Roteiros de bate-volta em Vitória

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Nesta última postagem sobre o Espírito Santo, vou falar sobre mais duas atrações para quem gosta e curte muito natureza. A primeira é a cidade de Santa Teresa, conhecida como a “Beija-flor do Espírito Santo”, por causa do belíssimo trabalho do cientista e naturalista Augusto Ruschi. Ela está a apenas 80 km de Vitória, tornando viável um bate-volta a partir da capital. E a segunda é o Parque Estadual de Forno Grande. O parque mantém uma estrutura aberta ao público com centro de visitantes e trilhas de fácil acesso. Este já é mais viável um bate-volta, a partir de quem está em Pedra Azul, Domingos Martins, pois ele está a apenas 23 km(mais ou menos 50 min de carro, porque a estrada é sinuosa e de baixa velocidade) do Parque Estadual de Pedra Azul, seguindo pela belíssima Rota do Lagarto, visto na postagem anterior.
Bom, vamos começar por Santa Teresa, porque conhecê-la é super fácil. A primeira vez que estive em Santa Teresa e em Domingos Martins foi em 1984, mas tem muita gente que mora no Espírito Santo que, nunca ouviu falar da cidade. E não é só porque a cidade é bem pequenininha não, sua irmã de imigração e concorrente turística, a cidade de Venda Nova do Imigrante (ambas são de descendentes de italianos) também é, no entanto, acaba sendo mais conhecida, principalmente pelos mineiros que chegam ao Espírito Santo pelo BR 262.
Na minha humilde opinião, o Brasil assim como o Espírito Santo, é o que é, graças aos bravos e inúmeros imigrantes que chegaram ao País em busca de oportunidades, aqui deixarando um legado de muita história, rico patrimônio, agroturismo, artesanato, uma ótima gastronomia com mesa farta e muita alegria em suas festas e tradições.
E Santa Teresa é mais uma de nossas cidades com todas estas características, além de uma natureza exuberante e um povo extremamente simpático e acolhedor, fazendo com que, seja merecedora de uma visita.

O centro histórico de Santa Teresa tem inúmeros imóveis construídos à beira da calçada, tombados do final do século XIX. Ele é bem pequenininho e pode ser percorrido facilmente a pé. A maioria, inclusive, localiza-se nos arredores da Rua Cel Bonfim Junior, também conhecida como Rua do Lazer.

A Igreja Matriz que teve seus sinos doados por Dom Pedro II, fica num elevado bem no início desta mesma rua.

A praça está do mesmo jeitinho de quando estive aqui pela primeira vez, acrescida talvez de um busto do Ruschi. Uma singela homenagem ao seu filho mais ilustre, falecido em 1986. A Praça é um ótimo lugar para descansar e fica a meio caminho entre a Rua do Lazer e o Museu Mello Leitão.
Museu de Biologia Prof. Mello Leitão

O Museu Mello Leitão está localizado bem no centro da cidade, na área da antiga Chácara Anita da Família Ruschi. Ele foi criado em 1949 pelo próprio Augusto Ruschi para dar suporte ao seu trabalho de pesquisa.

Dois anos antes de sua morte, em 1984, ele doou a área para o Governo Federal, que hoje o administra através do Instituto Brasileiro de Museus.São mais de 77.000 metros quadrados de área totalmente preservada.

É no museu que a gente vê e vive o grande amor que o cientista e naturalista, Augusto Ruschi tinha pelos colibris. Foi Ruschi que revelou ao mundo que a maior concentração de beija-flores do planeta está em Santa Teresa.


A relação de amor que ele tinha por essas aves era tão grande que, sem o seu trabalho, seu estudo e luta para a preservação, toda essa diversidade talvez não existisse hoje.

E é no Pavilhão de Ornitologia, que dá para se ter uma pequena ideia da grande biodiversidade da região, são centenas de animais “empalhados” ali  expostos.

Por fim, o jardim rupestre criado para abrigar uma vegetação típica de ambientes rochosos, que atraem certos tipos de colibris. São dezenas deles voando freneticamente para bebericar a água doce das garrafinhas penduradas no teto da varanda, situada na antiga residência da Família Ruschi, conhecida como “varanda dos colibris”. Dentro dela funciona atualmente a administração e a biblioteca do Museu.

Informações úteis:Endereço: Av. José Ruschi, Nº 4, Santa Teresa – ES, Cep: 29.650-000.Telefones: (27) 3259-1182 / 3259-1696 / 3259-2100.Horário de funcionamento: terça a domingo, das 08:00 h às 17:00 h. Entrada gratuita
Parque Estadual de Forno Grande

O local possui grande riqueza biológica de fauna e flora. Sobre os musgos das pedras proliferam espécies raras de orquídeas e bromélias. No local vivem espécies de animais em extinção, tais como a jaguatirica e o macaco mono carvoeiro.
O Parque possui estrutura aberta ao público, com centro de visitantes, o Museu “Onça Pintada” e trilhas de fácil acesso.
O centro de visitantes possui banheiros, bebedouros.O parque ainda conta com um alojamento restrito para pesquisadores, com camas, colchões, cozinha e banheiro.

Informações aos visitantes

Como chegar
O acesso ao Parque é feito por estrada de terra de bom estado de conservação.
Distâncias em Km para quem vem de Castelo: pela Fazenda da Prata são 32 km e pelo Limoeiro são 42 km.
Distâncias em km para quem vem de Pedra Azul: Depois que sair da Rota do Lagarto, pegar a ES-164 sentido Vargem Alta, rodar por 5 km. À sua direita terá uma saída com estrada de chão. Rode por esta estrada mais 14 km.
Trilhas

Essas trilhas cortam a Mata Atlântica e levam aos mirantes naturais nos pontos de elevadas altitudes, de onde se tem uma ampla vista panorâmica.
Trilha da Cachoeira (infelizmente a cachoeira estava com pouca água, devido a pouca chuva na região…)

Nível de dificuldade: fácil
Distância: 290 m
Duração média do percurso (ida e volta): 30 minutos de caminhada
Atrativos: cachoeira com relevante queda d’água de aproximadamente 30 metros de altura, a menos de 200 m do início da trilha.
Trilha da Gruta da Santinha

Nível de dificuldade: fácil
Distancia: 400 m
Duração média do percurso (ida e volta): 1 hora de caminhada
Atrativos: gruta natural tem como principal atrativo a imagem de Nossa Senhora de Aparecida, colocada pelo guarda ambiental Alair Tedesco, que trabalha há mais de 20 anos da unidade.
*Foi o Sr. Alair quem nos recebeu no parque, acompanhou-nos nas  caminhadas, sempre explicando tudo, mostrando as plantas nativas, avisando dos riscos e perigos, falando com orgulho da Santinha que colocou ali e que agora é ponto de visitação. O Sr. Alair é uma pessoa muito simpática, que gosta do que faz e trata muito bem quem vista o parque.

Trilha dos Poços Amarelos

Nível de dificuldade: médio
Distancia: 850 m
Duração média do percurso (ida e volta): 2 a 3 h de caminhada
Atrativos: conjunto de piscinas naturais de cor amarelada devido a grande quantidade de ferro existente na água, nos quais os visitantes podem tomar banho.

Além disso, é um mirante natural que permite visualizar o entorno do Parque e a famosa Pedra Azul. Que infelizmente na hora em que estávamos lá, baixou uma baita cerração, não sendo possível ver nada…

O que compensou foi que no dia anterior, havíamos estado em Pedra Azul e de lá avistamos o Parque de Forno Grande. Vejam nesta foto:
Trilha do Mirante da Pedra Azul
*Está não fizemos, ficamos com medo de não ter preparo físico para mais duas horas de caminhada, e porque como disse acima, o tempo não colaborou.
Grau de dificuldade: médio
Distância: 1800 m
Duração média do percurso (ida e volta): de 3:30 a 4 h de caminhada
Atrativos: vista panorâmica dos municípios de Castelo, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins e Vargem Alta, sendo possível avistar a Pedra Azul, Frade e a Freira, Parque do Itabira e o Pico da Bandeira.

Tamanho máximo dos grupos:
O passeio pode ser feito por grupos de no máximo 40 pessoas até a Cachoeira e a Gruta da Santinha, e de no máximo de 20 pessoas até os Poços Amarelos e o mirante. 
Ingresso: Temporariamente, a partir de março de 2008, o passeio para todas as trilhas é GRATUITO.
Trajes e roupas: Todo o visitante deverá trajando roupas leves e confortáveis, calça comprida e calçado fechado sem salto e com boa aderência ao solo.
Banho: O visitante poderá banhar-se nas cachoeiras e piscinas naturais e levar roupa de banho.
Lanches e água: O parque não possui lanchonete em seu interior, por isso recomenda-se que o visitante leve água e um lanche leve ou desfrute dos restaurantes localizados nas proximidades. As trilhas possuem pontos de água potável e bancos e mesas para contemplação, descanso ou lanche.
Agendamento de visitas, denúncias e informações gerais:
Todo o passeio deverá ser agendado com antecedência de pelo telefone: (27) 3248-1156 ou (28) 99992 6144, menos 24 horas (1 dia), e deverá ser sempre acompanhado por um guarda-parque do IEMA.  
Horário de funcionamento: 8:00 h as 17:30 h.
Atenção:
O horário de saída para o passeio nas trilhas é as 9 h da manhã e à 13:30 h da tarde, não sendo realizada saídas em outros horários.   
Endereço local: Forno Grande, Zona Rural, Castelo. Espírito Santo. CEP 29360-000
Endereço para correspondência: BR 262, Km 0, s/nº, Jardim América, Cariacica – Espírito Santo.
CEP 29.140-500.

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