Rio Amazonas | Cruzeiro Iberostar Grand Amazon – Dia 2: ribeirinhos, pesca de piranha, igapós e focagem de jacarés

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🌅 Cruzeiro Iberostar Grand Amazon — Dia 2 | Ribeirinhos, pesca de piranha, igapós e focagem de jacarés

Após uma noite muito bem dormida a bordo do Iberostar Grand Amazon — o barco não balança, a correnteza não afeta a estabilidade e as cabines são amplas e confortáveis.
Acordamos bem cedo — o sol estava começando a surgir e uma névoa branca se levantava dos campos — para um dos dias mais intensos e emocionantes do cruzeiro.


Este segundo dia reúne três atividades principais, todas muito diferentes entre si e profundamente conectadas à vida amazônica:

🏞️1. A vida ribeirinha

Saímos de lancha e navegamos pelo Rio Solimões, o qual é muito mais habitado que o Rio Negro. A riqueza de nutrientes de suas águas faz com que sejam fartas em peixes, e as terras férteis, nos meses de vazante, podem ser cultivadas.
As casas aparecem ao longo de todo o percurso, cada uma com sua história, suas palafitas, suas marcas de cheia e vazante.


Passa filme na cabeça ao lembrar das aulas de Geografia; a professora dando exemplos dos povos que viviam em casas de palafitas na Amazônia. Ou, em época de eleição, na televisão apareciam reportagens sobre pessoas que tomavam barcos para votar. 
Alunos que percorrem longas distâncias para estudar… E agora ali estava eu… tão perto daquele mundo que antes parecia tão distante (da nossa realidade). 
Ver esse modo de vida de perto foi tão emocionante quanto ver a selva.
As casas, as palafitas, os barcos e as famílias são algumas das imagens mais bonitas que trouxemos da viagem.

🏹2. O guia indígena e a selva

O nosso guia, de nome Edson Piro, indígena, nasceu no Vale do Javari. Aos 16 anos, deixou a aldeia em uma canoa.  

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Após uma semana, fazendo paradas apenas para se alimentar e dormir, chegou a Manaus. Acostumado com os sons da selva, logo ouve um barulho e avista um bicho na árvore… Uma iguana! Um vespeiro!
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🏠 3. Visita à casa de caboclos no Lago Janauacá (08h00)

A primeira atividade do dia é uma das mais especiais: a visita a uma família cabocla que vive às margens do Lago Janauacá.
Aqui de novo: quem ainda se lembra de ter que decorar?

  • Caboclo ou mameluco: mistura de branco com indígena.
  • Mulato: mistura de negro com branco.
  • Cafuzo: mistura de negro com indígena.
  • Curiboca (ou cariboca): mistura de indígena com mameluco.
  • Juçara: mistura de negro com mestiço.
Visitamos a casa do seu Álvaro, da dona Léia e da pequena Ariana, de 7 anos.
A casa, simples e de madeira, estava impecavelmente limpa e arrumada. A mesa posta com frutas regionais — cupuaçu, castanha, café fresco — nos recebeu com a hospitalidade típica dos ribeirinhos.
No quintal, Ariana subiu numa árvore utilizando apenas tiras de cipó nos pés. 
O guia indígena mostrou como retirar a castanha da castanheira.

Aqui também pude lembrar de momentos da minha infância na fazenda em casa de familiares.
Na casa do Sr. Álvaro e da Dona Léia, pudemos ter um momento de convivência real, íntima e emocionante com pessoas de vida simples e generosa. Esse foi um dos passeios mais incríveis que fizemos.











🎣 4. Pesca de piranha ou passeio pelos igapós (16h00)


À tarde, os passageiros escolhem entre:
. Pesca de piranha, ou
. Passeio de lancha pelos igapós e igarapés, na região de Manaquiri.
Optamos pela pesca — uma experiência que não dá para perder quando se está no Rio Solimões.
🗨️Na minha família, somente meu avô e um tio gostavam de pescar, numa época em que o Rio Itapemirim ainda era caudaloso. Mas, na minha casa, ninguém era dado à pescaria. Meu pai chegava em casa com o peixe limpo da peixaria, e minha mãe ficava brava quando o peixeiro não limpava direito. 😄
No entanto, aqui não dava para perder a possibilidade de ver de perto a dita cuja, cuja fama e pavor excedem o limite das águas dos rios pela sua tão temida capacidade de dilacerar a carne.
E adivinha se meu marido também iria perder a oportunidade de pescar uma piranha! 🐟
Saímos de lancha, paramos perto da margem e recebemos varas simples com pedaços de carne como isca. As piranhas começaram a aparecer rapidamente. 
O guia mostrou a força da mordida colocando um galho na boca do peixe — estraçalhado em segundos.
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No final, todos os peixes foram devolvidos ao rio.
O pôr do sol visto da lancha encerrou essa parte do dia com um espetáculo de cores sobre a água.


🎶5. Jantar e Show no convés com música amazônica (19h30)
De volta ao navio, drinks no convés, jantar e o show do Edson Piro, nosso guia da manhã — poliglota e músico.
Ele toca instrumentos de sopro típicos e criou o grupo Sovaco de Cobra, formado por guias do navio, que anima as noites com música regional e é um dos guias mais antigos do Iberostar.  

🐊 6. Focagem de jacarés (21h30 — 22h30)

À noite, saímos no breu total, apenas com lanternas. Ouvia-se o barulho da mata, o céu repleto de estrelas. Emocionante!
A floresta escura, o céu estrelado e o silêncio quebrado pelos sons da mata criam uma atmosfera única.
Ao mirar a lanterna nos olhos do jacaré, vemos o ponto vermelho que o guia identifica imediatamente.
Em segundos, o jacaré está nas mãos do guia — que explica espécie, idade e como segurá-lo sem machucá-lo.

Alguns passageiros tocaram o animal para sentir a textura.
Após alguns instantes, ele foi devolvido ao rio.

✨ Um dia intenso e inesquecível
O segundo dia do cruzeiro é uma imersão profunda na Amazônia:
vida ribeirinha
cultura cabocla
fauna e flora
rios, igapós e igarapés
música regional
aventura noturna
pôr do sol cinematográfico
É um dia cheio de beleza, aprendizado e encantamento — daqueles que ficam para sempre na memória.

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