Curaçao | Caribe: praias, cores e cultura na ilha mais vibrante das Antilhas

16:33

Se das três que formam as Ilhas ABC, Aruba é mais americana, Bonaire é o xodó, Curaçao é o “C” das queridinhas. Na versão caribenha da Holanda, são todas iguais, mas todas diferentes em estilos. Você vai ver que Curaçao, a maior das três ilhas, tem características que a tornam única.
Hoje, Curaçao é um dos maravilhosos polos turísticos mais procurados do Caribe, conhecida por ser um portal de entrada para praias ocidentais como Baía Azul e suas praias de areias brancas escondidas em enseadas, algumas já modificadas pela mão do homem.
É um paraíso tropical rico em vida marinha nos seus extensos recifes de corais, portanto, é um lugar bastante procurado e perfeito para a prática de mergulho no seu mar azul-turquesa.
Além disso, Curaçao ainda proporciona safáris de jipe, ciclismo de montanha e prática de esportes radicais, como o windsurfe. Com sua rica história, que transparece toda a diversidade cultural, faz da ilha um dos destinos caribenhos mais amistosos.

Mas, de onde vem o nome Curaçao? 

Os nomes dados inicialmente à ilha, por volta de 1501, foram: Curasorbo e Curasoto, que significavam “trago de bebida para cura” e “matagal de cura”, respectivamente. 
A história conta também que ele foi dado por navegadores portugueses que, devido à abundância de laranjas na ilha, comiam muito deste fruto, curando-os do escorbuto — doença muito comum entre eles devido à falta de vitamina C em sua alimentação.
Portanto, o nome Curaçao, ao contrário do que muitos imaginam, nada tem a ver com “coração”, mas sim “curação” – a arte de curar. Acredita-se que, como os holandeses não conseguiam pronunciar o “ão”, acabaram chamando a ilha de Curaçao. Verdade ou não, a ilha no lado Punda tem um enorme coração de cadeados. 

Onde fica
Curaçao está localizada ao sul do Mar do Caribe, aproximadamente 50 km da costa noroeste da Venezuela. Com apenas 170 mil habitantes, o país conta com mais de 50 etnias em seu terri­tório, um verdadeiro caldeirão cultural formado graças à história deste país, que tem a maioria de seus habitantes (cerca de 80%) de origem africana, enquanto que o restante é descendente de espanhóis, holandeses ou arawaks. 

Até 2010, Curaçao fazia parte das Antilhas Holandesas, mas os habitantes destas ilhas participaram de um referendo que decidiu seu destino político, sendo que Curaçao optou por se tornar um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos, mas o sistema jurídico, educacional e político são holandeses e sua economia está baseada, principalmente, na refinaria de petróleo trazida da Venezuela e também no turismo.  

Como Chegar

Para quem viaja a partir do Brasil rumo a Curaçao, a melhor maneira de chegar é com o voo direto da Azul Linhas Aéreas, com saída do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – Confins (CNF) e chegada ao Aeroporto Internacional de Curaçao – Hato (CUR), localizado em Willemstad (capital de Curaçao). 
A Azul opera essa rota com voos regulares semanais diretos (geralmente às quartas e sábados), utilizando aeronaves modernas como o Airbus A320neo, com uma duração de viagem de aproximadamente 6 horas.
Outra opção para os viajantes que embarcam do Brasil para Curaçao são os voos com conexão
tradicionais da Copa Airlines (via Panamá) e Avianca (via Bogotá), que continuam sendo as opções mais utilizadas pelos brasileiros; Miami, nos EUA; e até mesmo Amsterdã, na Holanda.

Quando ir

O lugar é destaque entre as ilhas caribenhas por possuir um clima agradável, uma média de quase 30°C. Está fora da zona de furacões do Atlântico, que ocorre entre julho e novembro. Ou seja, você pode ir em qualquer época do ano. Curaçao também é famosa por seus ventos constantes. Os dias de sol, águas transparentes e ventos fortes criam as condições perfeitas para a prática de windsurfe. 

Idioma

O holandês é o principal idioma da ilha, mas inglês, espanhol e principalmente o papiamento – o divertido dialeto creole que mistura tudo isso, mais o português — são falados no local. Mas a língua ensinada nas escolas é o idioma do governo e dos negócios.

Moeda

A moeda oficial de Curaçao é o Florim (Naf ou ANG). Em todo caso, o dólar americano é totalmente aceito (apesar de que, às vezes, você receberá o troco em florins ao pagar em dólares),
assim como cartões de crédito.

Como Circular em Curaçao

Se você não estiver hospedado em um resort mais afastado, a capital Willemstad será a sua base de hospedagem. Para explorar a ilha de verdade, a recomendação definitiva e indispensável é alugar um carro logo na chegada ao aeroporto. As praias mais paradisíacas e famosas (como Kenepa Grandi e Cas Abao) ficam na região de Westpunt, a cerca de 40 km do centro, e a única forma de chegar até elas com liberdade é de carro.
O transporte público em Curaçao é muito limitado e baseado em vans (busitos) que não têm horários fixos e não levam às praias distantes. Além disso, não há Uber na ilha e os táxis comuns são caríssimos (uma única corrida do centro para o norte pode custar mais do que a diária inteira de um carro alugado).
Bicicletas e scooters elétricas só são recomendadas para pequenos passeios dentro do centrinho histórico de Punda e Otrobanda, pois as estradas da ilha não têm acostamento e o calor equatorial é impiedoso para pedalar.
A Capital Willemstad
Willemstad é a capital e a principal cidade. Um importante porto natural de Curaçao. Está dividida em Otrobanda e Punda. Elas estão separadas por um canal e ligadas por uma ponte peatonal flutuante que faz a ligação entre as duas áreas.
Os holandeses tiveram um impacto importante ao despertar o inte­resse de Curaçao para o resto do mundo. Desde o momento em que se estabeleceram como classe domi­nante na ilha, a influência holandesa de Curaçao está muito onipresente nos edifícios coloniais seculares de Willemstad, que não esconde suas origens nas paredes coloridas.

O que ver e fazer em Curaçao

Curaçao foi a nossa penúltima cidade neste Cruzeiro pelo Caribe. Não contratamos nenhum serviço de excursões do navio. Primeiro que, na hora que planejamos passeios, sempre deixamos de lado atrações envolvendo animais. Roteiros como passeios em elefantes, visitas aos zoológicos, Sea World, nado com golfinhos, montaria em cavalos são atrações que parecem divertidas e inofensivas, mas escondem crueldade e nenhum compromisso com a preservação da vida selvagem e respeito aos animais. 
Não vou me estender no assunto aqui, mas a Natália, do Blog 360 Meridianos, traz uma matéria fantástica sobre o assunto. Sugiro fortemente a leitura. O mundo precisa se tornar mais consciente da preservação e respeito aos animais!
A segunda opção seriam as praias; dizem que é uma mais bonita do que a outra e que parar em 
Curaçao e, não visitá-las, é uma falha grave. Só que elas estão longe do Centro, ao norte da ilha.
Para visitá-las você pode alugar um carro, mas, para quem está num cruzeiro, não é recomendável, pois é fácil se perder na ilha. Já pensou se você se perde e o navio vai embora? Seria um grande problema. Então, o melhor meio de realizar esse passeio para quem está num cruzeiro é contratando um táxi ou comprando um pacote de excursões.
Lembrando que, lá, tem as praias públicas e particulares. As praias públicas têm uma estrutura inferior às particulares, mas não deixam nada a desejar com relação à beleza. Já as praias particulares, apesar do valor cobrado pela entrada, valem a pena, pois a estrutura é ótima e as praias, belíssimas.
No entanto, o nosso navio atracou às 06h30min e zarparia às 11h00min. Além do pouco tempo, olha que horário horrível para pegar praia! Então, resolvemos ficar por ali mesmo, nas proximidades do porto, que é uma área ideal para fazer compras, frequentar bares ou restaurantes, e as paisagens urbanas são sempre belas. Para onde se aponta a máquina fotográfica ou a filmadora, sem dúvida o cenário é belíssimo. Em praticamente três horas que ficamos na cidade, o que vimos foi: 
OtrobandaEm papiamento, literalmente é “outro lado”. Otrobanda é uma zona de Willemstad que demorou quase um século a mais para se desenvolver em relação à Punda.
Era a parte mais pobre, onde viviam os escravos. Atualmente, graças ao novo porto que foi construído para receber os navios de cruzeiros, ao Renaissance e à restauração do Rif Fort, a região está cada vez mais viva. Foi em Otrobanda também que vimos alguns cassinos.
O lugar tem muito comércio, bons restaurantes e lojas. 
Além de uma ótima vista para Punda, pois é de Otrobanda que você tirará as fotos mais bonitas com as famosas casinhas coloridas holandesas ao fundo.
Punda
Como disse acima, em Punda é onde estão as casinhas coloridas holandesas, cartão-postal de Curaçao.
Punda é o lado mais antigo e mais desenvolvido da capital de Curaçao, onde viviam as pessoas com posses no passado. Hoje em dia o lugar tem muitas lojinhas e restaurantes legais. Além disso, andar por Punda pode ser uma experiência incrível, especialmen­te porque lembra muito a Holanda devido à sua arquitetura, que conta com o charme das paredes e construções coloridas.
Ponte da Rainha Emma
Essa é uma das pontes que fazem a ligação entre Punda e Otrobanda, as duas partes da capital de Curaçao. A ponte de madeira, exclusiva para pedestres, é toda charmosa e um dos grandes atrativos da cidade.

Essa ponte é capaz de se movimentar, de ser “recolhida” quando há necessidade da passagem de alguma embarcação ou de até grandes navios atravessarem a baía para chegar ao porto. 

Sim, porque pelo canal passam barcos e navios, então, sempre que necessário, toca um sinal sonoro avisando a todos que a ponte irá se mover para a embarcação passar e você não pode usá-la. Apesar de ser um fato corriqueiro na vida de quem vive em Willemstad, é interessante assistir. 
Quando isso acontece, os ferry-boats fazem a travessia gratuitamente. Tem lógica! Se você não pode atravessar porque a ponte peatonal está recolhida, nada mais justo que não cobrar a passagem.
Ah! E, dependendo da agitação do mar, a ponte balança um pouco, o que pode lhe dar a sensação de tontura ou de que está bêbado, rsrsrs...
A ponte é a melhor e mais rápida opção de travessia de um lado para o outro. A ponte para carros, que por sinal é altíssima, fica mais atrás.
Compras
O porto da cidade fica no Otrobanda. Descemos do navio e fomos caminhando em direção à ponte que, logo depois que você atravessa, “se enfia” pelas ruas e vai vendo lojas e mais lojas legais. 
Mas, como era muito cedo, NENHUMA estava aberta, estava tudo MORTÍSSIMO! 
Nós éramos as poucas almas vivas. Dizem até que algumas ficam fechadas, mesmo que seja dia de semana, e só abrem quando chegam os navios de cruzeiros.
Mas saiba que Curaçao é uma área livre de impostos, com muitos centros de compras que oferecem produtos que fazem a alegria dos consumistas de ocasião. 
Roupas de grife, cosméticos e perfumes estão entre as ofertas tentadoras. Tudo que você comprar nestes estabelecimentos é enviado para seu navio ou avião, onde deverá ser retirado.
As lojas de rua de Otrobanda são bem fracas. Se você quiser fazer compras em lojas de grife, terá que ir ao Renaissance Mall, o melhor shopping da cidade. Já as ruas de Punda são ótimas para quem quer fazer compras. A Penha (esse prédio amarelo na esquina), por exemplo, é uma das lojas preferidas das mulheres, porque há maquiagem, perfumes e cosméticos.
Rua Handelskade
Essa é a rua que virou cartão-postal de Curaçao. 
Com algumas cafeterias, bares e lojinhas, o lugar é legal para passar o final da tarde ou simplesmente sentar, apreciando a atmosfera. Nessa rua estão diversos edifícios típicos da arquitetura holandesa e, por isso, o lugar é sempre alvo de muitas fotos.
 Cultura
A cultura popular é muito valorizada por lá.
Para você ter uma ideia da grandiosidade desta riqueza cultural, em 1997, Willems­tad foi incluída na lista de Patrimônio Mundial pela UNESCO. 
Ao todo, são 15 museus que registram a cultura local. Entre os destaques estão o Museu de Curaçao, que abriga a história dos indígenas pré-colombianos, o Mu­seu Marítimo, que abriga 500 anos de história náutica, e o Museu do Octógono. Outro local importante é o Kura Holanda, lugar onde antes funcionou o primeiro hospital para escravas trazidas da África, além do Museu Judaico.

Sinagoga Mikvé Israel-Emanuel
Embora a maior parte da população seja de católicos romanos, os judeus expulsos também tomaram o rumo de Curaçao, tornando-se, com o tempo, um refúgio para judeus que não podiam praticar sua religião nas colônias católicas em plena época da Inquisição. 
Por isso, existe uma colônia de judeus sefarditas na ilha e, curiosamente, a Sinagoga Mikvé Israel-Emanuel (Snoa), do século XVII, é considerada a sinagoga mais antiga em uso contínuo em todas as Américas.
Esta colônia teve um extraordinário impacto na economia da ilha, na política e na cultura, contribuindo para a formação da comunidade judaica mais an­tiga das Américas.
Não visitamos a sinagoga, mas este rico legado pode ser visto no Museu Judaico que, além de arquitetura diferente, tem um chão de areia.

Mercado Flutuante
O Mercado Flutuante é um mercado informal de Curaçao, em que pessoas da Venezuela viajam em suas pequenas embarcações para abastecer as casas do país com frutas, verduras e legumes, e vendem os produtos no próprio barco. 
Curaçao não produz nada; então, essa é uma das maneiras de abastecer as residências com produtos naturais. 
Mesmo que você não queira comprar nada, vale a pena dar uma passada no lugar para ver o comércio que tem frutas e verduras bem tropicais, iguais às nossas, inclusive no nome: banana, tomate, melão, mamão, coco, goiaba...
Queen Wilhelmina Park e Pietermaai District
Nestas imediações estão vários monumentos importantes, como o Palácio do Governo e da Justiça, o Banco do Caribe, o Parlamento de Curaçao, a Igreja, o Forte Nassau, e muitos outros. 
O lugar é bem aprazível e fica lotado de gente, pois é lá que todos querem tirar as tradicionais fotos com os letreiros CURACAO e DUSHI.
Forte Nassau
A história está presente em cada canti­nho deste destino, como o Forte Nassau, construído em 1799. 
Ele foi usado para proteger a região contra invasões, utilizado como farol para embarcações e torre de controle por causa de sua localização estratégica. 
Hoje, no local, funcionam centros comerciais que agregam lojas e restaurantes. O que se destaca é o Perla del Mar, que tem uma localização fantástica e uma atmosfera agradável. Sentando-se na parte externa, em um ambiente romântico junto ao mar, pode-se jantar apreciando o barulho das ondas.
Rif Fort
Um forte construído em 1828 para proteger a cidade de invasões estrangeiras. 
Hoje em dia o lugar foi reformulado e é um dos points da cidade, com diversos restaurantes, bares e até algumas lojinhas. 
Renaissance Mall
Dentro do complexo Renaissance Resort está o melhor shopping da ilha, o Renaissance Mall & Rif Fort. 
É o shopping mais turístico, com ambiente informal e arborizado, tem melhor estrutura e localização. É uma boa pedida para quem deseja fazer algumas compras. 
Estas são algumas das lojas que você encontrará lá: Armani Exchange, BCBG Max Azria, Breitling, Del Sol, Diesel, Furlan, Guess, Little Switzerland, Mango, Montblanc, Paul & Shark, Penha, Swarovski, Swatch, Tiffany & Co., Tommy Hilfiger Denim e Totto. 
Por fim, Curaçao, que é carinhosamente apelida­da pelos moradores da ilha de “dushi korsou”, que significa “Doce Curaçao”, tem uma personalidade muito própria, pois é muito colorida, limpa e oferece recantos surpreendentes.Valeu a pena rodar a pé pela capital de Curaçao para conhecer alguns de seus pontos turísticos, especialmente por Punda, com sua arquitetura que é um dos charmes de Curaçao.
Em poucas horas não deu para conhecer tudo, mas deu para aproveitar bem. Temos certeza de que foi apenas um aperitivo, pois vamos programar uma próxima viagem, ficando alguns dias na ilha, esse pedacinho perdido da Holanda no Caribe!

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