível. Como
uma das catedrais mais antigas de Portugal, a Catedral de Braga se
ergue como um símbolo do patrimônio religioso da cidade, com sua imponente
aparência gótica e decorações elaboradas.
Fonte do
Ídolo

Viramos à
esquerda na Rua do Raio para visitarmos a intrigante Fonte do
Ídolo, um dos vestígios mais preciosos da época romana em que Bracara
Augusta viveu tempos áureos, e o Palácio do Raio com
a sua exuberante ornamentação. No interior, não menos exuberante, está um rico
acervo da Misericórdia de Braga.
Ídolo
Fountain, também conhecida como Fonte do Idolo, é uma pequena, mas
intrigante atração localizada perto das Termas Romanas de Maximinus e do
Palácio de Raio. A fonte data do século I d.C. e oferece aos visitantes
um vislumbre da era romana através de um vídeo educativo. Ela está situada na Rua
do Raio, onde você também pode encontrar outros sítios históricos como o Museu
Dom Diogo de Sousa e o Museu de Biscainhos.
Palácio do
Raio
O Palácio do Raio é um exemplo
primoroso da arquitetura barroca do século XVIII e uma visita obrigatória no
centro histórico de Braga. Um passeio tranquilo pela Rua do Souto
até o Palácio do Raio e o Arco da Porta Nova é altamente
recomendado. Os visitantes também podem desfrutar de visitas guiadas para
explorar os locais mais interessantes da cidade. 

Seguimos para
o Largo de Santa Cruz pela Rua de São Lázaro, damos
costas à magnífica Igreja de São Marcos e vamos tentar
descobrir um dos maiores mistérios de Braga.

Essas pessoas
de pescoços torcidos a mirar a fachada da Igreja de Santa Cruz estão
a tentar responder à eterna questão: onde estão os galos? Diz a lenda que moça
casadoira que se preze tem de ver os 3 galos da Igreja de Santa Cruz –
caso contrário, corre risco de não concretizar o tão sonhado casamento. Dois já
cá cantam, e damos alvíssaras a quem descobrir o terceiro, o verdadeiro
quebra-cabeças.

Continuando o
nosso passeio, vamos descobrir a Casa e Capela dos Coimbras. Ou
melhor, a Capela porque a casa manuelina original já não existe. O palacete foi
demolido e o que vemos agora é uma reconstrução do início do século XX que
preservou algumas das janelas e portas manuelinas.
Capela e
Casa dos Coimbras
A Capela e Casa dos Coimbras é um
monumento religioso único com uma torre manuelina flamboyant e um interior
adornado com painéis de azulejos que retratam a história de Adão e Eva.
Também funciona como um museu de arte e possui um jardim, tornando-se um local
ideal para passar uma tarde agradável. A capela tem uma rica história, e os
visitantes podem desfrutar de uma equipe amigável enquanto exploram sua
atmosfera antiga. Por uma pequena taxa, os visitantes podem acessar a capela, a
torre e desfrutar de uma bebida no topo.

Já de estômago
recomposto, seguimos para o ex-libris da cidade: a Sé de Braga.
Vamos aqui pela Rua de São João ao encontro da Senhora do Leite,
santa icônica dos bracarenses, representada numa singela e rara escultura.
Sé de Braga
Seguimos pelo Rossio da Sé para
finalmente encararmos o monumental templo religioso de Braga, a mais
antiga diocese de Portugal, dos anos 400! Percebe agora a expressão
“velho como a Sé de Braga”? Na verdade, o monumento que vemos data
do século XI e a fachada mostra claramente a influência de estilos arquitetônicos
das várias adições e reconstruções que sofreu ao longo dos seus quase mil anos
de existência. Demore-se, observe com atenção os detalhes e se estes
maravilham, o interior surpreende ainda mais – o museu de arte sacra guarda
verdadeiros tesouros nacionais!
A Catedral de Santa Maria de Braga, um
monumento significativo em Portugal, foi construída ao longo de vários
séculos e apresenta uma mistura de estilos arquitetônicos, incluindo o gótico
tardio e o barroco. Designada como monumento nacional desde 1910, a catedral
possui uma rica história que remonta ao século XI. Apesar de numerosas
renovações, vestígios dos seus vários períodos ainda podem ser observados nas
suas paredes. Localizado no coração de Braga, este cativante local não
deve ser perdido em nenhum itinerário de viagem.
Museu dos Biscainhos
Para terminar o primeiro dia deste roteiro de Braga,
propomos um fim relaxante ali para as bandas do Palácio dos Biscainhos.
Se for do seu interesse, poderá visitar os amplos e luxuosos salões desta casa
nobre setecentista, honrada até com a visita de reis. Mas terá que pagar o
bilhete do museu.
O Museu
Biscainhos é uma atração imperdível em Braga, situado em um
deslumbrante palácio barroco que oferece um vislumbre da rica história da
cidade. O museu exibe uma impressionante coleção de arte dos séculos XVII e
XVIII, incluindo móveis barrocos, cerâmicas, porcelana chinesa, vidro europeu,
prataria, têxteis e pinturas. Os visitantes também podem explorar os jardins
formais que cercam o palácio para um passeio relaxante.
Jardim da
Casa dos Biscaínhos
O Jardim do Museu Biscaínhos
é um belo espaço verde que outrora fez parte de um antigo palácio pertencente a
uma família nobre nos séculos XVII e XVIII. Apresenta um estilo barroco com
relvados bem cuidados, árvores antigas, fontes e decorações em madeira. Este
jardim oferece um vislumbre da história da vida da nobreza e das influências de
várias culturas em Portugal. É um excelente local para apreciar a arte
barroca enquanto se está rodeado pela natureza.

Jardim de
Santa Bárbara
O Jardim de Santa Bárbara é um
encantador jardim de flores localizado no centro histórico de Braga.
Possui uma fonte central com uma estátua de Santa Bárbara e caminhos
ladeados de bancos, sob a supervisão da ala medieval do Palácio Episcopal.
O jardim oferece um retiro pacífico para os
visitantes passearem, relaxarem nos bancos e admirarem suas flores bem
cuidadas. Além disso, proporciona a oportunidade de desfrutar das áreas verdes
circundantes, como o Parque Natural do Bom Jesus e as praias interiores
de água doce.

Chegou a hora
de irmos à procura da janta. Entre as ruas e ruelas do Campo das Hortas,
do Arco da Porta Nova, da Sé e da Rua do Souto encontra
garantidamente um restaurante que lhe satisfaça o apetite. Mais adiante poderá
ler todas as nossas sugestões onde comer em Braga.
Museu de
Arqueologia D. Diogo de Sousa
O Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
em Braga é uma visita obrigatória para os entusiastas da história.
Instalado em um palácio barroco, apresenta uma coleção diversificada de itens
escavados que datam desde a era Paleolítica até a Idade Média,
oferecendo uma visão do rico patrimônio histórico da cidade. Os visitantes
podem explorar artefatos desenterrados de sítios arqueológicos em todo Portugal,
proporcionando um vislumbre fascinante das civilizações antigas.

Termas Romanas do Alto da Cividade

As Termas Romanas de Maximino
são um complexo de banhos públicos escavados que datam dos séculos I a III a.C.
Enquanto alguns visitantes acham decepcionante a falta de sinalização
bem-marcada e a escavação pouco impressionante, outros apreciam o espaçoso
museu que exibe numerosos artefatos pré-romanos e romanos. A escavação real
apresenta uma pequena área com piso de mosaico, mas pode não atender às
expectativas de alguns visitantes.

Roteiro para
visitar Braga: 2º Dia

Como cedemos às
tentações da carne, neste segundo dia vamos pedir perdão pelos nossos
pecadilhos, cheios de arrependimento.
Visitar Braga
passa obrigatoriamente por visitar os seus lugares religiosos e de peregrinação
mais emblemáticos: o Bom Jesus e o Sameiro.

A história
do Santuário do Bom Jesus do Monte remonta ao século XIV.
Começam a surgir registos que mencionam uma ermida no monte Espinho devotada à
Santa Cruz em 1373. A devoção das gentes de Braga leva um número cada
vez maior de peregrinos a subir à singela capela e a necessidade de aumentar o
templo vai-se sentindo. No século XVIII é colocada a primeira pedra da Igreja
do Bom Jesus que daria origem ao atual Santuário.

Para auxiliar
na subida, vamos ter a ajuda do funicular mais antigo do mundo, o Elevador
do Bom Jesus. Irmão sobrevivente de sete únicos no mundo, este é o único
com sistema de contrapeso de água ainda em funcionamento.

O Escadório
do Bom Jesus são na realidade três. É preciso coragem para subir os
581 degraus dos Escadórios das Três Virtudes, dos Cinco Sentidos e do
Pórtico, mas a elaborada decoração, fontes e estátuas são merecedores de
contemplação. A estátua equestre de São Longuinho recebe-nos
lá no alto do Terreiro de Moisés e prepara-nos para nos depararmos com a
sublime decoração do templo neoclássico da Basílica do Bom Jesus.

Os terrenos
baldios ao redor do Santuário foram transformados no refrescante e densamente
arborizado Parque do Bom Jesus. Atrai bracarenses e visitantes com
todas as infraestruturas para relaxantes passeios, uma área de merendas para
pic-nic, e um lago artificial com barcos a remos, favorito dos casais.

É sabido que os
portugueses são fervorosos devotos de Nossa Senhora e em Braga temos
um dos santuários marianos que mais peregrinos traz a Braga (antecedido
pelos Santuário de Fátima e pelo Santuário da Mãe Soberana em Loulé).
Falamos do Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, originalmente
dedicado à Imaculada Conceição.

Este Santuário
leva milhares de peregrinos a realizarem procissões marianas em
dois momentos do ano: primeiro domingo de junho, com saída da Sé de Braga,
e no terceiro domingo de agosto a procissão estatuária sai do Santuário do
Bom Jesus do Monte.

A localização
do Santuário merece uma chamada de atenção. Para verdadeira contemplação nada
como preencher o nosso tempo no Monte Sameiro, o ponto mais alto de
Braga, e nos seus verdes recantos. Daqui temos a melhor vista panorâmica
sobre Braga, as Serras do Gerês e, se o dia estiver completamente
limpo, podemos até ver o mar entre Leixões e Viana do Castelo.
Como ainda nos
resta algum tempo, vamos pegar no carro e conhecer dois lugares fantásticos de Braga:
o primeiro é monumental, o segundo é apaziguador.
Mosteiro de Tibães Pedro Caetano
O Mosteiro
de Tibães é único em Portugal como exemplo exímio da
arquitetura religiosa portuguesa, mas acima de tudo por ser o único com 4
claustros e o interior da igreja ser tão luminoso,
coisa rara nas edificações religiosas do nosso país. A grandiosidade deste
mosteiro beneditino impressiona. Mas queremos revelar-lhe algo que muitas vezes
é descurado. O mosteiro tem uns magníficos jardins onde se
pode “perder” demoradamente.

E já que por
aqui andamos e temos o Rio Cávado aqui mesmo ao lado, que tal
irmos a uma das praias fluviais mais bonitas de Portugal? Até à Praia
Fluvial de Adaúfe são só 15 minutos.
A beleza
natural é mais do que óbvia logo ao chegarmos ao amplo relvado para estender a
toalha. O rio corre de águas límpidas, caudaloso e calmo e convida a banhos nos
dias quentes de verão. Mas a particular singularidade está nos moinhos
de água que ainda persistem de pé. São testemunhos doutros tempos em
que do rio também se tirava o sustento para além da pesca.
E aqui damos
por findo o nosso roteiro de 2 dias em Braga onde lhe mostramos o melhor
de Braga.
Onde comer
Braga é
conhecida por ser a cidade com mais igrejas, mas pode-se bajular de ter a maior
oferta de espaços para agradar a todos os paladares reunidos no centro
histórico mais antigo: gastronomia local, cozinha internacional, um balcão para
petiscar, deliciosos hambúrgueres regados com cerveja artesanal, vegetariano,
sushi… E em doses generosas!

Gastronomia
tradicional de Braga
Bacalhau à moda
de Braga, papas de sarrabulho, arroz pica no chão, rojões à minhota,
arroz de pato, cabrito assado à moda de Braga, lampreia, caldo verde com
broa de milho são pratos típicos de Braga. As sobremesas conventuais –
de comer e chorar por mais – incluem: Pudim de Abade de Priscos, leite-creme,
sameirinhos, fatias doces de Braga a não confundir com as rabanadas do convento
(o segredo está na fritura… sem óleo!), fidalguinhos (os biscoitos de Páscoa),
viúvas (versão deliciosa do pastel de nata) …
Quanto a
restaurantes, nem sabemos por onde começar sequer. Quando nos dá ganas de
gastronomia local, vamos à Adega Malhoa onde o vinho ainda é
servido à taça. Para os melhores pregos e hambúrgueres não dispensamos o Bira
dos Namorados – peça a cerveja artesanal, é uma das muitas
mais-valias deste restaurante. Para a melhor Francesinha de Braga
(bracarense que se preze dirá “do mundo”), todos vão à Taberna Belga,
e dentre as várias casas que testamos, esta é mesmo de eleição, não engana.
Quando o mood é de “tainada” (qual petiscar, em Braga o
pessoal vai é tainar) a escolha é difícil entre o Tábuas, Copos &
Outras Cenas ou a Dona Petisca.
A Brasileira
"A Brasileira"
é um café histórico com um rico passado, originalmente estabelecido em 1907 por
Adolpho de Azevedo. O icônico café, localizado na esquina da rua São
Marcos, tem sido um local amado tanto por moradores quanto por visitantes.
É conhecido por seu café signature e pela atmosfera encantadora que oferece.
Frigideiras
do Cantinho
E aqui no Largo de São João do Souto
vamos degustar uma iguaria imprescindível: as frigideiras de Braga.
Nas Frigideiras do Cantinho tudo começou em 1796. Mais de dois
séculos volvidos, o folhado de massa com carne picada é ainda o que leva
milhares de pessoas ao espaço, embora seja difícil resistir a tantas outras
iguarias que nos tentam os olhos. Enquanto degustamos as nossas frigideiras
podemos apreciar as autênticas ruínas dum domus romano mesmo debaixo dos nossos
pés. “E para levar, é um bolo romano”, com receita do século II, mas
ingredientes fresquinhos.
O Restaurante
Frigideiras do Cantinho é um estabelecimento clássico em Braga,
fundado em 1796. É conhecido pelos seus pastéis de carne, conhecidos como
"frigideiras", que são grandes e recheados com carne picada. Estes
pastéis crocantes e gordurosos têm sido um favorito local durante séculos.
Café Vianna
O Café
Vianna, fundado em 1858, tem sido um local favorito da elite de Braga.
Foi frequentado por figuras renomadas como Eça de Queirós e Camilo Castelo
Branco. A sala de jogos do café foi uma vez um local para reuniões
políticas, incluindo o golpe de 1926 liderado pelo General Gomes da Costa.
Situado no centro da cidade, oferece uma sala de jantar refinada e cobiçadas
mesas ao ar livre com vista para a fonte da praça.
Siga pela praça e logo à sua frente está o Mosteiro e Igreja do Pópulo.
Vire a esquerda na rua dos Biscaínhos para visitar o Museu dos Biscaínhos, um antigo palácio (de terça a domingo das 10h às 12:15h e das 14h às 17:30h, por € 2,00) e o belo jardim da Fonte do Campo das Hortas.
Este palácio dos sécs. XVII e XVIII, de tetos pintados, ornamentados com estuques e paredes cobertas de azulejos, estão decorados com mobiliário português e estrangeiro de época, tapetes de Arraiolos, prata portuguesa, porcelana, vidros, etc.
Retorne para a Rua Andrade Corvo e logo um pouco a frente você passará pelo Arco da Porta Nova de 1512, que ligava a cidade medieval à parte de fora das muralhas. Você estará oficialmente na parte antiga da cidade, seguindo por uma rua peatonal, com seu casario típico e muito comércio.
Entre na Rua Dom Frei Caetano Brandão e vá até a próxima parada, para ver as construções no Largo do Paço, que constituiu a sede da República Bracarense, extinta em 1790. De um lado está a Câmara Municipal e a Fonte do Pelicano, uma bela fonte barroca cujos repuxos brotam de um pelicano e de uns cupidos em bronze.
E do outro que fica voltado para a Praça do Município e também faz parte do Paço, é o prédio da Biblioteca Pública de Braga. Logo na entrada há vários e lindos painéis de azulejo.
Sem precisar andar muito, entre na Rua Eça de Queirós, para que possa visitar o Paço Arquiepiscopal, que reúne uma rica biblioteca com documentos do séc. IX. A Sala de Leitura apresenta um belo teto trabalhado em dourado.
O Paço é constituído por três edifícios dos sécs. XIV, XVII e XVIII:
1) Jardim de Santa Bárbara, um belo e agradável jardim na ala norte medieval, com a Fonte de Santa Bárbara no meio do jardim. Ela é do século XVII e tem no alto uma imagem de Santa Bárbara, razão pela qual o jardim tem esse nome.
2) Catedral da Sé
A próxima parada do roteiro é a majestosa Sé de Braga.
O interior foi restaurado no séc. XVIII. A pia batismal é de estilo manuelino e, à direita, numa capela fechada por um gradeamento do séc. XVI, vê-se o túmulo em bronze do infante D. Afonso.
3)Igreja da Misericórdia
Fundada em 1513, a irmandade da Misericórdia de Braga teve permissão de D. Diogo de Sousa, arcebispo da cidade, para se instalar numa das capelas do claustro da Sé, designada então como Capela de Jesus da Misericórdia.
Capela dos Coimbras
Construída no séc. XVI junto a uma igreja do séc. XVIII, a sua torre manuelina está ornamentada com estátuas. Ao lado da capela encontra-se a Casa dos Coimbras, da mesma época que, apresenta um bonito portal e janelas de estilo manuelino.
Um dos prédios do Largo do Paço é sede da Reitoria da Universidade do Minho e fica aberto para visitação.
No centro, fica o belo Chafariz do Castelo de 1723, que realmente tem a forma de um castelo.
Agora siga pelo eixo pedonal mais importante de Braga, composto pelas Rua do Souto e a Rua D. Diogo de Sousa.
Este é o local perfeito para os viajantes que procuram movimento, lojas para compras e artistas de rua. Nestas ruas, encontram-se vários edifícios históricos, entre os quais o conhecido Café a Brasileira.
Continue até chegar a um enorme largo, o Jardim da Avenida Central. Se quiser a partir daí, ir explorando as ruas e vielas da região, olhando as vitrines do vasto comércio ou ir até o Braga Shopping é uma boa pedida.
Vá caminhando em direção ao belo chafariz da praça e ao coreto. Dá para ver também o topo do Castelo de Braga, que, infelizmente, foi demolido no início do século XX, mas restou essa Torre de Menagem.
A Praça da República é uma das praças centrais da cidade. Mais à frente, encontram-se o Convento e a Basílica dos Congregados, cuja entrada é gratuita, além de alguns cafés tradicionais da cidade.
Daqui, passamos pela arcada do castelo, até o Largo de São Francisco, outra peatonal cheia de lojas e floriculturas, até chegar novamente onde deixamos o carro estacionado.
Como era hora do almoço, paramos no Restaurante Casa Pimenta. Um restaurante bem simples, com comida bem modesta, porém gostosa, pedimos uma língua estufada com purê de batata, bolinhos de bacalhau e croquetes de carne, um vinho da casa e um refrigerante, saiu tudo por 20,00 euros para duas pessoas.
Tudo isso, pode ser feito tranquilamente a pé, pois a distância não é mais do que uns 2,5 km, dependendo do quanto você queira explorar a região, pode ser feito numa manhã, sem correria. Tiramos o carro do estacionamento, que custou 3, 10 euros, e seguimos para a Igreja de Bom Jesus do Monte.
O monte sagrado atrai todos os anos muitos peregrinos e turistas, que têm a oportunidade de subir ao templo seja pelos famosos escadórios (como dizem os portugueses) ou pelo elevador (funicular), e no topo, usufruir das vistas fabulosas da cidade.
É possível também ir até a igreja de carro. Naquele dia de sol lindo, deixamos o carro no estacionamento e subimos de funicular. Não tive coragem de me acabar subindo/descendo aquela escadaria...
Lá em cima, os parques e jardins no entorno são lindos e muito agradáveis, tem um hotel, um restaurante mais pomposo, um bar, banheiros (paga-se 0,50 euros para entrar); há também um coreto e grutas construídos no início do século XX, além da mata.
- 14:04
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