🌴 Cruzeiro pelo Caribe
Realizar um cruzeiro pelas águas cristalinas do Caribe é o sonho de consumo de dez entre dez viajantes — e, claro, também era o meu.
Há muito tempo sonhava com essa experiência: belas paisagens, praias maravilhosas, muita comida, diversão e aquele visual cinematográfico que só o Caribe oferece.
Em janeiro de 2019, surgiu a oportunidade de realizar este desejo. A minha primeira viagem de cruzeiro não poderia ter sido mais certeira: 8 dias e 7 noites navegando pelo mar azul-turquesa a bordo do elegante navio Monarch, da Pullmantur.
Foi o início de uma jornada inesquecível — o tipo de viagem que marca a alma e faz a gente entender por que o Caribe é sinônimo de paraíso.

Se você também tem esse desejo, preparamos este guia completo com tudo o que analisei antes de ir: a melhor época para fugir dos furacões, como chegar ao porto e quais são as opções de cruzeiros atuais.
🚢 Cruzeiros
O grande barato de fazer um cruzeiro é que você dorme no navio e acorda cada dia numa ilha paradisíaca diferente (Curaçao, Bonaire, Aruba), sem precisar fazer e desfazer malas.
Como em qualquer companhia marítima do mundo, um cruzeiro é sempre uma degustação dos destinos: os navios ficam ancorados nas paradas normalmente entre cinco e nove horas – em geral, os navios ancoram de manhã e partem no fim do dia —, então você não vai conhecer nenhum lugar a fundo.
Além do mais, os navios maiores só podem atracar em ilhas com infraestrutura para recebê-los – em geral, as mais urbanizadas. Mas é uma oportunidade de ver vários lugares diferentes em uma só viagem, sem ter que fazer e desfazer a mala toda hora, e ainda ter comodidades a bordo.
Existem inúmeros lugares que se pode visitar por meio de um cruzeiro: destinos populares como no Mar Mediterrâneo; cruzeiros por países da Europa; há navios viajando pelo Rio Amazonas ou pela costa do país; enfim, as possibilidades são inúmeras.
Portos e arredores costumam ter lojas duty-free e restaurantes, mas, para explorar de fato os lugares, você precisará comprar excursões a bordo ou em terra, alugar veículo, tomar táxi ou usar o transporte público, quando houver.
Navegar pelo Caribe não é diferente de outros cruzeiros. Sendo o maior mercado de cruzeiros do mundo, consequentemente, encontram-se viagens mais baratas.
Se você sonha com um destino em especial, cheque o itinerário para ver se o tempo é suficiente para saciar a sua vontade.
🏝️️ Caribe sem visto
Quem pensa nesse destino esbarra na logística: a burocracia e os custos para tirar o visto americano.
A maioria das rotas tradicionais que partem de Miami, de Orlando ou de outras cidades da Flórida exige o visto americano.
Os vistos são necessários somente para cruzeiros que começam nos EUA ou que passem por seus territórios (Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas). Para Cuba, a companhia aérea ou a empresa de cruzeiros fornece a tarjeta, mas sempre verifique isso.
Mas você sabia que é perfeitamente possível navegar pelo paraíso caribenho sem precisar do visto dos EUA?
As opções que não precisam de visto são os cruzeiros zarpando de países como Panamá, Bahamas e Jamaica.
Na nossa viagem, testamos o famoso roteiro "Antilhas e Caribe Sul", embarcando diretamente pelo porto histórico de Cartagena das Índias, na Colômbia, passando por Aruba, Bonaire, Curaçao e Cólon.
Esta é uma das grandes vantagens de se optar por essa rota: a oportunidade de conhecer o Caribe sem precisar emitir um visto americano – dependendo do porto de embarque ou da companhia aérea que você escolher.
📆 Quando ir
O clima nas ilhas não é uniforme em todo o Caribe, mas pelo menos duas características a se considerar: de junho a novembro é “temporada de furacões”, no norte do Caribe. Nem sempre eles se formam, mas o risco existe e não são raras as tempestades nas áreas externas do navio e nas excursões em terra. Para evitá-las, os barcos podem alterar o itinerário, o que significa não cumprir o roteiro que você comprou. Ninguém quer investir num sonho para passar as férias embaixo de tempestades em alto-mar, então, a melhor estratégia é:
- Estratégia do Caribe Sul (Aruba, Bonaire e Curaçao): A grande sacada deste roteiro é que as ilhas do ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao) ficam localizadas no chamado Caribe Sul, bem abaixo da "rota de segurança", totalmente fora da zona de furacões. Isso significa que é um roteiro seguro para ser feito em qualquer mês do ano!
- Melhores Meses: O período ideal para viajar vai de dezembro a maio. É a estação seca, o céu fica incrivelmente azul, o mar calmo e as temperaturas são deliciosas (com aquele ventinho reconfortante à noite no deck).
🗺️ Como chegar
Infelizmente, ainda não há rotas de cruzeiros caribenhos saindo direto do Brasil. Mas existem cruzeiros que podem ser feitos com voos diretos para o Caribe, como os que saem de:
— Porto Canaveral, Fort Lauderdale e Miami (EUA);
— Colón (Panamá);
— La Romana (República Dominicana);
— Fort-de-France (Martinica).
Ou com voos com uma conexão para as ilhas caribenhas, como os de:
— Nassau (Bahamas);
— San Juan (Porto Rico);
— Montego Bay (Jamaica);
— Havana (Cuba) e
— Cartagena (Colômbia).
Como o nosso roteiro dispensava o visto americano, as duas principais cidades portuárias de embarque para nós, sul-americanos, eram Cartagena das Índias (Colômbia) ou Colón (Panamá).
Como o nosso roteiro dispensava o visto americano, as duas principais cidades portuárias de embarque para nós, sul-americanos, eram Cartagena das Índias (Colômbia) ou Colón (Panamá).
Chegando a Cartagena (nossa escolha): existem voos excelentes partindo do Brasil com conexões rápidas em Bogotá ou Lima (operados pela Avianca e LATAM).
A dica de ouro é chegar à cidade pelo menos dois dias antes do embarque. Assim, você conhece o centro histórico murado de Cartagena e não corre o risco de perder o navio caso o seu voo sofra algum atraso.
Chegando ao Panamá: você pode voar com a Copa Airlines, que tem voos diretos de várias capitais brasileiras para a Cidade do Panamá. De lá, pega-se um transporte terrestre até o porto de Colón.
✍️️ Dicas: por se tratar de uma viagem internacional, você deverá estar sempre com o passaporte com uma validade mínima de seis meses. Assim como o certificado de vacinação contra febre amarela,
alguns países exigem o certificado. A vacina contra a febre amarela deve ser tomada, pelo menos, 10 dias antes da viagem.
⚠️ Nota de Atualização: O que mudou nas Companhias de Cruzeiro?
Na época da nossa viagem, realizamos esse circuito a bordo do navio Monarch, operado pela tradicional companhia espanhola Pullmantur Cruises.
O que aconteceu com a Pullmantur? Vale registrar que a Pullmantur encerrou oficialmente suas operações e o barco Monarch, tendo sido retirado de circulação.
Como fazer esse roteiro hoje? Devido ao enorme sucesso dessa rota, que dispensa o visto americano, grandes companhias mundiais assumiram o trajeto. Atualmente, você pode realizar exatamente essa mesma viagem (com embarque em Cartagena ou Colón, no Panamá) assumida por outras gigantes dos mares:
Como fazer esse roteiro hoje? Devido ao enorme sucesso dessa rota, que dispensa o visto americano, grandes companhias mundiais assumiram o trajeto. Atualmente, você pode realizar exatamente essa mesma viagem (com embarque em Cartagena ou Colón, no Panamá) assumida por outras gigantes dos mares:
- MSC Cruzeiros: a companhia oferece temporadas fantásticas pelo Caribe Sul, partindo de Cartagena. Os navios são modernos, gigantescos, repletos de piscinas, escadarias de cristal e teatros com shows padrão Broadway todas as noites. O ambiente a bordo é muito alegre e descontraído.
- Royal Caribbean (Rhapsody of the Seas): uma das empresas mais famosas do mundo também opera rotas sem visto saindo do Panamá e da Colômbia. Os navios da Royal são conhecidos pela excelente infraestrutura familiar, restaurantes de alta gastronomia e serviço de bordo impecável.
Na época em que realizamos o cruzeiro, navegamos a bordo do navio Monarch, da Pullmantur, que operava um sistema All Inclusive fantástico em espanhol e português. Hoje, a Pullmantur já não opera, mas a rota de sucesso "Antilhas e Caribe Sul"
🧳 Como são os Cruzeiros — Procedimentos de Embarque
Em geral, os procedimentos nos cruzeiros são muito parecidos, mas cada um com as suas peculiaridades. No entanto, os principais procedimentos são:
Check-in: o embarque no navio é bem parecido com o de avião. Você precisa chegar com no mínimo 2 horas de antecedência – se puder 3 ou 4, é ainda melhor – para fazer o check-in. Normalmente é bom chegar cedo ao porto para embarcar, porque assim você começa a usufruir do navio, inclusive almoçando lá dentro.
Voucher: outra coisa que deve estar à mão é o seu voucher de reserva, pois sem ele você não consegue entrar no porto, quem dirá no navio.
Bagagem de Mão: leve na sua bagagem de mão coisas que possa precisar com mais urgência, uma muda de roupa, biquíni e o que mais achar necessário, pois a mala despachada poderá demorar algumas horas para ser entregue na sua cabine. A mesma regra vale para o dia do desembarque, pois precisará deixar a mala na porta da cabine, em um horário que irão lhe informar, e só terá acesso a ela novamente depois que sair do navio.
Ferro de Passar Roupas: não leve ferro de passar roupas, nem mesmo aqueles ferros pequenos de viagem. Se fizer isso, a mala onde está o ferro ficará retida. E, ao chegar à cabine, você vai encontrar uma cartinha pedindo para comparecer no deck de entrada, e lá você vai encontrar a sua mala com uma etiqueta escrita: IRON. Vai por mim, além de confiscarem seu ferro até o dia da saída, vai pagar o maior mico da viagem!
🍽️ A Vida a Bordo: Sistema Tudo Incluído
Cabine: existem diferentes tipos de cabines; você escolhe na hora em que compra o seu pacote de viagem. Normalmente todas têm uma cama de casal reversível para duas de solteiro, uma cadeira, uma mesa de trabalho, televisão e armário. Pode ter visão 100% ou parcialmente obstruída, com ou sem varanda. Como se passa pouco tempo na cabine, basicamente para dormir, ela dá conta do recado com conforto.

Alimentação: A variedade gastronômica é imensa! O navio conta com grandes restaurantes buffet (estilo self-service), ideais para lanches rápidos e almoços pós-praia, além de restaurantes à la carte mais formais e requintados para os jantares noturnos. O grande diferencial desse estilo de cruzeiro é a praticidade. Nós optamos pelo sistema All Inclusive (Tudo Incluído), o que significa que todas as refeições e bebidas (alcoólicas e não alcoólicas) estavam inclusas no valor do pacote.
Entretenimento: o centro das atividades do dia se concentra em volta das piscinas e jacuzzis, cheias de espreguiçadeiras para quem quer pegar um sol, e onde acontecem brincadeiras, palestras e shows no teatro. A vida noturna é agitadíssima, com cassinos, bares com música ao vivo, pistas de dança e festas temáticas no deck da piscina sob as estrelas do Caribe.
Compras a bordo: as lojas dentro dos navios são uma espécie de free shops, que estão isentas de impostos, o que permite vender a preços mais baixos. Lembrando sempre que a moeda no navio é dólar ou euro.
Excursões: em cada parada, você pode comprar os passeios fechados oferecidos pelo próprio navio ou descer por conta própria e negociar táxis e tours diretamente nas saídas dos portos, o que costuma ser muito mais econômico, mas as excursões são opcionais. Ninguém é obrigado a sair do navio em dias de parada e muito menos a comprar os passeios vendidos por ele. Mas, apesar de não ser muito barato (os preços variavam entre 50 a 60 US por adulto), você terá a garantia de estar de volta no navio antes que ele zarpe, pois, na hora marcada para partir, ele vai embora. Mesmo que nem todos os passageiros estejam a bordo. O navio não espera ninguém!
📱 Dicas Práticas de Sobrevivência em Alto-Mar
- Wi-Fi: A internet em alto-mar é captada por satélite, o que historicamente torna o serviço caro e cobrado em pacotes à parte. Embora a tecnologia tenha melhorado muito recentemente nas frotas modernas (com conexões mais velozes), a nossa dica de ouro é: aproveite o cruzeiro para se desconectar! Deixe para usar a internet Wi-Fi gratuita dos cafés e portos quando o navio estiver atracado nas ilhas.
- Enjoo a Bordo: se você tem receio de passar mal com o balanço do mar, os navios modernos contam com potentes sistemas estabilizadores que minimizam muito o movimento. De qualquer forma, coloque na mala de mão comprimidos para enjoo (como Dramin) por precaução.
🗺️ Roteiro deste Cruzeiro pelo Caribe
Aqui é somente um resumo do nosso diário de bordo. Penso que não tenha mudado muita coisa atualmente, caso opte por fazer com uma das companhias marítimas citadas acima, que assumiram esta rota.
Nas próximas postagens, vou falar mais detalhadamente sobre cada uma das cidades que visitamos. Quer saber como foi? Clique sobre o nome que o link irá remetê-los para a página completa da publicação.
Dia 1: Cartagena das Índias, Colômbia
Chegamos a Cartagena das Índias dois dias antes e ficamos um dia depois do cruzeiro, assim fizemos uma bela adição da cidade histórica à viagem. 

No dia do embarque, saímos do hotel por volta do meio-dia e fomos para o porto. Fizemos os procedimentos do check-in e embarcamos no navio. Durante a tarde, exploramos o barco, participamos do treinamento de segurança e o navio zarpou às 18h30min. À noite, participamos de um coquetel de boas-vindas.
Dia 2: Navegação
Dia em alto-mar, os relógios foram adiantados em uma hora. A minha filha foi à academia. Depois fomos conhecer mais o navio, tomamos um pouco de sol junto à piscina. Na hora do almoço, enfrentamos a batalha que é servir e encontrar um lugar para sentar e comer. À tarde fomos comprar o nosso pacote de excursão para Bonaire. À noite foi o tradicional Jantar de Gala com o capitão, nada muito formal. Os passageiros deste cruzeiro eram pessoas simples; não teve tanta ostentação.
Dia 3: Aruba, Antilhas Holandesas
Às 08h00min da manhã atracamos em Aruba e às 08h45min estávamos saindo. Neste dia tivemos oito horas para conhecer as praias e a cidade, pois o navio zarpou às 17h30min.
Dia 4: Bonaire, Antilhas Holandesas
Às 08h00min da manhã atracamos em Bonaire e às 09h00min estávamos saindo. Neste dia tivemos oito horas para conhecer as atrações da cidade, pois o navio zarpou às 17h30min.
Dia 5: Curaçao, Antilhas Holandesas
Às 06h30min da manhã atracamos em Curaçao e, antes das 08h00min, estávamos andando pela cidade. Neste dia tivemos menos de cinco horas para conhecer as atrações da cidade, pois o navio zarpou às 11h00min. Em Bonaire não contratamos os serviços de excursões, pois o porto fica bem no centro da cidade e, como não teríamos muito tempo, preferimos só conhecer o centrinho mesmo.
Dia 6: Navegação
Mais um dia em alto mar. Este foi o dia das palestras: pela manhã assisti a mais uma palestra com a Dra. Paula sobre problemas ósseos, como artrite, osteoporose...
Depois foi encontrar a minha filha, que estava tomando sol junto à piscina. Na hora do almoço, enfrentamos novamente a batalha de servir e encontrar um lugar para sentar e comer.
À tarde, ela estava nauseada, tomou um Dramin e foi dormir. Eu fui assistir a um seminário sobre postura e alívio de dores nas costas. Que, por sinal, gostei muito das palestras e assisti a quase todas.
No fim da tarde, as informações básicas do desembarque para os passageiros de Cartagena. Todos vestidos casualmente naquela noite fomos assistir ao espetáculo "Launi'e, a origem das cores".
Dia 7: Colón, Panamá
Esta foi a pior noite; balançou horrores, fiquei muito mareada. Achei que o navio estava indo muito rápido. No dia seguinte, entendi o porquê. A hora prevista para atracar no porto do Panamá era
07h00min. Chegamos, passava das 07h15min. Por isso, o comandante estava a todo vapor.
Este era o último dia do passeio e tínhamos sete horas na cidade, pois o navio zarparia às 14h00min.
Os pacotes de excursões em Colón eram: conhecer o famoso Canal do Panamá e passear pelo Centro Histórico da cidade. Existem também passeios de compras. Como havia estudado um esquema de como chegar à zona franca, preferi ir por conta.
Gente, imagina o Paraguai; assim é a zona livre de Colón! Um pouco melhor vai... No início ficamos meio perdidas para achar a entrada.

Como chegamos cedo, as ruas estavam vazias e muitas lojas ainda fechadas. Dizem que os preços valem a pena, mas andamos comparando com o navio e estavam praticamente iguais ou até um pouco mais caros. Por exemplo, os relógios, minha filha acabou comprando no navio.
Sem falar que você ainda corre o risco de comprar gato por lebre. Sim, lá também tem falsificações. Da mesma forma que no Paraguai, existem lojas que vendem produtos originais e lojas com produtos falsificados.

Acabamos não conhecendo a eclusa, mas ouvi falar que não vale a pena. Além do mais, eclusa por eclusa, conheço a nossa de Barra Bonita, em São Paulo. Se tivesse dado tempo, gostaria de ter conhecido o centro histórico da cidade.
Basicamente, este foi o nosso último dia para curtir a sombra e água fresca no navio. Neste dia almoçamos no navio, passamos pelo free shop e, à noite, depois do jantar, fomos assistir a mais um espetáculo no teatro, com o show "ABBA — Thank you for the music". Que também adorei!
Além de ser fã, o diretor é um brasileiro muito bom no que faz. Valeu muito a pena assistir a todos os espetáculos.
Dia 8: Cartagena das Índias, Colômbia
O barco atracou no porto de Cartagena, às 09h30min. Teríamos mais um dia para conhecer esta linda cidade colonial colombiana. Como havíamos conhecido o centro histórico no dia em que chegamos, optamos por fazer um passeio pela parte nova da cidade.
No dia seguinte, fomos para o aeroporto e embarcamos de volta para casa, com saudades desse nosso cruzeiro pelo Caribe e com vontade de fazer outro em breve. Afinal, há tantos outros lugares lindos para conhecer na região, não é mesmo?!

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